Só sexo, ok?

(Paulo Jacob)

sexo so

Olá! Como vão?

Hoje vou abordar um assunto que conversei com uma paciente durante uma sessão de terapia.

Já fazia um tempo que ela não tinha relações sexuais, pois tinha se separado do marido há pouco tempo. Mas a vontade era grande de encontrar uma outra pessoa para transar, gerando até uma certa ansiedade nela.

Falei para ela ter paciência, pois ainda estava digerindo a separação, e que certamente ela iria encontrar alguém para matar aquela vontade, que sem dúvida um dia ela iria ter essa oportunidade.

Bom, o tempo passou e ela encontrou uma pessoa, na verdade ela foi pega de surpresa, pois já fazia um tempo que não via essa pessoa, pois eles já se conheciam, mas há algum tempo não se viam. Papo vai, papo vem, e eles acabaram saindo um dia, até que aconteceu aquilo que ela tanto queria.

Mesmo ela deixando claro para ele, que o interesse dela nisso tudo era apenas sexo, ele cobrou dela um algo a mais, ou seja, que durante aquela transa, ela agisse de uma maneira mais carinhosa, atendendo as necessidades dele tanto fisiológica (sexo), como psicológica (carência afetiva), o que fez com ela na mesma hora perdesse a vontade de continuar com ele.

Não vou aqui julgar se ela ou ele que estão certos, até porque esse pensamento de certo e errado é muito relativo, sempre depende do ponto de vista que observamos uma situação. Mas o que considero válido, é que tanto ela como ele estavam nessa relação apenas para saciar necessidades físicas e psicológicas (apenas dela falar que no caso dela era apenas sexo, e nada mais, ou seja, fisiológica). E também aqui quero deixar claro que não há nada de errado nisso, apenas acho que é bom senso que ambos deixem bem claro um para o outro, qual a real intenção de cada um nessa relação.

Alguns poderão pensar que ele por querer algo a mais, como por exemplo ouvir palavras amorosas, se sentir amado e querido por ela, que ele nesse cenário é uma pessoa melhor que ela, mais empática. Mas que tal pararmos para pensar, e diferenciar uma pessoa “sensível, carinhosa” por interesses egocêntricos, ou seja, visando apenas saciar suas necessidades próprias (carência afetiva), e de outro lado uma pessoa com as mesmas qualidades, mas que age assim porque gosta de ver o outro feliz, quando faz com que o outro se sinta amado, querido, e sem ter necessidade alguma de receber os mesmos elogios em troca? Percebem a diferença? O que eu gostaria que pensassem, é que tanto ela como ele estavam totalmente egocêntricos nesse caso, e que o fato dele agir de uma maneira mais carinhosa com ela, na verdade é porque ele queria ter o retorno disso, ou seja, fez para receber. Não tem nada de empático nisso.

E geralmente quando agimos egocentricamente, a probabilidade de nos frustrarmos é praticamente certa, o que foi que aconteceu com ele, pois criou uma expectativa que ela em momento algum alimentou.

E nesse caso eu me pergunto, até que ponto esse cara não estava mais precisando mesmo era de um colo de mãe, e não de uma mulher para transar? Mas aí já é um outro assunto…

Se a sua relação com outra pessoa é apenas por sexo, ou não, faça o que tiver que fazer porque quer, e não porque quer ter retorno, entende? Quer elogiar, abraçar, beijar, faça, mas não espere nade de volta, ninguém é obrigado a te fazer algo, cada um faz porque quer! E fazer por obrigação é fazer algo contra sua vontade, e isso reflete na sua relação, porque o inconsciente da outra percebe que aquilo não é autêntico, e sim falso.

Seja verdadeiro, e não falso!

Abraços e até a próxima!

13 pensamentos sobre “Só sexo, ok?

  1. De qualquer modo (cobrando ou não do outro), a postura por se assumir é a da desmedida hipocrisia sincera e fria. Não é por um contrato prévio que há exumação de culpa, nem tampouco por se negociar os desejos que somos verdadeiros!
    Mais falso que isso…
    que sem graça viver então!

  2. Caro Jeferson, acho que o autor procurou e achou o significado de Empatia. Quanto a você, sinceramente, acho que você procurou, mas não entendeu o que leu. Por favor releia e volte aqui e se desculpe com o autor publicamente e com o público. Diga que você se “equivocou”.

  3. O rapaz foi egocêntrico… tem carência de colo de mãe… Paulo Jacob, em quantas sessões com ele, você chegou a essa conclusão??? Ou você aplicou os clichês de psicologia pra definir uma pessoa a partir de um análise “contaminada” (dada pela sua paciente, que se envolveu com ele)???

    Pelo que li no seu texto, NINGUÉM foi egocêntrico… porque ambos sabiam o que queriam e sabiam que aquilo não era um relacionamento sério… ele só queria que ela fosse mais carinhosa… Antes que você diga em altos brados “isso é carência”, admito: pode ser!!!….. mas será uma carência temporária (naquela semana ele estava mais carente) ou algo preso à sua personalidade??? Também pode ele pode ter uma personalidade menos carnal e mais romântica, mesmo querendo sexo sem compromisso, e isso não é paradoxal, só um comportamento na hora do sexo.

    Será que, por outro lado, a sua paciente estaria buscando algo tão carnal, mas tão carnal que não existe ou, pelo menos um ser humano não é capaz de oferecer??? Será que o que ela busca estaria mais pra um fetiche de sexo frio e instintivo do que um sexo mais “humanizado”??? Ou até mesmo ela estaria querendo sexo, mas por não ter superado a separação, está fugindo de qualquer coisa que se assemelhe com “carinho”???

    Ou seja os dois buscaram a mesma coisa… APENAS o perfil de ambos era diferente… e, como a relação deles era apenas casual, não precisou de muito pra cada um ir pro seu canto… apenas uma incompatibilidade de perfil na hora da transa…

    Enfim, o que eu aproveitaria do seu texto é: “E geralmente quando agimos egocentricamente, a probabilidade de nos frustrarmos é praticamente certa (…) Se a sua relação com outra pessoa é apenas por sexo, ou não, faça o que tiver que fazer porque quer, e não porque quer ter retorno, entende? Quer elogiar, abraçar, beijar, faça, mas não espere nade de volta, ninguém é obrigado a te fazer algo, cada um faz porque quer! E fazer por obrigação é fazer algo contra sua vontade, e isso reflete na sua relação, porque o inconsciente da outra percebe que aquilo não é autêntico, e sim falso.

    Seja verdadeiro, e não falso!”…

  4. E quando você quer abraçar, elogiar, beijar e as pessoas não querem? Será que sabemos qual a hora de entrar no espaço do outro? E quando queremos abraçar, beijar e as, pessoas, os grupos e a sociedade nos impõem um limite de que não se pode fazer? Além disso o seu sim ou o seu não também influenciam na outra pessoa. A lei da ação e reação está aí!

  5. Árdala,
    Todos nós queremos ser correspondidos, todavia será que o outro quer? O outro pode fazer por obrigação pra te agradar e não por vontade própria.
    O que o autor quis dizer, é q se o outro fizer por obrigação será para atender o seu desejo, o seu ego. E na história cada um estava tentando suprir os seus desejos(ego).

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