Consultório

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43 pensamentos sobre “Consultório

  1. PERGUNTA: Oi na resposta que vc me deu falando da sindrome do panico, o que tem haver a sexualidade, sendo um dos pontos críticos??? Passado me incomoda sim, tanto que vira e mexe estou lembrando do passado e me culpando por certas coisas.

    RESPOSTA: Oi ,
    Vou tentar resumir a resposta, para você ter uma noção: quando a libido não é descarregada de forma adequada, esta energia não descarregada pode causar vários problemas. Isto não significa que você tenha uma sexualidade anormal. Por exemplo, é comum uma mulher se casar com alguém, que apesar dela gostar, não satisfaça adequadamente seus desejos sexuais. Neste caso, então, a libido fica “represada”. Esta energia não descarregada causa problemas ao nosso organismo, sendo um deles o pânico. Este é só um exemplo do que pode acontecer e não significa que este seja o seu caso. Existem outras causas também.
    Fique tranqüila, procure um profissional de sua confiança e tenho certeza que logo você vai estar vencendo o pânico.
    Um abraço, Maria Helena Fantinati.

  2. PERGUNTA: Ultimamente ando vivendo um conflito interno… são muito detalhes que vou tentar resumi-los. Faz um ano que eu namoro à distância (700km), é muito sofrido, pois além de nos vermos uma vez por mês, ainda quando nos encontramos temos que passar 13 horas no ônibus (ida) e 13h (volta). Isso exige faltas em trabalhos e compromissos, o que me acarreta problemas, pq me cobro com isso. Porém tudo estava sendo bom até certo ponto, pois ele é meu primeiro namorado, e sempre muito carinhoso, dedicado, etc. Ocorre que um certo dia, DO NADA, do nada mesmo, estava tudo ótimo, ele me manda uma msg que não sabia se ia dar pra continuar desse jeito. Entrei em choque… chorei um dia inteiro sem parar, foi horrível. Isso durou mto pouco, pois ele logo voltou atrás , e disse que tinha sido um “pensamento bobo”. Porém sofri muito esse dia, e propus o término (mas sabendo e não acreditando que ele iria aceitar). De fato, não aceitou. E tudo voltou ao “normal” Acontece que depois desse episódio, me sinto extremamente insegura, e comecei analisar o futuro da relação. Conversamos sobre isso, porém ele é muito novo ( 24 anos) eu tenho 26. Nós dois somos novos, porém o relacionamento não pode ficar anos assim … Não vejo mto futuro na nossa relação, apesar que nós nos gostamos bastante (tirando algumas infantilidades dele). Não vejo futuro, pq ele não pode vir pra cá, eu que teria ir pra lá. Porém ele mal me inclui nos planos dele de futuro. Ademais, ele faz planos de ir morar em outra cidade que ficaria inviável manter a relação ( só que seria num prazo de 3 ou 4 anos). Acontece que eu quero, e penso ter um relacionamento sólido,. não estou passando esse sacrífico a troco de nada. Gostaria de vislumbrar uma luz pro nosso futuro. Dado a minha insegurança (que sofro com isso) não sei mais como lidar. Pois não quero terminar por uma proposição de futuro incerto e por questões “minhas”. Só que não to feliz, não por ele ( que é legal comigo), mas por mim, por causa dessas questões. Acho ele imaturo pra alguns aspectos, só que gosto muito dele. Isso me preocupa. E tenho medo de acontecer de novo , ele chegar e dizer q não dá mais. Eu sofro muito, até demais. Chego a abandonar minhas atividades. Não como , não durmo. É uma tortura, a perda pra mim. Não posso nem pensar.

    RESPOSTA: Olá Fabiana.
    Percebo que a situação atual do seu namoro está te deixando infeliz.
    Namorar uma pessoa que mora em uma cidade distante muitas vezes torna-se um problema, porque quem namora quer ter a pessoa próxima de si, interagir, conversar, encontrar, passear juntos e a distância impede esta proximidade que os namorados tanto gostam.
    Claro, não é impossível, mas bastante trabalhoso manter o relacionamento.
    Mas, será que este é o tipo de namoro que você quer?
    A expectativa do que possa acontecer no futuro, o fato dele não incluir você nos planos dele, a possibilidade dele romper o namoro está roubando sua paz.
    Em consequência disto, você está deixando de viver a sua própria vida, ficando ansiosa com medo do que possa acontecer, tentando controlar o futuro. Isto sim, prejudica muito o andamento da sua vida.
    Talvez você esteja esperando muito deste seu primeiro relacionamento.
    Reflita se você quer mesmo investir neste relacionamento à distância e em uma pessoa que parece não ter planos junto com você.
    De qualquer forma, não se esqueça que a felicidade não vai ser encontrada em outra pessoa, mas dentro de si mesma!
    Tenha calma! Reorganize sua vida primeiro para depois ter a clareza para resolver que caminho seguir.
    Muita paz e muita luz em seu caminho.
    Um grande abraço, Maria Helena Fantinati.

  3. PERGUNTA: OLÁ!
    ME CHAMO DAYSA E ULTIMAMENTE TENHO ME “AUTO-ANALISADO”, É UM POUCO FRUSTRANTE DE DIZER, MAS SINTO QUE TENHO ALGUMAS DIFICULDADES EM MINHA PERSONALIDADE E CONSEQUENTEMENTE NO MEU DIA A DIA, SINTO QUE SOU UMA PESSOA MUITO DESATENTA, MAS SOU ESFORÇADA, NÃO ACHO QUE SOU VERDADEIRAMENTE BOA EM ALGO (GENERALIZANDO MESMO, NEM EM TALENTOS, HABILIDADES, PERSONALIDADE..) E ISSO ME DEIXA BASTANTE TRISTE. GOSTARIA QUE ALGO MUDASSE EM MIM, GOSTARIA DE SER UMA EXCELENTE FILHA, BOA FUNCIONÁRIA, NAMORADA, ALUNA… MEU OBJETIVO NÃO É ADQUIRI TALENTOS OU FAZER ALGO FÍSICO QUE VAI CHAMAR ATENÇÃO DAS PESSOAS PARA MIM, MAS QUERO SER UMA PESSOA MELHOR ME SENTIR BOA O BASTANTE PARA DIZER QUE “SOU BOA EM SER ISSO” DE VERDADE!
    > NESTA FASE DA MINHA VIDA SINTO QUE NÃO TENHO TEMPO A PERDER, POR ISSO TENHO UMA NECESSIDADE DE MUDAR O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL (OU INICIAR ESTA MUDANÇA). SE PUDEREM ME AJUDAR EM ALGO, SEJA QUAL FOR, JÁ ESTOU AGRADECIDA.
    Cidade/Estado: VILA VELHA, ESPÍRITO SANTO.

    RESPOSTA: Olá Daysa.
    A auto análise é boa, ajuda, mas tem algumas limitações. Ela “esbarra” em nossas resistências e por isso é bom que uma pessoa, um terapeuta, nos ajude neste processo de auto conhecimento.
    Eu notei que você tem um imagem não muito positiva sobre si mesma.
    O perfeccionismo sempre traz sofrimento, porque a perfeição é uma meta que não conseguimos alcançar. Somos humanos, com qualidades e defeitos, falhamos de vez eu quando, mas a cada erro podemos aprender com a experiência.
    Um sugestão: comece a se aceitar, a gostar de você de verdade. Só assim você poderá despertar talentos e habilidades que você nem imagina que tem.
    Não idealize ser uma filha perfeita, nem namorada perfeita, nem aluna perfeita.
    Seja apenas você mesma e você vai descobrir a satisfação que isto vai te trazer!
    Muita paz no seu coração.
    Um grande abraço, Maria Helena Fantinati.

  4. PERGUNTA: Fiz terapia junguiana 10anos ,minha filha teve nene e fui ajuda-la alguns dias . Quando retornei liguei para minha terapeuta ele não quis marcar uma consulta pra mim,dizendo que eu falei pra alguem que a terapia dela era ultrapassada muito brava nunca falei isso com ninguém…
    Mas voltei no grupo ,ele falava horrores de mim ,mas assim mesmo pedia que marcasse uma consulta e ela nada ,voltei mais 3 vezes no grupo, só me dando patadas…depois me ligou e falou que não era mais para ir.
    Fiquei perdida nunca vi essa atitude de uma psicanalista …. não posso assumir algo que não falei …e quando passo na rua vira a cara.
    Desculpa ,mas gostaria de entender tudo isso.
    Obrigada ! Tania

    RESPOSTA: Olá Tânia.
    Sinto muito que você tenha passado este constrangimento.
    Em todo acontecimento desagradável podemos tirar algo de positivo. Uma destas coisas é o fato desta terapia de 10 anos ter sido interrompida, pois é um tempo um pouco longo demais para que continue sendo efetiva. Um outro lado bom é você poder recomeçar com um outro terapeuta, que seja neutro, para que você possa encontrar com mais clareza a solução de seus conflitos.
    Espero que você encontre o seu caminho! Muita paz e luz para você!
    Um abraço.
    Um grande abraço, Maria Helena Fantinati.

  5. PERGUNTA: A depressão pode fazer a gente sentir-se fragmentada como um mosaico sem rejunte? O que eu sou, parece que perdeu o significado. É como se não conseguisse montar uma pessoa completa. São só pedaços sem liga. É emocionalmente doloroso para mim. Isso tem me impedido de realizar qualquer coisa, pois tudo passa a ser muito pequeno, nada me atrai nem ocupa minha alma por muito tempo. Tenho 56 anos e estou quebrada emocionalmente. É como se não houvesse lugar no mundo para mim. Isso pode ser outro tipo de “patologia mental”? (não sei que termo usar).

    RESPOSTA: Olá, o estado depressivo realmente traz muito sofrimento.
    Não sei ao certo o motivo desta depressão, mas vou passar algumas orientações para você.
    É muito importante a sua vontade de sair o quanto antes deste processo.
    Avalie a possibilidade de buscar ajuda profissional de um terapeuta em sua cidade. É muito bom falar com alguém sobre as aflições de nossa vida.
    Muitas vezes é uma questão de mudança de percepção, ajudando você a achar as soluções para os conflitos de sua vida.
    Se você estiver sem condições de conversar por estar emocionalmente muito abalada, procure um médico, pode ser neurologista ou psiquiatra, para ele prescrever alguns medicamentos que vão ajudar a você sair deste estado. Depois de um ou dois meses, procure terapia para tratar da causa desta depressão.
    Didi, tenho certeza que você vai se refazer emocionalmente. Esta sensação de que não há lugar no mundo para você é produzida pela sua mente. É só uma impressão e não é verdadeira.
    Além das orientações acima, tenha sempre muita fé em Deus e na Vida. Todos passamos por momentos difíceis.
    Mas como tudo na vida, isto também vai passar.
    Comece a tomar as procedências para isto!
    Um grande abraço a você!
    Muita paz e luz em seu caminho!
    Um grande abraço, Maria Helena Fantinati.

  6. PERGUNTA: Tive um relacionamento, há 2 anos, que durou 4 meses, com um homem que tinha acabado de se separar, e que dessa uniao resultou uma filha. Tudo corria bem, ele tinha pressa de que as coisas ficassem sérias, queria que fosse viver com ele, estar sempre com ele, ter filhos e casar. Estavamos sempre juntos, ele era uma pessoa impecavel comigo, com os meus amigos, sempre a mostrar-se apaixonado. Entretanto, de repente, a ex-mulher continuou no nosso caminho e de um dia para o outro, ele deixou-me e nem queria dar explicações pessoalmente. No entanto, continuou, durante todo este tempo, a ligar-me, a querer estar comigo, a dizer que gosta de mim, mas sempre sem querer nada sério, sempre a dar desculpas diferentes para o facto de nao estarmos juntos. Inicialmente dizia que nao estava bem com ele proprio, que precisava de tempo sozinho, depois dizia que ainda gostava dela, depois dizia que tinha falta de tempo, enfim, sempre várias respostas diferentes. Diz que precisa resolver a vida dele, mas ao fim deste tempo ainda nada mudou. Quando eu tentava me afastar ele aparecia sempre, mas nunca voltámos a ter nada sério, por ele nao querer. Sei que ele nao está com a ex-mulher, e tem muitas mulheres atrás. Por isso nao entendo porque continua a querer manter-me “por perto”. As vezes ligava-me, combinávamos alguma coisa, depois nao aparecia, dava desculpas… Há alguns meses disse que queria algo sério, voltámos a sair, e de um dia para o outro desapareceu de novo. Isto desgastou-me bastante, entretanto resolvi desparecer da vida dele, mas nao consigo esquecer. Já não estamos juntos ha alguns meses e não consigo deixar de pensar nele e de sofrer com isso. Penso sempre como seria se estivessemos juntos e parece que quero acreditar sempre nas desculpas dele e ter pena dele… Nao sei o que fazer. Obrigado pelo desabafo.
    Cidade/Estado: Portugal

    RESPOSTA: Oi Nádia.
    É comum, logo quando uma pessoa se separa, ela não estar preparada para ter um outro relacionamento logo em seguida.
    É preciso “fazer o luto” desta separação, ou seja, refletir sobre os sentimentos em relação ao ex-cônjuge e também sobre os erros e responsabilidades antes de iniciar um novo relacionamento.
    A partir desta reflexão a pessoa pode amadurecer e mudar.
    Parece que esta pessoa com o qual você se relacionou há dois anos, não passou por este processo. Muitas vezes a pessoa tem sentimentos confusos em relação ao relacionamento passado.
    Outra questão: pode ser que ele goste desta situação de estar solteiro com muitas mulheres atrás dele, sem ter compromisso com ninguém. Gosta de conquistar, de ter você por perto, mas não assume nada. Quando você se afasta, ele procura você de novo. São pessoas narcisas.
    Quando estas pessoas iniciam um novo relacionamento elas costumam ser encantadoras, dando a impressão que a convivência com elas seria ótima. Mas não há profundidade nos sentimentos. Conquistam e depois terminam.
    Talvez ele não seja a pessoa certa para você entregar seus sentimentos.
    Faça o luto do término deste relacionamento, deixando para trás magoas e ressentimentos.
    Com certeza, a vida vai trazer outro tipo de pessoa para você se relacionar.
    Muita paz no seu coração.
    Um grande abraço, Maria Helena Fantinati.

  7. PERGUNTA: Preciso de algumas palavras que eu entenda o que se passa na minha alma e mente.
    Obrigada

    RESPOSTA: Olá!
    Não tenho muita informação sobre o que está tirando a sua paz.
    Mas, em poucas palavras, posso dizer a você que o que costuma nos atormentar é nossa mente, com suas mágoas, culpas, nossa mania de nos comparamos com os outros, além de sentimentos que rebaixam nossa auto estima, como a angústia, a ansiedade e o medo.
    Vivemos um mundo em que as pessoas estão continuamente agitadas e estressadas.
    A consequência deste estilo de vida é a intranquilidade.
    Não temos tempo para refletirmos o que nossa alma realmente necessita.
    Muitas vezes, o que necessitamos é descomplicar nossa vida, pois viver de forma mais simples sempre é um bom caminho para alcançarmos o equilíbrio, a paz e recuperar o prazer de viver.
    Um abraço, Maria Helena Fantinati.

