Fetichismo…

(Paulo Jacob)

fetiche

Falar sobre o fetichismo é algo intrigante…

O fetichismo inicialmente foi citado por Freud como o desejo do filho ver na mãe o pênis que não existe, por um motivo óbvio, pois ela tem uma vagina. Esse “vazio” existente na mãe (a falta do pênis), pode criar na criança a necessidade dela encontrar algo para substituir essa falta, como pro exemplo uma outra parte do corpo da mãe (pés, mãos, nádegas, etc…). É claro que isso é apenas um breve resumo do que Freud falou sobre o fetichismo.

Essa interpretação pode render uma grande dissertação, alguns concordam e outros contestam tal definição. Aqui eu vou passar uma outra visão sobre o fetichismo, que pode até ser decorrente dessa interpretação freudiana, vocês irão entender.

Fetiche, é ter um tesão grande pelos pés femininos, seios, nádegas, boca, etc… Mas também pode ser de roupas, lingeries, etc. E também pode acontecer das mulheres terem fetiches em relação aos homens. O fato de existirem mais homens do que mulheres “fetichistas”, pode ser pelo simples motivo de que é mais fácil as mães ficarem nuas na frente dos seus filhos, do que os pais agirem com essa liberdade na frente das suas filhas. Então, fica mais fácil para os homens terem recalcado o desejo que tiveram pelas suas mães, do que as meninas pelos pais, pois poucas tiveram essa experiência quando criança.

Mas porque temos esses fetiches? Então, vou criar um exemplo, pensando que um dia na vida de uma menino, ele tenha visto várias vezes sua mãe nua, saindo do banho ou trocando de roupa. Certamente, esse menino teve um desejo inconsciente ao ver sua mãe nua (totalmente ligado ao complexo de Édipo…), e é bem possível que essa experiência (boa por sinal para ele) tenha sido gravada em seu inconsciente. Vamos incrementar um pouco mais essa experiência, dizendo por exemplo que na grande maioria das vezes esse menino presenciava sua mãe se vestindo (calcinha, soutien…), ou seja, esse garoto vai gravar o seguinte pensamento “roupas íntimas = coisa boa/prazer”. Isso também poderia acontecer com os seios, pés, pernas, etc.

Ao longo de sua vida, quando esse menino crescer, possivelmente ele dará um valor além do comum à esses objetos, ou seja, lingerie em geral. Pode parecer simples demais tal raciocínio, mas vários homens fetichistas, quando perguntados sobre tal “dependência”, sempre acabavam se lembrando de experiências desse tipo na infância. Mas muitos também poderão não se lembrar, devido ao processo de defesa deles, em não poderem vincular a figura materna, com prazer sexual. Isso varia de pessoa para pessoa, de acordo com o nível da sua censura interna. O voyeurismo também tem uma ligação com esse tipo de raciocínio, que consiste em ter prazer em apenas observar uma pessoa nua na sua frente, em a necessidade de tocá-la.

Outro fato que poderá desencadear com que uma pessoa se torne fetichista, é uma grande frustração em uma experiência sexual, fazendo com que a pessoa regrida a uma fase da vida, em que ela teve uma boa experiência, sem nenhum tipo de ameaça, ou seja, o tempo que em que ele via sua mãe nua na frente, se vestindo.

Então, se existe uma ligação entre a interpretação de Freud para o fetichismo, ou seja, a substituição da ausência do pênis na mãe para um outro objeto, com o que descrevi acima, cabe a cada um decidir. O que vale é que de uma maneira ou outra, existe a necessidade por parte dos fetichistas de terem um objeto escolhido por eles, para que eles tenham prazer.

É errado ter fetiche? Claro que não! Se alguém tem fetiche por partes do corpo, ou por um tipo de roupa, que continue tendo. Se isso apimenta a relação, não há problema nenhum nisso. O “preocupante” é quando uma pessoa só consegue ter prazer sexual, se ele ou ela obrigatoriamente tiverem contato unicamente com o objeto desejado, esquecendo de olhar para a sua parceira ou parceiro como um todo.

O fetiche pode ser um complemento, e não o objetivo, o único foco na relação sexual.

Até mais!

Um pensamento sobre “Fetichismo…

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