FRUSTRAÇÃO, LIMITE, LIBERDADE E CRIATIVIDADE

(R. C. Migliorini)

Criatividade

Na semana passada, eu recebi dois comentários no Facebook por conta do texto “Avanços e retrocessos“ publicado no Fãs da Psicanálise. Neles, uma pessoa referiu-se à frustração e outra ao embate mente-corpo, palavras mencionadas por mim no texto. Ambos chamam a minha atenção para o fato de que essas são condições humanas que ocorrem a todos, deficientes ou não.

A frustração, por exemplo, ocorre quando o ser ou a situação ideal não corresponde em 100% ao ser ou à situação efetiva. Isso é: nunca. Segundo alguns psicanalistas, isto tem início na ocasião em que a mãe não atende de pronto ao desejo do(a) seu/sua filho(a), de modo que a criança começa a perceber que sua mãe não é continuação de si.

Ou seja, sem a frustração a criança não cresce. Tampouco desenvolve habilidades como criatividade ou curiosidade científica, sendo que as duas seriam uma espécie de negociação entre a realidade imutável e o puro sonho.

Isso me lembra o que Fayga Ostrower (já a citei anteriormente) diz sobre limite, delimitações, liberdade, e criatividade. Conforme a autora, as delimitações são fatores determinantes para se perceber e configurar, pois é no respeito pela existência finita de tudo que é, que elas incentivam e motivam a criação. Ostrower afirma que do respeito às delimitações sobrevém a verdadeira coragem diante da vida. Inclusive a elaboração daquilo que talvez nos seja mais difícil: os limites da própria vida individual: a morte. Para ela, os poucos indivíduos que conseguem realizar esta elaboração atingem uma admirável e generosa coragem de viver, e com ela, o exercício pleno da vida.

E prossegue:

Essa capacidade de reconhecer limites […] permite ao indivíduo agir livremente. Não se trata nunca de limites abstratos. Trata-se, isso sim, do acatamento de possibilidades reais de cada coisa e de cada ser […].

Assim sendo, raciocina que

se por algum motivo tivéssemos que atribuir uma única qualificação condicional para o que é criativo, essa qualificação seria a adequação e não a inovação nem a originalidade. Seria a maneira justa e apropriada pela qual se corresponderiam as delimitações de um conteúdo expressivo e as qualificações de uma materialidade.

Encerra dizendo que “a criatividade é a essencialidade do humano e que criar é tão difícil ou tão fácil como viver.” E é, igualmente, necessária.

Um pensamento sobre “FRUSTRAÇÃO, LIMITE, LIBERDADE E CRIATIVIDADE

  1. A criatividade tem como um dos seus princípios o que cabe ao EGO se esforçar em busca de uma produtividade original ou não, já que PLATÃO disse que estaríamos sujeitos a repetir os clássicos GREGOS. Repetindo ou não, estaremos sujeitos a inspirações e capacidades de expressão destas inspirações. Bem , acredito que uma fundamentação da paternidade e maternidade bem estabelecida no infante é uma importante mola propulsora par o aforamento das funções saudáveis da criatividade na adultez saudável ou não, já que na PSICOSE há muita criatividade latente e terapeuticamente deveria ser expressada em obras. Assim, uma veia criativa também poderá despontar da lama de uma vida mal marcada em NARCISISMO PRIMÁRIO. ORA se assim não o fosse os PSICANALISTASpoderiam encerrar a profissão de vez e FREU e JUNG teriam atestado declaração de puro ofício enganoso, E todos sabemos que não é assim, pois muita veia criativa surgirá em decorrência de uma boa análise e avanço das funções psicológicas rumo ao (SELF) LACANIANO/FREUDIANO, ou inconsciente COLETIVO JUNGUIANO… Uma vez havendo um avanço das funções PSICOLÓGICAS DO SUJEITO (INDIVIDUAÇÂO OU MATURAÇÃO) a criatividade deverá brotar sem necessidade do esforço de vaei criativa alimentada por livros ou por internet,Um poder da criação oculto no inconsciente tem que ser acessado e fórceps nenhum vai nos dar acesso a tal riqueza do INCONSCIENTE.

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