  8. PERGUNTA: Lido com pessoas muito mais complexas do que eu, por vezes chegando a descartar minha própria complexidade (mesmo que por alguns instantes) a fim de ajudar aos que precisam. Ouço a todos pacientemente, e disponibilizo-me a participar dos processos desafiadores quando estes precisam. Minha verdadeira dificuldade, por vezes, é lidar comigo mesma, entender minhas inquietações e tornar-me resiliente perante minhas próprias inconstâncias. Como lidar com as expectativas?

    RESPOSTA: Olá !
    Percebo que você tem muito boa vontade em ajudar as pessoas. Ouvir pacientemente pessoas complicadas é uma arte! Às vezes precisamos de um tempo para nós mesmos.
    Somos sim, seres complexos, diferentes uns dos outros, inconstantes e com muitas inquietações.
    O auto conhecimento é uma boa ferramenta para encontrar o equilíbrio e não podemos esquecer que este é um processo lento, cheio de quedas pelo caminho.
    Sobre as expectativas: não espere nada de ninguém. A expectativa não atendida leva à frustração, à decepção e às mágoas que fazem tão mal à saúde.
    Doe o seu amor, seu carinho, o seu cuidado às pessoas, sem esperar pela gratidão, que muitas vezes não vem.
    Mas, mesmo que elas não retribuam, todo o amor que você semeou, retornará a você, se você tiver fé na vida e nas suas leis irrevogáveis.
    Ah! Não se esqueça de doar um pouquinho de amor a você mesma!
    Muita paz no seu coração e muita luz no seu caminho.
    Um abraço, Maria Helena Fantinati.

  9. PERGUNTA: Olá,
    Tenho 42 anos, 4 filhos moro só com 1 filha de 7 anos do segundo relacionamento os outros moram em Sp capital, desse segundo relacionamento destruí toda minha vida, finanças, alto estima, tudo to me arrastando, tenho que me separar e to tão sem rumo!…Não me reconheço to desempregada, tudo anda mal…me sinto sugada!
    Agradeço, Abraços!

    RESPOSTA: Olá!
    Todas as pessoas, em algum momento da vida, passam por grandes dificuldades. Seja pelo lado financeiro, emocional, ou os dois juntos. É comum nessas horas o desespero tomar conta de nossa mente a ponto de não enxergarmos uma saída.
    O ponto de partida para sair desta situação é sempre ter calma.
    A calma permite que a nossa mente funcione de forma adequada e desta forma a solução do problema vai surgir, na hora certa e de maneira eficiente.
    O que acalma nossa mente?
    Viver intensamente o momento presente!
    O passado ficou para trás, podemos só aprender com ele, mas não mudá-lo.
    O futuro, nem aconteceu ainda e é inútil ficarmos ansiosos por causa dele.
    Dedique ao momento presente toda a atenção que você puder dar e então vai comprovar o poder de mudança que isto vai ter em sua vida.
    Muita fé, muita paz e luz no seu caminho!
    Um abraço!
    Maria Helena Fantinati

  10. PERGUNTA: Tenho graves problemas na minha vida sentimental, já tive depressão severa a ponto de tentar suicídio depois do fim de um relacionamento onde na ocasiãot bm cometi um aborto, tenho um filho de 19 nos fruto de uma gravidez não desejada do meu primeiro namorado aos 16 anos, mas me esforcei para ama-lo e ser boa mãe, há 6 anos atrás engravidei novamente de um relacionamento ja fracassado onde tive que assumir a maternidade sozinha e agora brigo pelo divórcio, há alguns meses conheci uma pessoa muito especial pela internet ao acaso, pois já não pretendia mais me envolver com ninguém, e tivemos um relacionamento a distancia mas muito intenso apesar de ele ser casado, ele vira para a Paraíba agora em Dezembro, inclusive iríamos comemorar meu aniversário juntos e de repente tudo mudou, estou me sentindo desolada, sinto que tem algo errado comigo, os homens fazem questão de me conquistar como se eu fosse uma mera aquisição, mas é como se eu não fosse capaz de despertar amor em alguém, percebo que que não faço diferença na vida de homem nenhum, e isso me causa uma dor que anseio à morte apesar de não ter tomado a atitude há muitos anos atrás de não mais atentar contra a minha própria vida, mas não tenho expectativa de vida, pq posso conquistar muitas coisas mas existe esse vazio, essa falta de ser amada e essa pergunta: Por que os homens se empenham tanto pra me conquistarem se na verdade eles nem me querem? Tem ainda muitas outras coisas que me perturbam, mas o mais urgente é isso, querer ser amada por alguém, não importa que posição eu ocupe se é de esposa ou de amante, eles nunca me escolhem, por favor m ajudem se puderem, apesar de que o que eu queria mesmo era não ter mais que viver com essa realidade, mesmo isso implicando em morrer…

    RESPOSTA: Olá!
    Li sua história e algumas coisas me chamaram a atenção! Gostaria muito de ajudá-lá.
    Existe um erro de percepção no modo como vc conduz sua vida: só podemos amar bem uma pessoa se soubermos amar bem a nós mesmos. Ou seja, a sua felicidade não está nas mãos de ninguém. Vc é um ser único, com qualidades e “defeitos ” como qualquer outra pessoa. Quando temos uma auto imagem ruim, ficamos carentes de atenção e aí qualquer pessoa que se aproximar com um pouco de carinho, nos apaixonamos esperando encontrar a felicidade.
    Então, apaixone-se pela única pessoa que pode te fazer feliz: vc mesma. Corrigindo isto, vc vai atrair outro tipo de pessoa, que te considere e realmente se importe com vc.
    Muita paz e muita luz no seu caminho.
    Um abraço, Maria Helena Fantinati.

  11. PERGUNTA: Então tenho sindrome do panico e depressão, não consigo tomar nenhum tipo de remedio, já tentei mas não vi resultado. Ansiedade,medo,angustia,insegurança e pensamentos estranhos sempre fazem parte do meu dia a dia.
    Posso me curar só com terapias??? Que tipo de terapias posso fazer, me de dicas para ter uma vida melhor. Obrigado.

    RESPOSTA: Olá, Tudo bem?
    Vou passar algumas orientações especificas para o tratamento de síndrome do pânico.
    Toda pessoa que sofre de síndrome do pânico possui 2 pontos críticos que precisam ser tratados:
    1- saber lidar com as coisas desagradáveis da vida, tanto do passado quanto do presente.
    2- saber lidar com a sexualidade.
    Eu aconselho você a procurar um psicanalista que tenha formação ou especialidade para tratar de conflitos na sexualidade.
    A sindrome do pânico tem cura com terapia, desde que os pontos mencionados acima sejam trabalhados.
    Um abraço e procure ajuda o quanto antes, Maria Helena Fantinati.

  12. PERGUNTA: Há cerca de 1 mes percebi que venho praticando autosabotagem em provas. Estudo há cerca de 4 anos para concursos publicos, muito embora ja seja servidora , tenho potencial para alcançar patamares mais altos. Acredito que isso tenha sido formado ao 7 anos qdo fiz prova para uma escola militar e apesar de nao ter estudado achava que deveria ter passado mas reprovei. A experiencia se repetiu no vestibular aos 17 anos e vem se repetindo.

    RESPOSTA: Olá! Te proponho um desafio: atire a primeira pedra aquele que nunca se autossabotou! Este é o tipo de atitude que fazemos sem nem perceber e que na realidade traduz o nosso desejo mais sincero e muitas vezes oculto. Talvez você não deseje tanto assim passar nos exames, talvez não se dedique tanto quanto deveria, talvez passar no concurso signifique uma mudança de vida para qual, inconscientemente, você não se sinta preparada, enfim podem existir mil “talvez” nessa equação da reprovação nos concursos. Você atribui este bloqueio a uma situação de frustração vivida na infância e na adolescência. Acredito que, embora elas possam ter alguma influência – medo do fracasso, orgulho ferido, preocupação com o que os outros vão dizer ou pensar de você, por exemplo – não são determinantes na sua situação. O que parece ter ficado bem abalado nas situações da infância e adolescência foi o seu orgulho por não ter sido aprovada no colégio militar e no vestibular. Infelizmente para a maioria de nós, a inteligência que predomina não é a lógico-matemática, mas outra qualquer, isso faz com que nós tenhamos que nos esforçar muuuuuito para sermos bem classificados nos concursos públicos, em especial naqueles que são o sonho de qualquer brasileiro, traduzidos em estabilidade e ótimo salário. Por isso minha linda, jogue fora a preguiça, o meio estudo, as desculpinhas, os pseudotraumas da infância e mãos a obra! Se for seu desejo MESMO passar em algum concurso, pare de idealizar e contar com a sorte, você fez isso até agora e viu que esta não é a fórmula do sucesso! Matricule-se num bom curso preparatório, se você puder investir nisso, se não puder compre boas apostilas e, além disso, crie um roteiro e um cronograma de estudos, se esforce, se dedique e faça acontecer! Você é capaz, já provou isso passando no concurso para o seu cargo atual. Não se esqueça, na vida 1% é inspiração e 99% é transpiração! No final o sucesso compensa o esforço e o “tempo perdido”. Boa sorte… ou melhor, bom trabalho. Beijos.
    Claudia Pedrozo

  13. PERGUNTA: Bem, desde minha adolescência sinto atração por homens e mulheres. Já tive relação com os dois. Gosto de manter relações com os dois mas não me sinto confortável de os outros saberem que sou bissexual. Às vezes eu me pergunto se sinto mesmo atração por homens, já que eu não queria sentir esta atração, apesar de senti-la. Não sinto muita vontade de me relacionar com homossexuais, pois não fico à vontade com a maneira que falam, que agem e que se vestem; gosto de homens. Porém, sinto extrema angústia ao perceber que a pessoa que eu sinto atração, ou seja, um homem, nunca irá sentir atração por mim. Já conversei com um amigo, hétero, o qual sinto paixão e me confessei e não tive preconceito por parte dele, e este me disse que eu devo esperar que um dia eu encontrarei uma pessoa na mesma situação que a minha, o que me deixou um pouco aliviado. Quero saber como eu faço para não sentir esta angústia, essa ansiedade tão grande. Sinto-me homem, mas tenho atração por pessoa de ambos sexos. Porém, não quero ser visto como homossexual, o que me preocupa.

    RESPOSTA:
    Olá, tudo bem?
    Não se condene pela sua bissexualidade (ser homossexual e heterossexual ao mesmo tempo), ok? Não há nada de errado nisso, e por algum motivo você sente atração por homens e mulheres.
    Analise primeiramente se a sua atração por mulheres, não está mais ligado ao fato de ter que obrigatoriamente gostar de mulheres, pois isso é o que a sociedade prega. Veja se realmente gosta delas… Se a sua resposta for positiva, ok você é um bissexual. Mas caso você pense que o que te perguntei fez sentido, ou seja, que você se força a ter essa atração que diz ter, é porque na verdade você é um homossexual, ou seja, na verdade você gosta de homens, e volto a dizer a mesma coisa que disse no começo do texto, não se condene por isso, não há nada de errado.
    Uma outra coisa, o fato de não gostar de estar perto de homossexuais… Até que ponto é realmente por não gostar deles, ou por ter medo das pessoas te julgarem por você estar com eles? Criando na sua cabeça o medo de julgarem você como um deles? Assuma a sua homossexualidade para você mesmo primeiramente! Assim, você não vai ficar com tanto receio de estar junto de outros homossexuais, ok? O que não significa que você vai sair falando que também é um, ok? Isso você fará quando quiser e tiver necessidade disso. Ter amigos homossexuais, não faz obrigatoriamente que eu seja também…
    Existem homossexuais menos “afeminados”, e se é desses que você gostaria de se relacionar, então tenha a paciência que seu amigo falou, certo?
    Caso você realmente tenha tesão pelos dois, uma dica que posso te falar é a seguinte. Quando estiver em uma relação com uma mulher, esqueça do seu lado homossexual, seja “heterossexual 100%”, aproveite o fato de estar com uma mulher, e a mesma coisa vale no caso de estar tendo relações com um homem, seja “100% homossexual naquele momento”, isso fará que você aproveite melhor esses momentos.
    Permita se aproximar de quem você tem atração, e não se prenda ao julgamento dos outros, o que vale é você ser feliz.
    Abraços,
    Paulo Jacob

  14. PERGUNTA: Oi, meu nome é Luiza tenho 21, a exatos 3 meses venho me relacionando com um homem 9 anos mais velho que eu, estava tudo correndo muito bem como ele era de outra cidade comecei a deixá-lo ficar em minha casa…Mas como sou virgem ( o que ele muita vezes demonstra ser assustador para ele), já rolou certas coisas, mas nunca o ato sexual em si, inclusive três dias antes do termino ele tentou “forçar” para que rolasse, mas não deixei e ele me respeitou…ele terminou comigo falando que não aguentava mais ficar sem sexo, sendo que ele terminou um namoro a 6 meses e desde então não tinha tido relações sexuais, mas sempre disse gostar de mim, sempre me incentivou nos estudos…Anda curtindo foto de garotas no facebook(coisa que ele diz não ter importância, pois o importante é quando nós estamos juntos) Existem outras coisas que também acho que pode ter influenciado como uma micareta que ele já havia comprado para Novembro(na qual eu já havia concordado que ele fosse sozinho) e já estava pensando no carnaval de Salvador (sendo que para o carnaval ele me chamou), sou uma pessoa mais caseira e ele sabe disso.
    Gosto muito dele, foi a relação mais “intensa” que já tive até hoje e tenho vontade de tentar uma conciliação. Gostaria da opinião de um especialista.

