Onde começa a doença?

(Dra. Karen Câmara)

saude

Há uma separação nítida entre saúde e doença? Existe um local onde a doença começa? Podemos precisar o momento em que uma doença inicia? Alguém pode estar cem por cento saudável? Em contrapartida, pode estar cem por cento doente? Acredito que não. Isso funciona de forma complementar, portanto há toda uma gradação entre saúde e doença.

Ninguém está cem por cento saudável. Podemos estar bastante saudáveis, ou seja, suficientemente saudáveis para realizar nossas tarefas do dia a dia e ainda um pouco mais. No entanto, apesar de nos sentirmos bem, podemos estar abrigando vírus ou células cancerosas sem que saibamos. Nosso organismo vive em equilíbrio juntamente com outros organismos que estão dentro de nós, na nossa pele e fora de nós. Cada vez que inspiramos, uma porção de bactérias, vírus e fungos entram no nosso trato respiratório junto com o ar. Por que não adoecemos? Porque temos um sistema de vigilância e defesa que nos protege, é o nosso sistema imunológico. Dentro da nossa boca e intestino vivem inúmeros micro-organismos, principalmente bactérias. Chamamos isso de flora. Quando há um desequilíbrio entre eles, ficamos doentes. Por exemplo, uma criança toma um antibiótico para pneumonia. Esse antibiótico altera o equilíbrio da flora do intestino e a criança passa a ter diarreia. Se alterar a flora da boca, a criança pode ter sapinho, que é uma infecção por fungo. O fungo do sapinho existe normalmente dentro da boca, mas só toma conta e provoca doença se a flora estiver alterada ou se o sistema imunológico não estiver de prontidão.

Existe um modelo proposto por dois cientistas, Leavell e Clark, em 1976, que explica o equilíbrio entre saúde e doença. Esse modelo foi um avanço no modo como as doenças eram vistas antigamente, quando se pensava que elas tinham uma só causa. Mas o modelo também foi bastante criticado por simplificar em demasia o processo saúde-doença, não levar em consideração os fatores sociais na produção das doenças e não estabelecer uma hierarquia na importância dos fatores.

Modelo de Leavell e Clark
imagem texto 3

A figura ao lado é uma representação dos elementos envolvidos no processo saúde – doença: de um lado há fatores relacionados ao agente etiológico, as causas da doença; de outro lado estão os fatores de defesa do organismo susceptível à doença; o ambiente atua como o fulcro de uma balança favorecendo a manifestação patológica do agente (doença) ou a resistência do organismo (saúde).

As doenças têm uma história natural que pode ser dividida em diferentes fases. A primeira seria a fase inicial, quando o indivíduo não está doente mas é susceptível à doença. A segunda é a fase pré-clínica, quando não há sintomas e nem suspeitamos que estamos doentes, mas já existem alterações patológicas no organismo: é quando estamos incubando um vírus, por exemplo. A terceira fase é a clínica, quando a doença se manifesta através de seus sintomas, mais ou menos intensos, de acordo com cada indivíduo. Algumas doenças podem levar dias, semanas, ou até mesmo anos, para passar da fase pré-clínica para a fase clínica. E, finalmente, na última fase, pode haver vários desfechos: recuperação total ou parcial do organismo, a cronificação da doença, ou a morte do indivíduo.

Mas o que torna o indivíduo mais ou menos susceptível às doenças? Muitos fatores confluem e interagem nesse processo: os genes que ele herdou dos pais, o ambiente no qual ele vive, o estilo de vida que ele leva, os fatores psicossocias que atuam sobre ele e outros, que ainda não foram descobertos. Um caso recente que teve muito repercussão foi o da atriz Angelina Jolie, que se submeteu à retirada das duas mamas quando soube que seus genes lhe conferiam uma alta probabilidade de desenvolver câncer.

Embora a ciência esteja investindo grandes esforços em pesquisa, há pouco o que se possa fazer sobre os genes atualmente. Os outros fatores, no entanto, estão razoavelmente dentro do nosso controle e podem ser modificados, fazendo com que estejamos menos susceptíveis às doenças.

2 pensamentos sobre “Onde começa a doença?

  1. Notaron que la gente que trasnocha , bebe, come “porquerías, no hace gimnasia, en fin , son candidatos a la muerte prematura. Viven más, Por qué ? porque se ríen, se divierten, no le dan bola al stress, aman cada cosa que hacen. Y dentro de ese grupo de trasanochadores los primeros a morir son los “bajo astral”

  2. Como “leiga”, mas também como Terapeuta, diria que uma questão de bastante relevância seria considerar o humor da pessoa. Nisso vale ressaltar a importância das terapias alternativas, que sejam Os Florais, o Reiki, uso de Homeopatia, e preocupação com qualidade de vida, exercícios físicos (prazerosos), laser, atividades diversas, enfim, misturadas com o cotidiano , acredito que possam desenvolver no indivíduo uma condição física que proporcione ao organismo equilíbrio na questão da imunidade, proporcionando saúde e bem estar.
    Andrea Doria – Terapeuta Floral de Bach.

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