Homeopatia – parte 2

(Maria Helena Fantinati)

homeopatia

Oi pessoal, nosso assunto continua sendo o medicamento homeopático.

Na semana passada comentei que estes medicamentos são manipulados fazendo-se diluições de substâncias, que podem ser de origem  vegetal,  mineral  e também animal.

Mas tem ainda uma outra condição, além das diluições,  para se obter um medicamento  homeopático:  as dinamizações, ou seja, é necessário que as diluições sejam submetidas a agitações apropriadas, chamadas sucussões, para que a informação da substância original passe para a solução de água e álcool que compõem uma matriz de um  medicamento homeopático.

Hahnemann, o fundador da homeopatia, observou que se ele diluísse muito uma substância para que não fizesse mal a quem a tomasse, chegava um ponto em que ele não conseguia mais o  efeito desejado, pois já não havia  mais matéria naquela solução.

Como então, ele teve a intuição de dinamizar estas diluições?

Ninguém sabe ao certo, mas conta-se que algumas diluições eram  transportadas  a cavalo de um lugar para outro. Neste caso, quando estas soluções eram usadas para curar alguma enfermidade o efeito terapêutico desejado era observado, enquanto que  com as que não tinham sido sacolejadas pelos movimentos do cavalo este efeito não acontecia.

A única  diferença entre elas era o fato das primeiras  terem sido  “agitadas”.

Assim, passou a fazer as dinamizações nas diluições e comprovou que este procedimento  era necessário para se obter um medicamento homeopático.

Vale lembrar que em altas diluições, não há mais principio ativo.  Há somente a informação que ficou ” impressa” naquela solução.

Uma curiosidade sobre o medicamento homeopático é que quanto maior sua potência, ou seja, quanto maior o número de diluições e dinamizações,  mais ele consegue atingir sintomas de origem mental, sendo usado freqüentemente  para  tratar sintomas  emocionais.

Uma  diferença importante em relação ao medicamento  alopático é no modo de agir:  enquanto  a ação dos medicamentos alopáticos é física, atuando na matéria, a dos homeopáticos é sobre a energia vital do nosso corpo.

Quando há um desarranjo desta energia, a consequência é o surgimento dos sintomas das patologias.

Assim,  o que o medicamento  homeopático faz é reequilibrar esta energia fazendo com que os sintomas desapareçam.

Já falamos sobre 3 princípios fundamentais da homeopatia: semelhante cura semelhante, experimentação no homem saudável, doses mínimas e dinamizadas e por último, o medicamento único, que é usar um só tipo de medicamento homeopático para um determinado grupo de sintomas. Este último fundamento é seguido pelos homeopatas unicistas, porém, há outra escola de homeopatia que usa mais de um tipo de medicamento para tratar determinados sintomas, constituindo-se nos homeopatas pluralistas.

De qualquer forma, ambas as tendências tem sua razão e eficiência comprovadas no tratamento das doenças.

Até semana que vem.

Um pensamento sobre “Homeopatia – parte 2

  1. Não entendi uma coisa: o texto, ora fala que é negativo, ora que é positivo as altas diluições, ou seja, pouca concentração da substância:
    “…se ele diluísse muito uma substância para que não fizesse mal a quem a tomasse, chegava um ponto em que ele não conseguia mais o efeito desejado…”,
    “Uma curiosidade sobre o medicamento homeopático é que quanto maior sua potência, ou seja, quanto maior o número de diluições e dinamizações, mais ele consegue atingir sintomas de origem mental”
    Afinal, quanto maior o remédio homeopático for concentrado é melhor ou pior para o paciente?
    Obrigada!
    Caroline

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