    RESPOSTA: Olá Luiza, tudo bem?
    Me desculpe pela demora em responder sobre seu problema.
    Bom, pelo que entendi no texto você gosta dele, mas o que gerou essa separação é o fato de você não querer ter relações sexuais com ele certo?
    Entenda que na sociedade que vivemos hoje, o sexo é tido como fato primordial para uma boa relação entre um casal, mas isso não significa que devemos fazer sexo por obrigação. Se você ainda não fez sexo com alguém, pode ser porque você esteja esperando encontrar alguém com quem tenha mais confiança, ou algo que te dê segurança para se entregar, certo?
    Se ele apesar de ser uma pessoa que te chamou atenção, a ponto de começar um relacionamento, mas que ao mesmo tempo não passava segurança para você querer fazer sexo com ele, então pare e pense se é o caso de voltar a procurá-lo, pois certamente ele vai querer transar com você, e se você não ceder sobre isso, vai gerar problema novamente.
    Existem muitos homens para você se relacionar. Se você prefere esperar mais um pouco para encontrar um homem que mais se aproxime do que você imagina para ter a sua primeira relação sexual, então espere. Mas caso o seu ex-namorado seja uma pessoa que você esteja pensando em transar com ele (cabe a você deixar isso rolar), então procure ele novamente.
    Espero ter ajudado.
    Abraços
    Paulo Jacob

  15. PERGUNTA: ola, preciso de ajuda para saber se meu marido é depressivo ou tem algum tipo de transtorno bipolar, não sei mais como ajuda-lo antes de chegar ao ponto de me separar com 1 filho de 1 ano, tenho muito amor por ele e gostaria muito de poder ajudá-lo. Ele não aceita procurar uma ajuda especializada pois diz que o problema dele é falta de dinheiro, mas eu percebo que a questão é mais profunda, pois ele sofre muito, fala que odeia a vida e fala em se matar, tem dias que não sai da cama, não gosta de sair de casa, dorme o dia todo, esta sem emprego e sem motivação na vida, ele diz que odeia a vida que tem e se sente muito frustrado, enfim eu me sinto frustrada tbm em não poder ajudar e acabo ficando muito triste e para baixo tbm pois na nossa vida não há espaço p alegrias nem diversão pois ele ve problema e tristeza em tudo…enfim como estou muito sem dinheiro p procurar um psicólogo resolvi procurar alguma ajuda por aqui, espero encontrar….obrigada

    RESPOSTA: Pelo que você está me contando, seu marido parece estar muito deprimido. No ponto em que ele está, o mais difícil talvez seja ele admitir que precisa de ajuda. Sem que ele queira ajuda, busque ajuda, aceite ajuda, ele não sairá fácil desse estado. A ajuda pode vir através do sistema público de saúde, que mantém ambulatórios de saúde mental onde ele poderá ter acesso a uma equipe de saúde que vai acolher, diagnosticar, tratar e acompanhar o caso dele. A pessoa que está muito deprimida perde a iniciativa e perde as esperanças de melhorar. Alguém tem que dar o primeiro passo nesse sentido, já que ele mesmo está tão doente que não consegue fazê-lo. Seria então você ou alguém muito próximo a ele (mãe, pai, irmão, melhor amigo) que deve convencê-lo que há uma saída. Alguém tem que marcar uma consulta para ele e ir junto com ele. O melhor seria que essa pessoa também falasse com o profissional de saúde, de mod o a dar informações objetivas sobre o caso. Espero que você consiga.
    Um abraço,
    Dra. Karen

  16. PERGUNTA: Tenho 38 anos e há uns 15 anos sou fumante. Tentei de parar algumas vezes, mas todas renderam êxito zero. Recentemente, em um exame de rotina, foi detectado um nódulo no meu pulmão esquerdo, com cerca de 1,5cm. Segundo o especialista que me atendeu, o correto seria fazer uma cirurgia para retirada desse nódulo e averiguação de suas características por meio de uma biópsia, já que não é possível diagnosticar a malignidade por meio dos exames de imagem, e o local onde o nódulo se encontra não possibilita uma pulsão. Procurei outro profissional que acredita que podemos acompanhar o desenvolvimento do nódulo pelos exames de imagem e, c aso não haja crescimento, não haveria a necessidade de operar.
    Entendo a gravidade da situação, e acredito que deveria de uma vez por todas abandonar o cigarro, mas há uma relutância imensa em tirar a nuvem de fumaça e encarar a realidade. O que me aconselha?
    Obrigada

    RESPOSTA: Cara Suzana,
    Acho que você deveria conversar com seu médico, ou consultar outro, de modo a investigar melhor esse nódulo que apareceu em um exame de imagem. Primeiro, com mais exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética. Há nódulos que têm aparência inocente e não são. O contrário também é verdadeiro. É verdade que a malignidade de um nódulo só é confirmada quando se examina o tecido retirado em um microscópio, o que se chama exame anátomo-patológico. Se os exames de imagem mais específicos apontarem para a suspeita de um tumor maligno, o melhor é mesmo fazer a retirada do nódulo e o exame anátomo-patológico.
    Quanto ao cigarro, existem medicamentos que ajudam a parar de fumar e há também recursos da medicina alternativa como acupuntura, homeopatia e florais. Boa sorte,
    Dra. Karen

  17. PERGUNTA: Bom, possuo 21 anos e desde julho de 2012 estou encontrando uma garota de 16 ano atualmente, acontece que moramos longe um do outro cerca de 220 km ou quase 3 horas de viagem, e ela por morar no interior não pode namorar sério em casa comigo, pois ela não possui dialogo algum com os pais, e os mesmo tratam ela como criança ainda, nunca aceitariam um namoro, já conversei com ela pedi que ela contasse aos poucos mais a mesma continua resistente e com medo na tentativa, sofremos muito pela distância porém nos amamos, se falamos todos os dias pela internet e celular(claro sempre escondido dos pais dela), e várias vezes já me senti mal, entrei em depressão pensando qual o futuro que poderá ter essa relação? pensei em consultar psicologos, psiquiatras… para tentar encontrar alguma solução para isso, porém nessa ultima vez que nos encontramos vizinhos viram e contaram para a mãe dela que a filha dela estava saindo com um rapaz… levei ela em casa e tentei conversar com a mãe dela mostrei minhas intenções falei que era estudante universitário que me formava o ano que vem (2014) em direito, que fazia estágio, e se eu estava ali tinha as melhores intenções com a filha dela, a mãe dela me disse NAO na cara que não aceitava namoro ainda mais comigo que era mais velho, tentei contornar ela ficou quieta me olhando com raiva, viajei de volta pra casa sem saber o que fazer e nem sei se tem futuro essa relação fiquei muito triste pois me esforço um monte para fazer a filha dela feliz e levo um não… gostaria de saber o que posso fazer obrigado pela atenção e a leitura do meu depoimento
    RESPOSTA: Olá, Alan! Que dureza, menino! Vamos por partes, certo? O que você faria se fosse a mãe dela? Nesse mundão doido em que vivemos a atitude da mãe dela é compreensível, ela só quer proteger a filha, evitando que a menina dê algum passo em falso e caia em desgraça!(é mais ou menos assim que pensam as pessoas das pequenas e pacatas cidades do interior!). Talvez não seja a melhor maneira, mas é esta a forma que a mãe encontrou de protegê-la, dizendo um sonoro e redondo NÃO! Talvez você fizesse o mesmo se tivesse os valores e razões que ela, portanto, por mais triste e complicado que seja, tente entendê-la. No meio desse vendaval todo, sua namorada também precisa posicionar-se. Ela precisa assumir que quer namorar você e mesmo que a base de diálogo familiar seja pequena, há necessidade dela buscar conquistar aquilo que deseja… (e o que ela deseja?). Somente ela poderá convencer a mãe a aceitá-lo e permitir o namoro. Não dá para você fazer isso por ela. Por outro lado, ela também pode ter incertezas, assim com você. Aos 16 anos somos uma montanha russa emocional! Ainda é muito cedo para se ter certeza sobre a vida… sobre os amores! Uma garota nessa idade é movida a sonhos, idealizações, desejos e muuuuuuito hormônio! Você embora tenha 21 anos, uma carreira almejada, focos e objetivos mais definidos, também está na idade de sonhar, idealizar, desejar e ser movido por hormônios! E muitas vezes a paixão avassaladora pode ser confundida com o amor eterno em função disso tudo. Por isso, cuidado. Não sei se depois do incidente vocês voltaram a se falar. Se isso não aconteceu, é preciso que aconteça. Coisas mal resolvidas incomodam e atrapalham nossa caminhada. Você tem o direito de se sentir triste, bravo ou magoado com a situação. Mas vou te dar uma dica: sofra na medida certa, nem mais, nem menos. Na vida os grandes sábios ensinam que a dor é obrigatória, mas o sofrimento é opcional. Não o superestime, nem finja não sentir nada… isso chama recalcar e quando fazemos isso, nosso inconsciente sempre fica mandando pulsões para resolvermos a situação que varremos para baixo do tapete. Você me pergunta o que pode fazer… eu te respondo: “O que você acha que pode fazer?”. Você será advogado. Normalmente advogados são pessoas práticas, racionais, pesam os prós e os contras e com base no direito constitucional decidem, argumentam, defendem ou acusam! Bem aplique este princípio nesta situação. Lembrando sempre que não há mal, nem felicidade eternos. E que o tempo é mestre e médico. Se o amor de vocês realmente estiver escrito nas estrelas, ele sobreviverá a esta nevasca! Se ele for verdadeiro os grandes sacrifícios não serão cobrados… Se você se ressente de muito investir nessa relação, acredito que uma parada estratégica seja necessária. Quem ama, só ama… Amor é doação incondicional. Você está pronto para isso? Se a resposta for não ou não sei, aqui vai outra dica: desfoque, busque novas emoções, outros amores, novos desafio, novas amizades. Se a resposta é sim, a dica é: Paciência, meu amigo! Boa sorte! Estou torcendo por você.
    Claudia Pedrozo

  18. PERGUNTA: Eu namoro há 1 ano e 9 meses, tenho 16 anos. Mas meu namoro não é como o de todo mundo. Nós já se separamos e voltamos várias vezes, inclusive, em uma delas ele ficou com outra guria e eu nunca fiquei com outra pessoa nesse tempo a não ser ele. No início, como sempre, tudo é muito bom, eu o amo bastante, eu acho. Digo acho porque não sei se isso é amor de verdade, se é apego demais, se é uma base que só me suporta enquanto eu não tenho outra coisa pra me suportar. Fui criada pela minha mãe apenas e as vezes acho que ele pode preencher o papel de pai que me falta tanto. Ele se sente muito preso e acabou de entrar na faculdade pelo sisu do final do ano. Ficamos sem nos falar praticamente a semana inteira e eu sinto muito a falta dele, apesar dele dizer o mesmo pra mim e me mandar mensagens dizendo que está carente e precisando de mim lá pra apoiá- lo e dar carinho. Ele tem alguns problemas na casa dele quanto a pais e família, mas é só porque a família dele é muito cabeça dura e quer tudo MUITO certo, então ele acaba se irritando um pouco, mas não é nada tão grave assim. Ele sempre se queixa que eu sou perfeita em muitas horas, mas as vezes faço coisas que ele não gosta ou não sou “perfeita” em todos os momentos. Se queixa de falta de liberdade apesar de eu não pegar muito no pé dele em questão de sair com as pessoas, só quando ele quer sair com amigos que já ajudaram ele quando foi pra ele ficar com a outra guria enquanto estávamos separados, senti aquilo como traição, pois foi uma semana depois da semana em que nós nos separamos por um tempo. Sempre que terminamos eu até me recupero bem, nas últimas vezes, mas ele vem pedindo pra voltar em no minimo 2 semanas. Diz que me ama e que não vive sem mim, que estava errado e isso aconteceu em todas as vezes que nós terminamos. Nesses últimos dias ele vem se queixando de estar desanimado com o namoro, de estar querendo ser independente dele mesmo e ter um pouco de liberdade, que as coisas não estão dando certo pra ele lá, que ele se sente muito carente e até pensa em parar de vir pra cá um pouco, ele diz que está complicado em vir porque a faculdade exige bastante dele por ser integral e pela questão de transporte. Eu disse pra ele que se ele terminasse dessa vez nós não iriamos voltar mais e vou continuar com isso. Impossível que não dê pra aguentar essa barra, se toda vez que nós vermos alguma coisa que nos impeça de continuar acontecer isso nem vamos aguentar mais. Eu estou saturada dessas coisas acontecerem, nós ficamos muito bem um com o outro durante 2 ou 3 semanas, mas depois parece que alguma coisa tem que acontecer pra não dar mais certo ou ele começar com essas paranoias na cabeça. Eu fico extremamente chateada porque não é justo comigo também e de certo modo nem com ele. Não dá pra se martirizar tanto num relacionamento.
    É a primeira vez que escrevo, então, não sei como funciona, mas vocês me responderão no e-mail, né? Bom, obrigada por esse espaço onde eu possa falar.

    RESPOSTA: Olá! Como você está? Espero que esteja bem. Com paz, saúde e esperanças neste ano que inicia. Gostaria de pedir desculpas pela demora na sua resposta, mas algumas vezes a gente quer ir para um lado e a vida nos leva para outro. Mas o importante é que algumas vezes tardamos, mas chegamos!
    Acho que é um pouco disso que está ocorrendo entre você e “seu” namorado. Parece-me que cada um olha para um lado da vida, mas por algum motivo, acomodação talvez, quem sabe medo, talvez idealizações que escravizam… enfim, por qualquer outro motivo, menos amor verdadeiro, vocês insistem em ficar juntos(?) à distância! Quando você fala “eu acho” para a afirmação “eu o amo bastante”, você já deu a resposta que você busca.
    Creio que você deveria trocar a palavra namorado por muleta, pois é isto que este rapaz é para você no momento do seu relato. Aliás vocês são muletas um para o outro. Provavelmente o que você sente ele também sente, por isso vocês vivem nesta gangorra emocional, onde um usa o outro para suprir carências emocionais que somente uma análise bem profunda e franca, um encontro de você consigo mesma e outras estratégias e ações poderão melhorar/resolver.
    Discordo daquela música do Tom Jobim que fala que “é impossível ser feliz sozinho”… Na verdade acredito que você só consegue ser feliz com o outro quando você aprendeu a ser feliz consigo mesma, independente de rótulos ou convenções culturais, familiares ou sociais.
    Percebo que a falta de um pai a machuca, mas não acho que seja determinante para você aceitar um “amor” onde você se sente desvalorizada, usada e cheia de piedade por si e pelo outro, onde você se coloca como vítima de forma acomodada. A falta do seu pai deve ter sido suprida por outras figuras masculinas, um tio, um avô, por exemplo. Ela não é responsável pelo seu desamor por si mesma, pense um pouco sobre isso. O que motiva seu desamor por si mesma que a faz se colocar numa relação como essa na qual você está?
    Precisamos mudar um pouco o foco desta história. Nela não vejo vítimas, nem bandidos, vejo dois jovens, aprendendo sobre si mesmos, sobre o que é amar, sobre o que não querem num relacionamento a dois.
    Então, garota linda e esperta, PARE de insistir em algo que você mesma já concluiu que não vale o investimento. Se permita a ficar sozinha, a se descobrir como ser humano em evolução, com defeitos e qualidade, (afinal a perfeição não é deste mundo e cá entre nós, querer ser perfeito é um fardo muito pesado para ser carregar!), digna de ser amada por si mesma e por outras pessoas que tenham a lhe oferecer respeito, cumplicidade, amizade e liberdade de ser quem você quiser ser.
    Isto é amor! Amor liberta, não escraviza. Amor é generoso, preocupa-se com o bem estar do outro, mas também com o próprio bem estar. Você é muito nova para aceitar tão pouco de um amor, ou para dar tão pouco de si. Olhe para esta relação como uma oportunidade de se descobrir, de descobrir os seus limites, de descobrir o que você procura num relacionamento. O sofrimento emocional que você está sentindo pode e deve ser visto como uma oportunidade de crescer!
    Vou te dar uma tarefa… escreva numa folha de papel tudo que há de negativo neste namoro, vire a folha e escreva tudo que há de positivo neste relacionamento. Agora confronte as escritas e se achar que vale a pena manter-se nessa relação, converse sério com seu namorado e estabeleça limites respeitosos, onde a auto estima de vocês mantenha-se estável e o sentimento não seja de frustração e desânimo. Caso a opção seja finalizar a relação e caminhar para frente, vai aqui uma dica: antes de entrar de cabeça num novo relacionamento, estabeleça um namoro com você mesma. Se descubra e se ame antes de querer que outra pessoa faça isso por você! Não se jogue de um “amor” para outro só porque é a última moda… Pense que você é um ser único e como tal merece ser amada. A “tampa da sua panela” está pelo mundo… mas pense que no mundo, também há frigideiras (panelas sem tampa) e nem por isso elas são menos importantes no paneleiro.
    Boas escolhas e um super beijo!

