Deus é amor

(Padre Jeferson Luis Leme)

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Texto bíblico: 1Jo 4, 7-1

Muitos acreditam que Deus não existe. Como provar? Aos que digam que Deus não existe pelo fato da violência, da brutalidade contra a vida humana e a desigualdades que existem no planeta. Aos que digam que Deus é uma simples invenção do homem para a manipulação das massas. Bom tudo isso passa pelas nossas mentes, porém, quando o “sinto aperta” recorremos a Deus. É a partir daí que vamos falar um pouco sobre esse Deus que é Amor.

O autor da leitura da Palavra nos fala que o critério para sermos filhos de Deus, é o amor. “Amemo-nos uns aos outros, já que o amor é de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. Quem não ama não conheceu Deus, porque Deus é amor”. Aqui o verbo “conhecer” tem a profundidade bíblica da experiência e do contato pessoal. O conhecimento de Deus, que é a fé e o amor dão a cada um de nós, é imensamente superior ao intelectualismo filosófico ou gnose platônica.

Na Bíblia, na teologia cristã e na histórias das religiões e da filosofia há múltiplas definições de Deus: São João diz que Deus é amor. Eis aqui uma definição sempre atualizada e uma teologia inteligível para o homem de todos os tempos e lugares. É a partir da revelação do Deus-amor havia de nascer o cristianismo-amor de Jesus.

Dizer que Deus é amor é afirmar que não é só uma pessoa que ama, mas que é o amor mesmo em pessoa. Por isso, como poderemos ser filhos nascidos de um Deus que é amor se não amamos nós também? E como poderemos dizer que o conhecimento se não amamos a ele e aos filhos, os homens?

Nesse sentido, podemos dizer que a crise de amor é crise de fé, porque a fé cristã é acreditar em Deus que é Amor, com maiúscula, e a fonte transbordante e inesgotável do mesmo. Daí a afirmação de São João: todo aquele ama nasceu de Deus e conhece-o. É o amor que facilita o conhecimento das pessoas e a aprendizagem das coisas, das profissões e dos ofícios. Nesse sentido, quando uma pessoa ama o seu trabalho, dizemos que tem vocação para ele; é o amor que lhe dá a competência e a ajuda a decifrar mistérios inexplicáveis.

No diálogo da fé que leva ao conhecimento de Deus, é ele que tem a iniciativa; isto é, é o primeiro que ama, oferecendo a sua amizade e admitindo-nos no círculo aberto do seu amor trinitário para fazer-nos seus filhos e filhas por amor. São Paulo, que refletiu muito sobre tudo isso, afirma que “Deus escolheu-nos, na pessoa de Cristo, antes de criar o mundo…, e destinou-nos, por pura iniciativa sua, a sermos seus filhos. O tesouro da sua graça… foi uma riqueza para nós” (Ef 1, 3ss). Por isso, definir Deus como amor não é uma mera gratificação afetiva nem uma efusão poética, mas sim, uma realidade fascinante.

 

 

 

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