    Claudia Pedrozo

  19. PERGUNTA: Olá tenho 23 anos e acabei de me formar na faculdade. Tenho muito insegurança em dizer o que penso para as pessoas, com receio de chocá-las ou ser repreendida (principalmente qdo estou junto ao amigos que fiz na faculdade), e muitas vezes acabo forçando um comportamento para me sentir aceita pelo grupo. Também nunca me relacionei com ninguém ( afetivamente), o que acontece é que sempre acabo sendo “amiga” demais. No trabalho me dedicava bastante ( inclusive até demais), o que me fez ficar ainda mais ansiosa ( hoje faço uso de fluoxetina). Gostaria de me aceitar mais como sou ( meu corpo) e ser mais confiante e segura, e ter mais controle sobre as minhas emoções e reações com as pessoas, pois cheguei a discutir e descontar minhas frustrações em pessoas que nada tinham a ver com a situação.

    RESPOSTA: Olá, tudo bem?
    Esse conflito de querer ser uma pessoa, mas ter medo do que as pessoas vão pensar de nós, é algo que pega para todo mundo.
    Dizemos que existem dois “EU” dentro de nós. Um “eu” que eu gostaria de ser, e um outro “eu” que eu gostaria de mostrar ser. O ideal seria se conseguíssemos ser o que mostramos para o mundo, e não se importar com que as pessoas vão pensar de nós. Então se eu penso X sobre um assunto, eu devo dizer X para todas as pessoas, e assim por diante. Um exemplo que digo sempre é que Jesus Cristo, uma pessoa que até hoje arrasta multidões, não foi aceito por todos, então porque eu devo me preocupar com que as pessoas me aceitem? É melhor ter várias pessoas ao meu lado porque querem estar, ou porque eu estou agradando à elas e não a mim mesmo? Devemos ser verdadeiros com nós mesmos, cada um tem seus valores, e por isso pensamos diferente uns dos outros. Devemos nos preocupar com as nossas ações, se elas irão ou não prejudicar alguém, caso o que vou falar ou fazer não vá prejudicar alguém, então não devo me privar de falar ou fazer.
    Devemos fazer as coisas para os outros porque iremos nos sentir bem em fazer, e não apenas para agradar. Porque quando fazemos apenas para agradar, estamos agindo contra o que pensamos e isso nos faz sofrer.
    Se possível procure uma terapia, certamente vai te ajudar.
    Abraços, fique em paz, Paulo Jacob.

  20. PERGUNTA: Boa noite. Tenho 20 anos, faço faculdade, trabalho, moro sozinho, me sustento. Tenho a vida que qualquer pessoa na minha idade, gostaria de ter. Porém sempre me parece faltar alguma coisa. Tenho tido ultimamente aversão a estar sozinho. Provavelmente é devido a tudo que tem acontecido em minha vida ultimamente.
    Sou gay, terminei um relacionamento a pouco tempo (1 mês), eu reconheço que em parte foi minha culpa, por sufocá-lo demais. Mas meu parceiro simplesmente não aceitava alguns defeitos em mim. O fato de eu ser uma pessoa um pouco distraída o irritava demais, segundo ele, isso fez o relacionamento se desgastar. Meus defeitos.
    Além disso, vivo numa constante briga com meus pais. Eles são muito religiosos. Não aceitam minha posição sexual. Nunca me trataram mal, ou tentaram impor o pensamento deles sobre mim, mas em casa, não há conversa. Eu não consigo conversar com eles, não consigo dizer nada sobre minha vida, com medo deles me reprimirem. Sempre tive medo de ser uma decepção pra eles.
    Estou tentando me encontrar, tentando ser feliz comigo, com a minha companhia. Mas confesso que está sendo muito difícil. As vezes penso ser impossível. Não sei mais o que fazer pra me sentir melhor comigo mesmo. Me sinto cada vez mais sozinho.
    Estou inclusive a procura de um consultório pela região de Niterói, pra ver se consigo tratar esses meus traumas. Não sei como agir.

    RESPOSTA: Olá, tudo bem?
    Somos seres-humanos, certo? E nós não gostamos de ficar sozinhos, mas isso não significa que não podemos ter a solidão como nossa amiga de vez em quando… Pense que nesse momento (caso ainda esteja sem nenhum relacionamento), você pode parar para pensar na sua vida, sem grandes intromissões… Compreenda que os seus pais por exemplo, certamente tiveram um tipo de educação (tradicional) em que a homossexualidade é algo que era condenado (e até hoje infelizmente é…). Mas não se sinta culpado por isso, afinal certamente eles também devem agir de alguma maneira que a sociedade também os condena, pois perfeição é algo que não existem em nós seres-humanos.
    Sobre o término do seu relacionamento… De repente o seu medo de ficar sozinho fez com que sufocasse o seu namorado. Em vários textos do blog, existem várias maneira de começar a pensar que a felicidade está dentro de nós e não na necessidade de ter alguém para ser feliz.
    Conheço uma psicanalista em Niterói, o nome dela é Sonia Oliveira, o telefone dela é (21) 98677-1015 , ligue para ela e veja se dá certo dela te atender, ok?
    Fique em paz
    Abraços,

  21. PERGUNTA: Tenho sofrido constantemente com algumas situações em que minha família reproduz discursos machistas, homofóbicos e intolerantes enquanto a minha religião (Candomblé) já cansei de discutir com eles porque sempre termina em briga, mas essas atitudes me magoam muito, o que devo fazer?
    Obrigado!

    RESPOSTA: Olá E.,
    Compreenda que cada um tem seus valores, e que o certo e o errado variam conforme os valores de cada um. Se para você fazer parte do Candomblé é algo certo, para outros pode não ser… Respeite-os.
    Sei que lendo isso que escrevi acima pode vir a sua cabeça o seguinte pensamento “se não me respeitam, porque devo respeitá-los?” Porque os mais evoluídos são os que devem mostrar aos demais como devemos agir uns com os outros.
    É um exercício trabalhoso de ser feito, porém libertador.
    Fique em paz!
    Abraços, Paulo Jacob

  22. PERGUNTA: Boa noite! Venho até aqui para falar um pouco de mim sou uma pessoa um pouco reservada e já fui bem mais, hoje já estou bem melhor, tenho 24 anos e sofro muito com críticas sobre o meu jeito ser, principalmente de homens e algumas amigas, sofro muito com isso, porque não consigo ver mal nenhum em ser do jeito que sou, sei que sou tímida e calada, mas isso é só questão de tempo depois vou me soltando, por isso não vejo isso como um grande defeito. Ultimamente venho recebendo muitas críticas principalmente de homens, e isso me consome, fico péssima, achando que ninguém gosta de mim por ser assim, e isso me atrapalha bastante nos meus relacionamentos, não consigo me soltar porque geralmente ficam enfatizando que sou muito tímida e calada, acabo acreditando que sou só isso e nada mais, minha alto estima está muito baixa, será que sou uma pessoa tão difícil assim de conviver?

    RESPOSTA: Olá Marcela, tudo bem?
    Você sempre foi tímida assim, ou aconteceu algo que possa ter feito alguma mudança no seu jeito de ser?
    Sabe, existem pessoas que possuem uma timidez grande, pois se preocupam muito com o que as demais pessoas vão pensar dela em todos os aspectos. Outras são bens extrovertidas, e conseguem se relacionar com todos sem nenhum tipo de medo. Seria interessante você parar para pensar e ver o que porque age desse jeito. Será que é somente pelo que falei acima, com medo dos julgamentos dos outros, ou existe algo além disso? Lembre-se que não existe o certo ou o errado, pois cada um pensa de uma maneira… Por isso não tenha medo do que os outros pensam de você.
    Se você achar que a sua timidez está te atrapalhando muito na sua vida, procure um terapeuta e fale com ele sobre isso, ok?
    Abraços, Paulo Jacob

  23. PERGUNTA:
    Olá, bom dia! Tenho 20 anos, e estou tendo problemas com a minha mãe. Com 18 anos sai de casa para morar com meu noivo, e há uns 3 meses atrás nos separamos por que ele mudou de cidade e tivemos alguns problemas, e então voltei para a casa da minha mãe, a pedidos dela. A menos de um mês reatei com meu ex-noivo, e decidimos ficar juntos a principio, a distancia. Porém, minha mãe enlouqueceu, não aceita de forma alguma, não está falando comigo, está agindo de forma super infantil, e no ultimo fim de semana deixou uma carta no meu quarto dizendo que era para eu ir embora da casa dela. Acho que as atitudes dela já passaram do limite de “mãe protetora”, acho que tem haver com eu ter deixado de fazer o que ela quer, e fazer o que eu quero, ela diz que eu não a respeito e que estou passando por cima da autoridade dela. Tenho 20 anos, trabalho, pago minhas contas, sou responsável com meus compromissos em relação a ela e a casa, não vejo necessidade dela querer me controlar e impor que eu faça uma escolha entre ela e meu noivo. Me ajudem por favor! Não sei o que fazer, pois quero ter uma boa relação com a minha mãe, sem ter de acatar o pedido dela de não reatar com meu noivo…

    RESPOSTA:
    Oi, que situação trabalhosa hein?! À maneira dela, sua mãe só quer que você seja feliz. Não sei quais foram as vivências dela em relação a uma vida a dois, mas ela pode estar projetando em você sentimentos, atitudes e sofrimentos que são dela. Sei que é difícil viver nesta balança emocional, tendo que escolher entre dois amores bem diferentes, o de um homem e o de mãe. Toda mãe tem sonhos para seus filhos e algumas vezes não conseguem aceitar que eles são seres diferentes, com desejos e expectativas próprias e com direito a escolhas diferentes. Mas não seja tão dura com sua mãe, não a julgue tão severamente. O caminho para vocês está no diálogo e no exercício da resignação, que se localiza num estágio mais evoluído que a paciência e a tolerância. Você está certa quando diz que já é hora de cortar o cordão umbilical, que tem idade, trabalha e pode se manter. O que motivou seu retorno para a casa dela? Lembre-se, casa dela… regras dela! Logo ficar na casa de sua mãe é se sujeitar a regras que já não cabem mais no estilo de vida que você tinha quando morava com o noivo. Se você perceber que o caminho para a felicidade é ter um espaço só seu, então, mãos a obra, mas procure sair sem briga e deixando claro para sua mãe que, apesar das diferenças, você a ama e é grata a ela pelo dom da vida, afinal você estar aqui foi uma escolha dela. Agora fiquei pensando numa coisa… Você não relatou quais problemas vocês tiveram que ocasionou o distanciamento… O que sua mãe alega para implicar com seu noivo? Será que não é pelo fato dele ter feito você sofrer, ter te decepcionado de algum modo te fazendo “andar para trás, voltando para a casa da sua mãe? Será que ela não tem medo que você sofra de novo, se magoe? Será que ela consegue ver as coisas sob um panorama que você, por estar tão envolvida emocionalmente, não consegue? Você já procurou ouvi-la? Já perguntou? Caso você já tenha feito isso, você procurou entender o que ela realmente quis dizer? Pense nisso e invista no diálogo, entendo que ela quer o melhor para você, mesmo que esteja fazendo isso de modo equivocado. Cabe a você estabelecer os limites desta relação, que traz em seu cerne um “quê” de rivalidade, mas esta ação pode ser feita de forma empática, entendendo que o outro é do tamanho que pode ser. Um grande abraço, Claudia Pedrozo.

  24. PERGUNTA: Meu pai foi muito controlador na minha infância. Hoje faz 10 anos que moro sozinha. Sou formada e independente. A minha autonomia e segurança no trabalho consegui melhorar depois da terapia. Mas me relacionar (homem e mulher) é muito difícil. Costumo dizer que é minha fraqueza. Eu regrido, me sinto como se fosse uma bebê totalmente dependente e necessidade de cuidado, atenção ..entre outras necessidades que só um bebê precisa. Tenho alternância de sentimento. Momentos eu quero o outro compulsivamente; momentos eu repudio com todas as forças que posso. Isso me incomoda tanto.

    RESPOSTA: Olá! Penso que suas questões são dolorosas, mas é possível resolver alterando a percepção que você tem de si mesma. A terapia é o caminho, mas diante desta impossibilidade momentânea, você mesma terá que ser sua terapeuta.
    Vamos começar pensando na sua autoestima. Ela me pareceu bastante abalada. Baixa para ser exata. Autoestima é o amor que nutrimos por nós mesmos. Você parece não estar se amando! Você relata que hora regride e se torna dependente das pessoas e das coisas, hora repudia as pessoas, desconsiderando-as. Não te parece uma atitude um pouco egoísta? O outro é para você apenas um objeto parcial, que é usado para atender as suas necessidades de segurança e reconhecimento, sem que aquilo que ele é em sua essência seja levado em consideração.
    Em nossa constituição como seres humanos apresentamos dualidades de valores. Alguns dos nossos valores são egocêntricos e nos levam a pensar primeiro em nós e outros são mais empáticos, mobilizam nosso lado moral e nos levam a pensar mais no “nós” (eu+o outro). Eles se alteram ao longo de nossa vida e quanto mais evoluímos moralmente, menos egocêntricos nos tornamos.
    Estar com o lado egocêntrico potencializado nos torna uma “pessoa metade”, um ser depende de coisas e pessoas para alcançar um padrão de felicidade que idealizamos. Para isto, escolhemos objetos – pessoas, bens materiais, profissão, relacionamentos, etc – que nos projetem e nos deem o retorno esperado. Quando os objetos escolhidos não trazem este retorno, nos frustramos, nos magoamos e acabamos desinvestido deles e buscando outros. Dessa forma, estamos sempre insatisfeitos, sempre com a sensação que falta alguma coisa para nos fazer felizes.
    Atitudes egocêntricas não são boas nem ruins, são necessárias à nossa sobrevivência emocional. O problema ocorre quando elas são predominantes e geram sofrimentos e prejuízos para nós e para os outros; quando em virtude delas desenvolvemos sentimentos de inferioridade ou de superioridade. Você já parou para pensar nisso? Como você tem se colocado na vida: como vítima ou como algoz?
    Pessoas que estão excessivamente egocêntricas buscam receber e quase nunca dão. Esperam ser ouvidas, ajudadas, apoiadas, protegidas, amadas pelos outros para estarem felizes. Buscam o ter em detrimento do ser. Bens materiais, relações pessoais e sociais, títulos etc, servem a este propósito.
    O controle excessivo do seu pai ajudou a minar sua autoconfiança e isto, provavelmente abalou bastante seu amor por si mesma e dificulta seu relacionamento com as pessoas. Na alternância que você contou viver, há um pouquinho de tudo isso. A boa notícia é que você pode e consegue mudar esta realidade que a faz sofrer, mas para isto você precisa pensar um pouco naquilo que precisa ser mudado e começar a trabalhar isso diariamente, estabelecendo metas a alcançar. Entendendo que a mudança é um processo lento, gradual e constante. Não acontece de uma hora para outra. Comece por olhar o outro com mais amor. Entendendo que felicidade verdadeira é proporcionar felicidade ao outro.

  25. PERGUNTA: Como lidar com a ansiedade compulsiva? Preciso ajudar meu irmão, ele tem 13 anos, tem um grande déficit intelectual, não conseguiu ser alfabetizado, inclusive nem tomar suco com canudinho ele consegue.Não sabe se trocar, se relacionar.Parece altista mas não é.Gosta de computador. Bate na mãe e crianças na rua, ás vezes respeita o pai.Come exageradamente, seu prazer é comer.Está obeso, consequentemente…é bravo, ansioso e completamente sem regras, limites.

    RESPOSTA: Oi, Deus sempre coloca anjos em nossas vidas disfarçados de dificuldades e problemas, com o objetivo de nos tornar pessoas melhores. Ele é o arqueiro e nós somos a flecha disparada. Somos lançados exatamente onde precisamos estar. Nossos “problemas” são nossos mestres! Seu irmão provavelmente possui uma necessidade educacional especial. Você não disse se ele possui algum diagnóstico médico e psicológico. Se não tem é preciso verificar com o medico se há algum comprometimento neuronial que justifique a não aprendizagem. Este é o primeiro passo e com base no diagnóstico você deve buscar a ajuda/atendimento correto. Caso você não possua recursos financeiros, busque auxílio junto a entidades que cuidam de crianças/pessoas especiais, elas poderão ajudar muito você, sua família e principalmente seu irmão. Parte do que ele faz, a agressividade, por exemplo, pode ser melhorada/minimizada com medicação correta e na dose adequada. Ele poderá ser treinado para algumas atividades de vida prática e, ao contrário do que preconiza o senso comum, ele pode e deve ser corrigido, com firmeza e ternura. Não se envergonhe de buscar a ajuda necessária e de brigar por um bom tratamento médico, ocupacional e emocional para ele e para toda a família. Abraços.
    Claudia Pedrozo

  26. PERGUNTA: Eu tenho interesse em fazer um curso de piscanálise, sou crista e me formei como Coach. Vc sujere alguma escola ou meio para que eu possa me formar em piscanalise? Obrigada

    RESPOSTA: Ola, tudo bem?
    Bom você está expressando um desejo de fazer o curso de psicanálise. Onde você mora que fica perto de Presidente Prudente, não sei se tem alguma escola de psicanalise. acredito que você fazendo uma pesquisa aí na sua região, possa ter. Sei que existe escola em Campinas, São Paulo e Batatais. em Ribeirão Preto, São José dos Campos e Presidente Prudente são cidades que talvez tenham a escola.
    Abraços
    pe. Jeferson

  27. PERGUNTA: Por gentileza, gostaria muito de uma resposta, pois já faz uma semana completa que venho tendo pesadelos durante toda a noite, na maioria das vezes sonho com varias pessoas mortas, desconhecidas, que me perseguem, em lugares estranhos, sonhos muito ruins e também em algumas noites chamo pela minha mãe que dorme no quarto ao lado, e relato o pesadelo, que tem gente morta, mais no dia seguinte não me lembro de absolutamente nada, nem de ter chamando-a e nem de ter contato o sonho. Sei que isso poderia ocorrer a algo que eu assisti, ou ouvi, de alguma forma, mas essa possibilidade é nula, pois não houve esse fato. Toda noite antes de me deitar faço uma oração. Sou católica, mais acredito em todos os tipos de crença, tenho 19 anos, faço faculdade de administração. Gostaria muito de uma resposta breve, se isso é algo presente no meu consciente, ou o que eu poderia fazer para acabar com isto.

    RESPOSTA: Olá!!! Tudo bem?
    Bom todos nós sonhamos, e a maioria das vezes não lembramos e nem entendemos o porquê dos sonhos. São raros as pessoas que lembram do sonho quando acorda. Só para você ter uma ideia, nós sonhamos o tempo todo enquanto dormimos. Temos uma leve percepção que sonhamos quando está próximo de acordar e levantar. Por isso a sensação!!!!
    Você sabe que durante o nosso relacionamento com as pessoas e a própria sociedade, utilizamos os cinco sentidos que possuímos. Tudo o que fazemos a nossa memória capta e armazena. Dos cinco sentidos a visão é o que mais trabalha no sentido de captar e armazenar. Nós não temos ideia das coisas que a visão capta. Nós temos a consciência daquilo que estamos vendo, isto é, só aquilo que é importante e necessário para nós. Porém, a visão capta tudo, tudo mesmo. Bom, tudo isso é armazenado em nossa memória. Porém, tudo que é armazenado na memória é utilizado na nossa energia psíquica, principalmente nos sonhos. De tudo que foi captado, é armazenado na nossa consciência, onde qualquer estímulo lembramos rapidamente. Também é armazenado no nosso pré-consciente. (por exemplo: Se eu perguntar pra você o nome da sua professora da primeira série, você vai lembrar). E por fim, é armazenado no nosso inconsciente, principalmente memórias que nós não utilizamos. Quando sonhamos, o nível de consciência diminui e o nível de inconsciente aumenta, fazendo com que as memórias que estão tudo armazenada lá vem para a “realidade” do nosso sonho. Por isso a sensação de nós não entendermos ou mesmo de lembrar. E é claro, não conhecemos as pessoas que aparecem nos sonhos, os objetos e outras coisas que nem imaginamos. E também nos sonhos além de utilizarmos as coisas que estão no nosso inconsciente, utilizamos também a nossa consciência. Sonha com morte ou pessoas morta, tem significado de vida, isto é, mudança de vida, para melhor.
    Bom não sei se vou te ajudar com a minha reflexão. no entanto, Fique a vontade para retornar o e-mail
    Abraços
    pe. Jeferson

  28. PERGUNTA: Estou com um sério problema, sempre que arrumo um emprego novo trabalho no máximo um mês e logo já não tenho animo e disposição para trabalhar, e não por que eu não gosto do emprego, eu simplesmente não consigo ir mais, isso já aconteceu 3 vezes,
    Neste que estou agora já comecei a faltar, faz uma semana que não vou, mais eu amo aquele lugar, sonhos,todas as noites que estou lá, levanto de manhã para trabalhar e não consigo sair de,casa, estou muito angustiada e triste.

    RESPOSTA: Este é um problema que precisa ser tratado antes que você mine seu futuro profissional e pessoal. Poderia aqui descrever em umas 15 páginas o que pode vir a ser este seu desânimo para o trabalho Mas esta causa pode ser de natureza muito diversificada e eu teria que conversar bastante com você para poder ajudar. O que eu te recomendo agora é a procura de um psicanalista o mais urgente possível, pois a causa me parece inconsciente, visto que você gosta de seu local de trabalho.
    Abraço fraterno,
    Sonia

  29. PERGUNTA: Preciso de conselhos sobre como lidar com relação à minha enteada.
    Vivo com o meu companheiro há uns 2 anos. Ele é divorciado e possui uma filha de 05 anos com a ex-mulher, sendo que o divórcio deles se deu durante a gravidez da ex.
    Ocorre que, conforme fui conhecendo ele, eu percebi que ele se sente muito culpado por nunca ter morado com a criança e procura compensar isso de modo a fazer todas as vontades dela nos finais de semana e dias que fica com ela.
    Como consequência, não sabe dizer NÃO pra ela, dá todos os presentes solicitados (da mesma forma que os avôs paternos fazem), o que está acabando por transformar a menina em uma pessoa mimada e mandona.
    Essa criança, com 05 anos de idade, chega na nossa casa e dá ordens sobre o que vamos almoçar, o que ela quer assistir na televisão, enfim.
    Quando é contrariada, ela se emburra, se atira no chão, chora e quer telefonar para a mãe dela.
    Quando vou visitar meus sogros, na presença da criança, não conseguimos conversar. Ela simplesmente exige atenção enquanto estamos conversando, gritando para que prestemos atenção nela e participemos do que ela quer brincar. Meus sogros igualmente não sabem dizer não.
    Isso tudo me irrita demais e, como ela não é minha filha, meu companheiro não me dá aval para opinar na educação dela.
    Além disso, toda vez que tento dialogar com ele, com vistas à educação dela e preocupação sobre como ela se comportará no futuro, ele fica muito bravo comigo, dizendo que não devo me meter, que estou com ciúmes e que se quiser ficar com ele é assim mesmo.
    Confesso que, sim, às vezes, lá no fundo, essa rejeição dele em me ouvir e proteger exageradamente a criança me provoca ciúmes, de modo que eu já admiti isso, inclusive para ele. Já cheguei a ponto de afirmar que preferia não me relacionar com uma pessoa que já tem um filho.
    A diferença é que eu sei admitir e também sei que a escolha de ficar com ele foi minha, responsabilidade da qual não estou querendo me eximir.
    Apenas, com relação à educação dela, gostaria que ele ouvisse a minha opinião e entendesse que não é possível dizer sempre sim para uma criança e permitir que ela determine nossas atividades, para o bem dela.
    Penso muito como será quando eu tiver os meus filhos… Eu tive uma educação mais rígida, a qual, a meu ver, funcionou comigo e pretendo repassar para eles.
    Então, fico imaginando se, na presença dessa criança que faz tudo que bem entende com o pai, meus filhos terão um péssimo exemplo e me questionarão porque com ela é diferente, enfim..
    São muitas perguntas e sei que o ideal é procurar um terapeuta. Porém, no momento, não tenho condições financeiras de fazê-lo.

    RESPOSTA: Olá! Menina, que situação trabalhosa! Suas preocupações são pertinentes, educar uma criança dessa forma, satisfazendo todas as suas vontades é condená-la ao sofrimento no futuro. Se ela continuar sem limites, irá sofrer muito diante das restrições da vida. Com a mãe dela ela também tem este comportamento? Ou é só com o pai e seus familiares? Crianças são mais sábias que pensamos! Não vejo saída a não ser pelo diálogo com seu companheiro. É o que você pode fazer, conversar, dialogar, mostrar histórias da vida real, quem sabe assistir à Super Nanny ou outro programa que foque a questão da educação infantil. Você me parece bastante ansiosa e a ansiedade nos faz atropelar as coisas pelo caminho, portanto, pise no freio. No estabelecimento do diálogo você deve dizer ao seu companheiro que entende que ele é o pai, mas que como “madrasta” da menina também quer o bem dela, por isso opina. Se vocês são um casal, ambos tem que se apoiar, ouvir e ajudar. Seus filhos serão seus e você irá estabelecer conjuntamente com ele o melhor caminho para a educação das suas crianças. Quando sua enteada for para a escola os problemas de comportamento poderão acontecer e, talvez aí, sendo chamado por alguém sem vínculo emocional, seu companheiro passe a ouvi-la e considerar sua opinião. Neste momento o que você precisará aprender a fazer é negociar, com você em primeiro lugar (para entender que algumas coisas não cabe a você mudar), com ele e os familiares em segundo lugar, procurando ajudá-los, sem acusações e com respeito, a enxergar que amor demais prejudica quando não há o estabelecimento dos limites. Seu companheiro precisa entender que a culpa é a pior conselheira que os pais podem ter. Amar é também dizer não. Criar laços com a menina pode ajudar, pois assim você se torna uma pessoa respeitada por ela e poderá ajudar, no futuro, quando ela precisar de um pulso mais firme.

  30. PERGUNTA: Olá…achei interessante vim até aqui, por que me deparo com vários conflitos! Preciso de ajuda, sou ansiosa…tenho insonia, me preocupo demais com tudo a minha volta, até com o que as pessoas acham de mim! Estou totalmente desmotivada, tenho 22 anos, sempre fui a 1° da turma em tudo, e hoje tenho dificuldades ate mesmo para fazer uma prova de vestibular. Não tenho animo para malhar, estudar…me sinto como se, não tivesse mais foco na vida. Isso é muito triste! Eu preciso de determinação, por que isso está acabando com minha auto estima.Apesar de me acharem bonita, eu me sinto como um nada e as veze sme sinto a pior pessoa do mundo…Sempre fui cobrada pela minha mãe e avó, em relação a vida, a ser independente…e isso não consigo! Quero muitas coisas, e dentro de mim uma grande vazio me afastam de tudo que eu penso…os anos passam, fico desesperada… Sou muito emotiva..choro por tudo quando estou sozinha. E sou muito alegre quando estou com amigos, extrovertida! Ah,não moro com meu pai…ele foi embora de casa e sumiu pelo mundo, eu ainda era bebe! Tenho um péssimo relacionamento com meu padrasto, por ele não gostar de mim.
    E por fim, nunca consigo encontrar um namorado que dure. Embora, amigos e pessoas próximas me considerem amável, inteligente, boa pessoa…acho que exista algo de errado comigo. Porque em vários aspectos da minha vida, não consigo obter sucesso! Está difícil…
    RESPOSTA: Olá! Fiquei preocupada com você, mas ao mesmo tempo aliviada pois, apesar de estar sofrendo, você não enterrou a cabeça, se escondendo e fugindo do problema. O primeiro passo para nossa “cura emocional” é identificar que temos problemas e enfrentá-los. Você me fala de vários sentimentos, mas não conta como eles começaram. Provavelmente houve um gatilho emocional que a fez perder energia momentaneamente e o resultado é que questões mal resolvidas do passado e até do presente vieram à tona. Percebo que você precisa trabalhar algumas situações que te afetam, mas principalmente você precisa se amar mais e verdadeiramente… sua auto estima está em baixa e te faz ser tão cruel com você mesma. Quando você fala que sozinha é triste e com os outros é alegre, me passa uma ideia de masoquismo, sabe aquele pessoa que precisa sempre sofrer, que não pode ser feliz? Você já pensou no motivo que a faz se sabotar? Em que situações da vida você faz isso consigo mesma? Identificar estas situações e trabalhar os motivos que estão por traz delas é um bom exercício. Identificado o comportamento nocivo e a possível origem dele é o caminho para mudá-lo. Não ter energia para nada é resultado da força que você, inconscientemente, faz para manter escondidas as mágoas, as vivências emocionais negativas, enfim, o “lixo” emocional que você acumulou ao longo de sua vida até agora. Que “lixo” seria este? Bem, costumamos chamá-lo de RAMEN – Registro Automático de Memória Emocional Negativa. São todas aquelas situações que você viveu ou achou que viveu e que geraram algum sofrimento e que foram jogadas para baixo do tapete, ou seja, você escondeu no seu inconsciente, bem lá no fundo, para não ter que sofrer. Sou feia, sou fraca, sou mal amada, tenho que ser perfeita para ser amada, tenho que ser simpática para ser aceita, tenho que ser independente, tenho que fazer tudo que os outros esperam que eu faça para ser reconhecida… enfim estes pensamentos condicionam suas ações. Alguns destes pensamentos foram se formando ao longo do seu processo educacional outros pelas vivências negativas ou mesmo de prazer vividas em diferentes situações. RAMENs podem e devem ser desconstruídos. Quem foi que disse que você precisa ser a primeira em tudo? Por que você precisa agradar a todos? Por que a opinião dos outros a seu respeito é tão valorizada? Todos nós buscamos ser amados, aceitos e valorizados. Faz parte da nossa natureza, faz parte da nossa busca pela onipotência que tínhamos quando bebês e que foi perdida ao longo do nosso crescimento. Porém focar sua vida nisso e viver em busca de segurança física e psicológica nos faz agir de forma a sempre nos frustrarmos e magoarmos, pois esperamos dos outros a recompensa, a valorização, o elogio, a admiração. Quando não recebemos estas “recompensas” por nosso comportamento “perfeito”, sofremos, nos desvalorizamos, nos deprimimos, nos frustramos, nos magoamos. Eu imagino que é isto que está acontecendo com você agora. Pode ter relação com o sentimento de abandono que, pela forma como você se expressou, te incomoda em relação ao seu pai, pode ser gerado pelo desejo de ser amada pelo padrasto que você diz te rejeitar, enfim os sentimentos que você sente e imagina que os outros sentem em relação você interferem no seu modo de viver e sentir a vida. Você pode encontrar a saída sozinha ou buscando ajuda na terapia. De qualquer modo você precisa se desconstruir, repensar sua vida e se propor a mudar. Você pode começar olhando as coisas boas que a vida te deu, pode olhar todas as lutas que você travou e na qual saiu vitoriosa, por exemplo. Pode buscar fazer um trabalho voluntário e se doando aos outros, talvez menos afortunados que você em algum aspecto, enfim, saia da concha. O primeiro passo você já deu, que é admitir que precisa se refazer, que precisa mudar para ser feliz, os próximos passos, serão consequência da continuidade deste esforço na busca do autoconhecimentos, da mudança interior e da felicidade. Mas jamais se esqueça, a mudança vem de dentro para fora e não é um processo que possa ser realizado por terceiros, ela depende única e exclusivamente de você e deve ocorrer de forma pensada, lenta e gradual, um pouquinho por dia, um sentimento de inferioridade de cada vez… é um exercício trabalhoso, que requer recomeços constantes. Comece por rever seus conceitos e por realizar o exercício do autoamor no lugar do exercício da autopiedade! Você tem o dever de ser uma pessoa inteira, não uma metade que espera que outras metades a completem. Pense nisso, arregace as mangas e construa sua felicidade, lembrando que ela se faz da soma de momentos pequenos, simples e intensos.

  31. PERGUNTA:
    Boa noite! Fui casada por 18 anos, tivemos mtos momentos bons e ruins tbm,meu marido tinha um transtorno da personalidade, onde terminava o casamento ao menor sinal de contrariedade e outros sinais de humilhação e coersão. Consegui terminar o casamento e mantive minha resistência em não voltar. Pra isso acontecer tive que me apegar apenas em coisas negativas dele, entrei num negativismo insuportável, nunca duvidei do amor dele por mim, mas mascarei tudo o que eu sentia, estou mal, ainda não seguimos com nossa vida afetiva; Essa semana tivemos uma pequena aproximação, ele pediu pra voltar, quer a família de volta, fiquei balançada. Temos dois filhos adolescentes; Nem sei o que pensar, o que eu posso fazer para ter uma certeza da decisão que vou tomar?

    RESPOSTA:
    Olá, tudo bem?
    Me desculpe pela demora em responder sobre o seu problema, e espero que ainda tenha tempo para ajuda-la.
    Bom, todo nós não gostamos der sermos contrariados, humilhados e pressionados, uns mais, outro menos, mas em síntese todos nós somos assim.
    Entendo quando você fala que se apegou aos problemas dele, para assim conseguir ficar longe e não voltar ao relacionamento. Se ele agora está tentando voltar a se relacionar com vocês (você e seus filhos), seria interessante vocês dois conversarem, para deixar bem claro, que caso ambos voltem a agir da mesma maneira que agiam antes, o casamento certamente irá acabar. Se por acaso você sentir que ele não está pensando em mudar esse jeito dele, então veja se está afim mesmo de voltar.
    Uma outra coisa… Se ele age dessa maneira, veja se você não está agindo com ele injustamente, ou seja, se por acaso você está humilhando ele, sem dúvida ele não gostará disso e voltará a agir de uma forma que te desagrade. Se coloque no lugar dele, será que caso ele agisse da forma que você age como ele, você não faria o mesmo que ele faz?
    Se ele tem mesmo algum transtorno de personalidade, seria interessante ele procurar algum profissional para ajuda-lo nesse processo. E se for o caso, vocês dois juntos fazerem uma terapia de casal. Abraços,
    Paulo Jacob

  32. PERGUNTA:
    Tenho 46 anos, divorciei-me há 5 anos e há alguns meses encontrei outra pessoa. Temos muito em comum, muito mesmo. História de vida, interesses, fé.. enfim, muita coisa.
    Convivemos todo o tempo e na maior parte do tempo é maravilhoso. De um tempo para cá, foi como se eu estivesse me desencantando… tenho sentimentos conflitantes, ora quero estar perto, ora não…
    Já não sinto mais aquela empolgação de antes, desejo… por vezes, sinto quase que necessidade de deixa-lo pois já não suporto seus problemas, onde antes havia uma indulgência imensa…
    Estou bastante confusa quanto aos meus sentimentos. A sensação que tenho quando olho para ele é a de que estou diante de um desconhecido que não me traz nada. Oco, vazio..
    Até nas pequenas coisas, sinto-me irritada com ele.
    Será que confundi sentimentos? amor com carência?

    RESPOSTA:
    Olá, tudo bem?
    Escrevi um texto no blog sobre a paixão – http://fasdapsicanalise.com.br/2013/09/14/a-paixao/ – que se encaixa bem sobre a sua situação. Caso não tenha lido, leia e procure ver em que ponto você está na sua relação com ele.
    Abraços,
    Paulo Jacob

  33. PERGUNTA: Olá. Adoro o site e sigo também no facebook.
    Estou com um dilema aqui , que não sei como resolver!
    Saí de um casamento de 12 anos que não deu certo, infelizmente pois foi o amor da minha vida! Acabei conhecendo outra pessoa e estou casada com ele há 3 anos.
    O problema é que, apesar desse homem ser muito sensível, carinhoso, atencioso, ele é o que se pode definir, como um grande amigo e só! Dormimos em quartos separados e não temos relação sexuais. Ele não me procura, ao contrário, me evita!
    Isso tem me deixado muito deprimida e frustrada como mulher…me sinto feia, velha, gorda, tudo de ruim, apesar das pessoas me falarem sempre o contrário.
    Passei por psicoterapia e já conversei muito com ele, mas ele se esquiva, fica nervoso. Diz que me ama, mas não sabe o pq de não querer fazer sexo comigo. Dependo financeiramente dele e talvez esse seja um dos fatores pelos quais ainda não me separei.
    Ele não quer procurar ajuda e nem conversar a respeito. Sinto que o relacionamento está por um fio…Já faz quase dois anos que não temos relações sexuais…foram apenas no começo do relacionamento. Já cheguei até a questionar a sexualidade dele. Não sei mais o que fazer, mas sinto que isso está destruindo minha vida! Minha auto estima não existe mais. Por favor, gostaria muito de uma orientação pq estou deprimida demais!
    Muito obrigada! Abraços.

    RESPOSTA:
    Olá, tudo bem?
    Todo relacionamento existe ganhos de ambas as partes, e no seu caso a dependência financeira está te aprisionando… Será que os “ganhos” financeiros compensam, a ponto de você se prejudicar tanto assim? O quanto você pode querer abrir mão de uma situação mais confortável financeiramente (ter casa, carro, etc…), mas ao mesmo tempo não ter um relacionamento que está te deixando feliz?
    Dificilmente temos condições de ter tudo o que querermos, e nesse seu caso ou você assume que prefere ter uma segurança na sua vida (financeira) e esquece contar com ele sexualmente falando (e todas as consequências que isso possa te trazer negativamente), ou então procura fazer algo para mudar e assim ter a sua vida, de uma maneira mais feliz, seja abrindo mão de uma vida mais estável, mas sendo mais feliz, com alguém que te dê além de atenção e carinho, sexo!

    Na verdade não devemos ser dependentes de ninguém, seja financeiramente, afetivamente, sexualmente… Ser dependente, nos aprisiona.

    Abraços,

    Paulo Jacob

  34. PERGUNTA: Sobre traição: Entrei num relacionamento há quase 3 anos com uma mulher que se intitulava autosuficiente e vivia de sexo casual. Entrei querendo ter uma história séria, constituir família, filhos. A pessoa se mostrou segura num primeiro momento, mas com o tempo mostrou seu lado frágil, de traumas de outros relacionamentos e de família, e começou a disparar sobre mim acusações de traição infundadas. Isso se manteve por muito tempo. Pela minha experiência de vida, desconfiei que na verdade quem estava traindo era ela, pelo tipo de vida que ela levava no passado. Conversei muito, refletindo sobre o problema, e por não chegar a uma solução, resolvi desencanar e partir para o famoso “levo fama, então deito na cama”. Trai ela com 4 mulheres, e afirmo com convicção: não me arrependo em nenhum momento e faria de novo se ainda estivesse neste relacionamento. Ela é uma dentista, inteligente, lê muito, porém no setor afetivo, é totalmente amadora. Acredito que muitas mulheres que entram na vida liberal, promíscua, dificilmente conseguirão se sentir seguras pra ter um relacionamento sério e maduro. Depois de viver tudo isso e não ver possibilidade de mudanças, coloquei um ponto final nessa história. Vida sexual cada um tem a sua e a conduz da forma como acha conveniente, o único problema, ao meu ver, é a pessoa não se desvincular do passado liberal, promíscuo, quando se propõe a viver uma história séria a dois e com isso achar que o outro não é confiável. Posso estar errado, mas acredito que seja essa a mentalidade de muitas mulheres atualmente. Sei que existem mulheres sérias, que são coerentes no que falam e fazem, e estou tranquilo porque acredito sim que em algum momento uma mulher assim entrará na minha vida. Eu não costumo expor minha vida com amigos e familiares, então precisava desabafar isso. Obrigado Nathalia!! Gostaria, se possível, de saber tua opinião!! Abraços…

    RESPOSTA: Li o seu depoimento e resolvi lhe responder de imediato. Vamos lá.
    Em um primeiro momento disse que entrou em um relacionamento com uma mulher querendo ter uma história séria, constituir família e ter filhos.
    Mas, em um segundo momento, “a pessoa se mostrou insegura, frágil, de traumas de outros relacionamentos e de família, e começou a disparar acusações de traição infundadas”.
    Me disse que conversou com ela mas que resolveu traí-la para não levar uma fama infundada.
    Muito bem, sente-se melhor por agora poder levar uma fama “fundada”?
    Quando coloca o que você queria do relacionamento com esta pessoa, depois como você interpretou as fragilidades da sua companheira e posteriormente como você a traiu, deixa transparecer que o seu ego apareceu na frente de qualquer sentimento que sua parceira poderia ter. Você já parou pra analisar que um relacionamento é feito em dois e não apenas por um? Quando apontamos nosso dedo em direção à uma pessoa, os nossos outros quatro dedos estão apontados em nossa direção.
    Será mesmo que ela não tinha motivos de se mostrar insegura, já que para justificar seus atos e se livrar da culpa você atribuiu a ela as razões de ser infiel, ao invés de se manter íntegro aos seus valores e mostrar em atos aquilo que ela estava com dificuldade em acreditar, talvez pelos traumas que você mesmo a atribuiu?
    Quem é o inseguro nessa relação? Ela por ser sincera e dizer para você como se sentia e o que pensava sobre você ou você ao agir em segredo, saindo com outras mulheres e traindo o propósito original do relacionamento?
    Você generaliza e demonstra muito preconceito ao dizer: “acredito que muitas mulheres que entram na vida liberal, promíscua, dificilmente conseguirão se sentir seguras pra ter um relacionamento sério e maduro”. Com qual embasamento você coloca isso? Será que não existe uma formação reativa ao afirmar que esse tipo de mulher é infiel, enquanto quem traiu na verdade foi você?
    “Vida sexual cada um tem a sua e a conduz da forma como acha conveniente, o único problema, ao meu ver, é a pessoa não se desvincular do passado liberal, promíscuo, quando se propõe a viver uma história séria a dois e com isso achar que o outro não é confiável”. Não entendo essa sua colocação já que me diz que a traiu, pois achou que ela estava lhe traindo, é ela que não é confiável?
    “Sei que existem mulheres sérias, que são coerentes no que falam e fazem, e estou tranquilo porque acredito sim que em algum momento uma mulher assim entrará na minha vida”. Acredito que você deva sentar e ter muita paciência para esperar por este tipo de mulher que se encaixe nos seus padrões, porque você não quer uma mulher, você quer um objeto que reaja de acordo com os seus padrões de conveniência e caso você tenha qualquer tipo de desconfiança ou sinta-se questionado terá o “habeas corpus” necessário para fazer tudo aquilo que tanto negligencia nas atitudes do outro.
    Lembre-se, estou falando sobre você pois foi você que me procurou, as atitudes da sua ex namorada – se ela lhe traiu ou não, se ela é promíscua, ou não – isso teria de ser tratado diretamente com ela.
    Na minha opinião, você precisa com urgência buscar ajuda de um psicanalista e iniciar uma terapia, esta é a melhor maneira de enfrentar suas tendências e entender o motivo de exigir tanto dos outros e tão pouco de você.
    Paz e bem, Nathalia Paccola

  35. PERGUNTA:
    Olá Padre,
    Estou iniciando um processo de divórcio, não consigo conter minhas lágrimas, estou sentindo um vazio imenso.
    Logo que casei em novembro de 2011, meu esposo encontrou um novo emprego em Sta Catarina, não queria que ele aceitasse, afinal pouco tempo de casado para uma mudança brusca, mas aceitei, pois não queria que ele se sentisse abafado por mim.
    Queria ficar grávida rápido, pois tinha já 37 anos, em maio de 2012 recebi a graça da gravidez.
    Neste tempo ele vinha todo o final de semana, a empresa tinha acabado de iniciar e a responsabilidade dele era desenvolver esta empresa, então ainda não tinha muito trabalho.
    Quando minha filha nasceu em janeiro deste ano, ele foi e voltou somente depois de 2 meses e meio me comunicando que tinha encontrado uma outra pessoa e queria viver aquele momento com ela, me chão se abriu, tinha acabado de ganhar um bebê, não tinha experiência ainda neste assunto e não conseguia aceitar que ele estava trocando de ver o momento da filha crescendo para viver um momento com uma pessoa que ele acabara de conhecer. Passaram estes meses e ele voltou somente em maio e agora no final de setembro. Neste último retorno ele disse que me amava e que poderíamos reconstruir nossa vida, me pediu para ir até Sta Catarina e eu acabei indo agora em outubro, fiz uma mala para 15 dias pelo menos, imaginei que depois disso já teria visto uma transportadora e arrumado tudo para me mudar. Mas ao chegar lá percebi que ele não tinha empolgação comigo e nem com a minha filha, acabei fazendo uma coisa feia, quando ele estava dormindo peguei o celular dele e vi várias mensagens, ligações e fotos da mulher, descobri que ele tinha um relacionamento forte com ela. Eu falei para ele que tinha visto tudo aquilo e ele me disse que queria me fazer uma proposta, que seria eu ir morar lá em uma outra cidade próxima e ele viria me visitar frequentemente, pois o amor que ele sentia por mim não existia mais. Achei isto o extremo do egoísmo e claro não aceitei esta proposta. Voltei para SP na mesma hora, mas agora ele fica me ligando e atormentado minha vida. Entrei com processo de divórcio, mas estou totalmente desolada, triste e infeliz. Quero muito minha libertação destes sentimentos por ele, ódio misturado com amor, rancor, mágoa.
    Escolha um autor: Cristianismo – Pe. Jeferson Luis Leme

    RESPOSTA:
    Olá! Bom acredito que você deve estar muito decepcionada com toda essa situação. Mas acredito que todos esses sentimentos que vocês está sentido é passageiro. Ninguém é obrigado a gostar de alguém, principalmente quando esse alguém lhe maltrata ou algo assim. Porém, Jesus nos ensina o amor incondicional. Esse devemos amar sem nenhuma condição. Não estou dizendo para você voltar para com ele. Quanto a sua decisão no divórcio, não tiro sua razão. Agora você precisa dedicar-se em relação a seu bebê. Procure compreender os porquês da vida pela empatia do amor. Procure valorizar sua vida, sua história. Olhe para frente e procure compreender e entender o que Deus quer de você. Não fique se perguntando “porque”, mas se pergunte o que Deus quer de mim com essa situação de divórcio na minha vida? Infelizmente nós sempre alimentamos o lado negativo de tudo que acontece na vida, porém, devemos alimentar o lado bom. Por isso não desanime, enfrente os desafio que a vida está lhe proporcionando. Você é forte e capaz. Abraços. Pe. Jeferson

  36. PERGUNTA: Meu filho de 14 anos esta prestes a ir pra um colégio agrícola.(internato), por escolha e opção dele mesmo…Algumas pessoas inclusive o pai não concorda..alega que é a porta para uso de bebiba e droga..que ele é muito novinho ainda..Estou certa em defender e incentivar meu filho a lutar pelo que deseja?
    Se puder me ajudar que seja breve ….
    grata

    RESPOSTA: Olá, Clélia! Que decisão mais danada, né? Entendo sua urgência, o seu desejo e os medos do pai. Dizer sim e dar tudo errado poderá acarretar uma série de problemas maiores, dizer não e fechar oportunidades para o filho também. O que fazer? Esta é uma resposta que só você, seu filho e o pai dele poderão encontrar. Você conta que o pai não concorda porque teme que seu filho se perca no mundo das drogas. É uma preocupação lícita, mas se pararmos para pensar seu filho já está exposto a tudo isso e, mesmo com a presença física de vocês pode entrar nesta roubada. Normalmente os jovens vão para este caminho porque possuem um histórico de baixa autoestima e são desde muito cedo pessoas abandônicas. Seu filho é assim? Mesmo que vocês deem o céu nunca é o bastante? Ele sempre cobrar mais atenção, mais afeto? Se ele for assim, você deve pensar bem antes de soltá-lo para o mundo. Por outro lado, você conhece seu filho melhor do que ninguém. Você acha que ele é maduro o suficiente para “estar no mundo e não se contaminar pelo mundo”? Que longe do “Superego” dele, que são os pais ele não deixará vir à tona aquilo que ele segura quando está sob a “vigilância” de vocês? Diante das pressões da vida ele é forte o bastante para falar não? Quando fica mais frágil, mais triste como ele “sai da fossa”? Estas são questões que você deve analisar de forma racional. Seja honesta com você mesma. Muitas vezes nós, mães, idealizamos nossos filhos e mesmo sentindo algo desconfortável não queremos enxergar que eles não são bem o que queremos que eles sejam. Todas estas colocações são inferências, são baseadas no senso comum. Não os conheço e assim fica um pouco mais difícil ajudar. O que sugiro é uma conversa franca entre você, seu filho e o pai dele. Não há nada que o diálogo não consiga resolver. Uma conversa franca, baseada no histórico comportamental de seu filho diante das pressões e frustrações do mundo é, em minha opinião, o melhor caminho para a decisão. Se vocês chegarem à conclusão que ainda é cedo, negocie isso com seu filho. Por outro lado é importante tentar entender porque o pai teme tanto e porque você deseja tanto que ele vá. Será que neste desejo de cada um, não está o desejo de viver ou reviver oportunidades vividas ou mal resolvidas no passado? Será que este desejo não atualiza hoje desejos da época em que a vez de saírem ou ficarem em casa era de vocês? Pense nisso também. Algumas vezes queremos que nossos filho vivam experiências que desejamos viver, que no passado desejaríamos ter vivido, mas que por uma série de razões não vivemos. Ou talvez tenha sido tão bom para nós que queremos senti-las novamente. Pense nisso tudo antes de decidir. Ouça seu filho e pondere em família a decisão que será tomada e entenda os reais motivos de decidirem pelo sim ou pelo não. Você está certa de querer o melhor para seu filho. Bom trabalho!
    Cláudia Pedrozo

  37. PERGUNTA: Bom Dia, tenho sonhado repetidamente com crianças (normalmente 2 uma menina e um menino) e nos sonhos estou sempre castigando-os.. .sei q se trata de minha criança interior, mas não sei se esse ato de castigar continuamente é um caminho para crescimento ou apenas reprimo algo de infantil…
    Alguém poderia comentar???
    Obrigada
    excelente Blog
    Gde abs, Vivi

    RESPOSTA: Olá, Vivi! Uma resposta mais “certeira” depende de mais informações, mas vamos lá. Sonhos são sinais de deformação daquilo que desejamos, mas que é contrário aos nossos padrões morais, por isso proibido para o ego. Ocorrem graças a uma formação de compromisso entre o ego desequilibrado que deseja, o id que manda a pulsão para que o ego se mexa e realize seu desejo e o superego que olha tudo isso e entra em ação protegendo e censurando o ego. Freud dizia que os “sonhos são finalizações disfarçadas de desejos reprimidos”. Você tem filhos? Se não os tem pode ser que este seja um desejo reprimido, mas que não pode ser satisfeito por uma série de razões lógicas para você – prioridades onde filhos seriam um obstáculo, por exemplo. Castigar é sempre um ato de repressão, logo não leva ao crescimento. O que nos faz crescer é identificar nossos desejos, analisando-os de forma racional e empática. Quando digo empática quero dizer que você estabelece a lógica, mas negocia com você a decisão para que não haja culpas ou frustrações futuras. No processo de negociação você atende aos apelos externos, mas também aos apelos internos. Caso não façamos isso sofremos, pois ou atendemos os outros e nos sentimos idiotas, logo nos frustramos, ou atendemos a nós e nos sentimos egoístas, nos culpando. Sempre trazemos situações vividas na infância que reprimimos por serem contrárias aos ensinamentos que nossa educação priorizava na época do recalque (e talvez ainda priorizem). Nosso inconsciente é uma caixinha de surpresas e nele “mora” nosso id, nossa instância do prazer, que sempre irá mandar para o ego as situações mal resolvidas de qualquer fase da nossa vida e que varremos para baixo do tapete. Neste processo nosso ego se defende ou é defendido pelo superego. O sonho representa uma das formas de defesa, há outras, conhecidas como mecanismos de defesa, e os usamos diariamente. Sonhar impede que aquilo que está recalcado, por ser desejado, mas proibido, retorne claramente à nossa consciência. São deformações onde os pensamentos latentes (aqueles que geralmente não sabemos que existem, mas que existem e influenciam nossa vida diariamente!) são transformados em algo irreconhecível para o ego, de forma que ao ser atingido por ele o ego não consiga saber o que está por trás das situações desconexas que o sonho apresenta. Assim sonhar permite que o desejo de certa forma se realize e que a defesa cumpra sua função de defender o ego!
    (Claudia Pedrozo)

  38. PERGUNTA: Tenho um filha de 17 anos cursando o segundo ano do colegial, está passando uma fase difícil na vida escolar, eu não sei como lidar pois tem hora que pego pesado com ela pra ver se ela reage, mas reconhecendo a sua dificuldade mas sempre ajudando, sou separado ela mora com mãe. O caso é o seguinte: ela está com medo de repetir o ano pois não quer se separar da turma, está com turma desde o primeiro período, as matérias que está pesando pra ela são as exatas principalmente química ressaltando que o professor não ajuda. Há uns quinze dias fica uma semana sem dormir direto, levei no médico mas como ela é muito nova não receitam remédio pra dormir,comprei um natural. Agora que está chegando as provas finais está começando de novo, fica chorando a toa entra em desespero fica angustiada. Procurei um professor de reforço pra ver se fica mais tranquila, comprei uns livros de auto-ajuda pra ver se ela reage. É muito doloroso pra mim vê-la desse jeito por favor me dá uma luz. Sei que passo por isso mas luto sempre para sair e há vários fatores que acarretaram isso pra mim pessoalmente. Mas pra ela não sei o que foi talvez a separação, ou o convívio com mãe que não é fácil. Espero uma ajuda de vocês pois sou fã desse blog.

    RESPOSTA:
    Olá, José! Só pais sabem a dor e a delícia de serem pais! Nestas ocasiões descobrimos o que é amar incondicionalmente. Somos capazes de morrer para não ver nossos filhos sofrendo. Mas a vida nos mostra outras saídas. O que sua filha precisa neste momento é de apoio. Ela precisa sentir que pode contar com você em toda e qualquer situação. Com certeza a insônia está ligada à ansiedade. Ela está preocupada com o fracasso na escola e com tudo que isso irá acarretar, como a troca de turma, por exemplo, além da situação de falhar, de não conseguir, de não ser boa o bastante… de fracassar! Para ela isso é um grande sofrimento, motivo de muita insegurança. O professor particular com certeza será importante nesse processo de recuperação da aprendizagem. Os livros de auto ajuda podem ajudar se ela gostar de ler. Você já os leu? Talvez seja interessante você fazer a leitura, assim terão como trocar impressões. Talvez você pudesse trabalhar a ansiedade dela de outra forma. A primeira poderia ser com uma conversa franca, onde você fale da sua preocupação (com ela) e do seu amor incondicional por ela, deixando claro que entende o sofrimento dela e que independente do resultado escolar continuará a amá-la. Deve enfatizar que ela tem potencial para aprender e que algumas matérias são mais difíceis que outras algumas pessoas. Há uma teoria bastante interessante do psicólogo Howard Gardner e sua equipe de pesquisa que fala sobre as inteligências múltiplas dos seres humanos. Dê uma olhadinha na internet e você achará artigos interessantes. Se tiver histórias do seu tempo escolar é legal compartilhar com ela, assim vocês ficam mais próximos. Ficar preocupado pode, o que não pode é se desesperar! Não sufoque sua filha com seus medos, inseguranças e talvez suas atualizações. Você passou por isso na sua adolescência? Pode ser que você tenha vivido medos parecidos com os dela e agora potencializa o sofrimento porque de certa forma, disfarçada, você os revive, atualiza-os. Pense nisso e se a situação for esta, acalme-se! Você é um ser e sua filha outro! Pense, usando a razão, em tudo que você viveu e na forma como você saiu das situações difíceis. Foi trabalhoso? Você sofreu? Com certeza a resposta é sim, mas veja também o quanto você cresceu e se fortaleceu com o sofrimento. Somos seres dotados desta capacidade chamada de resiliência. O sofrimento nos marca, mas nos fortalece, nos faz buscar soluções e nos faz crescer! Por isso nesse momento sua filha precisa do professor particular, de uma rotina de estudos sistematizada, de saber que pode contar com você, de reforços positivos que não sejam excessivos e falsos e de lazer! Isso mesmo, lazer. Você pode pensar em situações onde vocês possam se distrair e onde possam aproveitar o tempo juntos para conversar. Uma sessão de filmes em casa, há uma série de filmes que mostram adolescentes que tiveram que se superar. O filme pode ser o ponto de partida das conversas e do reforço positivo. Você também pode organizar um jantar a muitas mãos, onde vocês tenham oportunidades de rir e conversar e no final das contas produzir algo legal, pode ser uma receitinha simples, há sites de culinária ótimos, que dão receitas simples, fáceis de preparar e gostosas. Você não contou se tem novo relacionamento, mas se tiver, analise o sentimento que sua filha tem de verdade por sua companheira para incluí-la nestes momentos. Se a relação delas for de cumplicidade ela pode ser uma ótima ajuda, mas se for de estranhamento, procure fazer destes um momento de pai e filha. Outra atitude de apoio pode ser enviar uma mensagem a ela na noite anterior à prova, ou vê-la se for possível. Mas lembre-se, nada de cobranças, apenas reforce que ela é capaz e que se algo não sair como desejado você estará lá para ajudá-la a recomeçar. Desejo a vocês tudo de bom!

    Claudia Pedrozo

  39. PERGUNTA:
    Olá boa tarde… sofro mto de ansiedade e sofrimento por antecipação e gostaria de algumas sugestoes de tratamento ou medicação.
    Escolha um autor: Fármacos – Maria Helena Fantinati

    RESPOSTA:
    Olá Bruno! Tudo bem?
    A ansiedade excessiva, constante, que causa sofrimento por antecipação faz com que nosso organismo entre em estado de stress. Tanto a alta expectativa em relação a acontecimentos desagradáveis quanto a acontecimentos agradáveis pode fazer mal à saúde, ocasionando uma série de sintomas, tais como: hipertensão arterial, desarmonia nos batimentos cardíacos, baixa na imunidade, entre outros.
    Vários medicamentos são usados neste caso: os ansioliticos, que só podem ser tomados com prescrição médica, os florais, usados como uma alternativa para um tratamento mais natural e também os medicamentos homeopáticos. Para melhorar ainda mais, algumas práticas como a meditação, ou a yoga ajudam sua mente a focar no momento presente e assim diminuir o fluxo de pensamentos que causam a ansiedade. Então, aqui vai uma dica: se fizer uso destes medicamentos, os resultados serão mais rápidos e duradouros se houver também uma mudança de percepção de vida.
    Um abraço.
    Maria Helena Fantinati

  40. PERGUNTA:
    Vim cair aqui recomendada por uma amiga. Não sei bem o que dizer. Tenho muitas dúvidas todos os dias. E todos os dias tenho receio de não estar a fazer as escolhas certas, e ao mesmo tempo de não saber abrir mão de outras. Desde nova que tenho interesses muito variados, gostava de desenhar, escrever e dançar. Quis ser escritora. Mas estudei Artes no secundário. Formei-me com licenciatura em Design. Mas desde a adolescência desenvolvi uma grande paixão pelo teatro, uma forma de arte que juntava a escrita, as artes plásticas e o gosto pelo trabalho corporal. Deixei de fazer design e dedico-me neste momento ao teatro. No entanto sofro com o estigma (sofro comigo, não são os outros que me fazem sofrer) de não ter formação superior na área. E ao mesmo tempo, nem sempre consigo estar realizada. Continuo a querer ser escritora, e pareço nunca encontrar maneira de encaixar isso nas 1001 actividades que vou arranjando. A verdade é que em quase tudo o que faço (e aqui custa-me a dizer pois parece vaidade) recebo elogios de que o faço bem, que sou uma boa actriz, que escrevo bem, que sou boa designer. Neste momento sinto que me tornei especialista de coisa nenhuma e no entanto parece que continuo sem saber escolher.

    Assunto: Dúvidas
    Se for dúvidas, escolha um assunto: Profissional – Sônia Pedreira de Cerqueira

    RESPOSTA:

    Primeiramente, não tenha receio de falar das coisas que você sabe fazer bem feito. O problema não é falar mas a maneira como se fala.
    Pessoas ligadas às artes como você costumam mesmo ter dúvidas quanto ao caminho a seguir. Sabe, não vejo problema em ter dúvidas, afinal elas nos acompanham durante toda a vida. O problema que vejo é você sofrer com as dúvidas. Um outro problema que norteia a dúvida é a questão da fantasia e expectativa que colocamos em cada possibilidade de trabalho, e consequentemente, a energia mental que consumimos com tudo isso.
    O ideal para você seria procurar a ajuda de um coach. Pois o processo de coaching ajuda você a traçar suas metas e desenvolver competências de acordo com seus valores, no sentido do seu sucesso.
    Quanto ao fato de você sofrer com o “estigma” que você cita, tenho uma pergunta a te fazer: será que este estima que você sente não vem de algo que você idealizou para você? Sabe, quando idealizamos demais nossa vida profissional tendemos a nos exigir demais e ao mesmo tempo temos a sensação de que nunca fazemos o suficiente. Quando nos damos conta que esta idealização começa a nos fazer sofrer temos que mudar nossos paradigmas e sermos mais flexíveis conosco. Não sei se você já tem um terapeuta, mas se não tem, o ideal que você procure um. Falo isso porque mudar paradigma sozinho não é fácil.
    Deixo aqui para você estas duas colocações. Espero que tenha contribuído, de alguma forma, para uma reflexão mais direcionada sobre suas dúvidas.
    Fico à disposição caso você queira me escrever novamente.
    Um abraço fraterno
    Sonia Pedreira de Cerqueira

  41. PERGUNTA:
    Boa noite!
    Mora em Brasília e gostaria ter uma indicação de um psicanalista que eu pudesse pagar, tenho algumas dúvidas e grande vontade de aprender a amar e crescer espiritualmente. Tenho um casamento desde 91, separamos e voltamos sem parar, dói muito e mais ainda quando voltamos e não crescemos, eu quero as mesmas mudanças nele e eu não mudo, ele não muda. Difícil. Percebi que somos bem parecidos. Ele com essa culpa enorme … três filhos do primeiro casamento e se doa emocionalmente e financeiramente a eles e eu não concordo com várias atitudes, egoísta, sim, e às vezes, não. Deixei de fazer várias coisas por ele, por não querer ver ele emburrado e ficarmos sem conversar. Bem, podem me ajudar, me indicar um psicanalista em Brasília. Por que não o esqueço? Muito obrigada. Boa noite. Luce.
    Assunto: Dúvidas
    Se for dúvidas, escolha um assunto: Cristianismo – Pe. Jeferson Luis Leme

    RESPOSTA:
    Ola Maria Luce.
    Quero começar mostrar pra você que dentro de um casamento existe uma diferença sobre o amor. Geralmente nós casamos para sermos felizes. Casamos para viver bem e ser amado. É aí que cometemos os erros. Na psicanalise se estuda sobre o amor condicional e o amor incondicional. Vamos lá! O que é o amor condicional? O AMOR CONDICIONAL é essencialmente egocêntrico, é aquele que, para estar feliz, desenvolve a motivação de receber segurança e reconhecimento das pessoas, coisas e sistemas. É o amor que se realiza na obtenção da metade pretendida. Que exige do outro, mas não de si mesmo, que se frustra e agride com muita facilidade (lado demo), sofrendo e fazendo sofrer. Muitas vezes, o nosso amor metade se cala para não perder seus anhos ilusórios, que estabelecem a base de sua felicidade (lado anjo). E o que é o amor incondicional? AMOR INCONDICIONAL é aquele que, para estar feliz, se doa em compreensão, em tempo, afetivamente e materialmente, para proporcionar felicidade a tudo e a todos, não esperando receber em troca nada de ninguém, compreendendo, naturalmente, os constrangimentos e restrições da vida. Então, você percebeu que nós não podemos esperar nada de ninguém pra ser feliz. Se não a frustração é grande. Ame a tudo e a todos, sem preconceitos sem máscaras, vencendo o hábito de julgar o que não pode ser avaliado pelo seu padrão imperfeito. Mesmo que não goste de algo não reclame de nada e de ninguém, isto só lhe causará dissabores. Dê tudo que você puder para a felicidade alheia, não esperando nada de ninguém.
    Não tenha compromisso com as pessoas e sim com o amor que sente por elas. As pessoas são egocêntricas, insensatas e ilógicas. Perdoe-as assim mesmo. Lembre-se que afinal das contas o seu compromisso evolutivo é com Deus. Nunca foi com as pessoas. Por isso não espere nada de ninguém para ser você mesmo. Você não nasceu para casar, ter filhos ou trabalhar. Tudo isso são processos meio para o seu aprendizado evolutivo através da renúncia das suas necessidades egocêntricas.
    Espero que tenha ajudado
    Abraços, Pe. Jeferson Luis Leme

  42. PERGUNTA: Olá, Tenho 20 anos e sou estudante. Vou contar um pouco sobre minha história e como tenho vivido ultimamente: Tenho seis irmãos, filhos do meu pai e da minha mãe que são casados. Quando criança sempre me senti muito criticada, muito reprimida e extremamente protegida por meus pais. Só ia a escola e não tinha outras atividades. Eu era pobre e me sentia muito inferior as outras crianças por que não tinha as mesmas experiencias que elas (eu só ficava em casa e ia a escola). Quando tinha 13 anos fiquei muito deprimida e só ia a escola, fazia a comida em casa e lia livros… Sentia muita dor por não poder sair como meus colegas, por ser diferente, por não fazer nada além de ir para escola e ainda tinha a sexualidade muito reprimida, então as descobertas, primeiro beijo e todas essas coisas foram barradas pela meu medo. Quando fiz 15 anos conheci um garoto que é muito bonito que quis ficar comigo e eu só queria experimentar o primeiro beijo. Eu fui ter com ele mas ele queria mais do que me beijar e quando eu disse que não, ele continuou. Sinto vergonha disso, já se passaram 5 anos e sinto que sempre que me recordo tenho que me recompor. Sinto que sempre deixei as pessoas fazerem o que queriam de mim.
    Agora tenho andado muito melhor que antes, sou mais experiente, gosto mais de mim, e tenho reconhecido tanto como o meu ego me faz sofrer: sou vaidosa, invejosa, me irrito, sou preguiçosa, sinto ciumes e ainda vem o recalque para me “proteger”, me tornando vítima, dando desculpas sobre coisas que são responsabilidades minhas.
    Enfim é difícil contar muitos coisas, mas tenho sofrido menos e olhado a vida com mais esperança e amor, acho eu.
    O blog de vocês é muito bom, nos dá luzes em meio a momentos de medo e dor…
    Obrigada pelo trabalho que fazem que é cheio de amor…
    Abraços, Isabela
    Assunto: Depoimentos
    Escolha um assunto: Adolescência – Claudia Pedrozo

    RESPOSTA:
    Olá, Isabele! Lindo nome… nome de princesa. Pena que você se sinta um patinho feio! Seu desabafo traz muitas afirmações negativas sobre si mesma e isso não é legal. Você diz que as pessoas se aproveitam de você, mas senti nas suas palavras que você se deixar aproveitar. Aliás, você precisa que se aproveitem para se sentir amada e também para se redimir de experiências que te trouxeram muita culpa. Se deixar aproveitar e quebrar a cara expia a culpa! É uma atitude masoquista que precisa ser mudada.
    Percebo nas suas palavras uma grande quantidade daquilo que chamamos de RAMEN – Registro Emocional de Memórias Negativas – acumuladas dentro de você. Estas memórias fazem com que sua auto estima seja baixa, que você se desvalorize e fique esperando que os outros façam para você o que nem você está fazendo por si mesma, ou seja se amar.
    As características que você descreveu de si mesma deixam isto bem claro para mim. Todos estes rótulos que você se deu mostram uma pessoa que busca a segurança e o reconhecimento alheio para sentir-se feliz e ao não conseguir, sente-se frustrada, com raiva de si e do mundo.
    Tudo isto é normal se não for potencializado. Todos nós seres humanos buscamos reconhecimento e segurança. Queremos ser amados, aceitos e valorizados, queremos nos sentir seguros fisicamente e emocionalmente. Até aqui tudo bem! Os problemas começam a aparecer quando passamos a esperar dos outros este reconhecimento e esta segurança de forma crônica, doentia, em demasia! Colocar nossa felicidade fora de nós é certeza de sofrimento!
    Minha sugestão é que você se ame e se perdoe! Se ame porque você é um ser único, dotado de faculdades, de força, de potencial para a divindade. (Jung chamava isso de Self!). Precisa se entender humana, logo imperfeita. Precisa parar de se depreciar e de se vitimar. Com estes comportamentos, você corre o risco de afastar as pessoas que te amam. Pare de se comparar. Quando nos comparamos, nos colocamos acima ou abaixo das pessoas e estas duas atitudes nos fazem “pisar”, magoar aqueles que consideramos menos que nós (Jung chama esse comportamento de “anjo”) ou de sermos propiciatórios, nos fazermos de “capacho”, esperando o amor e a atenção daqueles que consideramos mais que nós (comportamento “demo”). Ao não alcançarmos nossos objetivos, nos frustramos e sofremos. Vou te dar uma tarefa: todo dia, ao acordar, antes de sair da cama, respire fundo e agradeça a Deus o privilégio da vida, as dificuldades que te impulsionam rumo ao crescimento. Saia da cama, se arrume e antes de sair de iniciar suas atividades do dia, olhe para você no espelho e se valorize, falando assim: Eu sou única, sou um ser especial, dotada de defeitos e qualidades! Eu me amo. E neste dia não vou me boicotar. Apenas por hoje não vou… (me comparar, vou me depreciar, me culpar, não vou esperar que os outros me valorizem… enfim algum comportamento que você queira mudar). Apenas hoje vou me amar! Esta é uma forma de criar novas conexões mentais que auxiliarão na mudança dos velhos comportamentos depreciatórios.
    Se perdoe pelo que houve… é passado, passou! No fundo talvez você guarde uma culpa porque sabe que de alguma forma, disse não, querendo dizer sim! O menino bonito que te queria era um prêmio para sua vaidade e para sua baixa auto estima. Talvez seja isso que incomode tanto. Você deu algo valioso e mesmo assim ele se foi e você ficou só, “usada e abusada”… Você já parou para pensar que também usou o rapazinho? Pense nisso. Emocionalmente esta é a história que você criou para você mesma para lidar com a rejeição e a frustração. Vou sugerir aqui também uma tarefa. À noite, quando você estiver deitada, faça um relaxamento básico, imagine-se numa rede, num lugar calmo, onde você se sinta tranquila. Procure sentir o vento nos seu rosto, a serenidade no seu corpo. Imagine a figura de um sábio (pode ser uma fada, um anjo, um padre, enfim alguém que te inspire sentimento de proteção). Este sábio te convida para andar e vocês caminham por um lindo campo e param embaixo de uma árvore, onde há um lugar para você sentar, deitar se quiser e repousar. Vocês se sentam e você começa a sentir seus olhos pesados, cansados e eles se fecham. De repente você e seu sábio estão viajando no tempo e chegam ao dia do seu primeiro beijo. A Isabelle de hoje, ADULTA e mais racional, abraça a Isabele ADOLESCENTE e sonhadora, aconchegando-a. A Isabele Adulta conversa com a Isabele Adolescente, dizendo a ela que entende por ela estar assustada, por se sentir invadida e triste, mas que ela não foi vítima do rapaz, pois no fundo também queria viver esta experiência, porém que esperava uma atitude mais romântica, que na época vocês – você e o rapaz – não tinham maturidade para viver. Olhe para o rapaz e fale para ele o que você esperava e com o você se sentiu com a atitude dele. Ouça o pedido de desculpas que ele faz. Entenda que vocês eram duas crianças, cheias de desejos, de idealizações, de sonhos. Perdoe o rapaz e a si mesma. Se abracem. Se despeça deles. Veja que a Isabele Adolescente vai embora se sentindo leve e feliz. Pegue na mão do seu sábio e volte serenamente para baixo da árvore. Despeça-se do seu sábio e volte para a rede onde tudo começou. Ao lado da rede há uma prateleira. Nela há uma caixa. Pense em dois sentimentos ou duas sensações ou dois aprendizados POSITIVOS que você teve com essa experiência. Coloque estas palavras na caixa. Esta é SUA caixa de recursos. Todas as vezes que você precisar, quando se sentir insegura ou reviver esta experiência, lembre-se das palavras que você tem na caixa de recursos, repita-as para si mesma várias vezes e sinta-se fortalecendo.
    Se tiver condições, procure um analista e trabalhe estes sentimentos negativos e traumas que atrapalham sua vida e fazem você sofrer.
    Lembre-se sempre: a dor é inevitável. O sofrimento é opcional! Você não pode impedir a dor de chegar, mas pode escolher a intensidade do sofrimento que vai vivenciar com esta dor.
    Um grande abraço.
    Claudia Pedrozo

  43. Pergunta: Bom Dia, tenho sonhado repetidamente com crianças (normalmente 2 uma menina e um menino) e nos sonhos estou sempre castigando-os.. .sei q se trata de minha criança interior, mas não sei se esse ato de castigar continuamente é um caminho para crescimento ou apenas reprimo algo de infantil…

    Alguém poderia comentar???
    Obrigada
    excelente Blog
    Gde abs, Vivi,

    Resposta:
    Vivi,
    Eu agradeço o seu email, mas como eu sou de outra área, preferi encaminhá-lo à Cláudia Pedroso para que ela, como psicanalista, lhe dê uma melhor orientação. Abs, R. C. Migliorini.

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