O incômodo da tentação

(Padre Jeferson Luis Leme)

fechadura

Texto bíblico: 2Sm 11.2

Quantas vezes ouvimos falar em tentação?  Ou quando nos sentimos tentados a algo?  Tentação é o convite quase diário feito pela pecaminosidade latente, pelas circunstâncias da vida. É claro que aqui vale lembrar nossas tendências e o nosso lado egocêntrico. Tentação, na verdade, é uma experiência desagradável que dura a vida inteira, com possíveis intervalos de curta duração. No Evangelho de Lucas registra que o diabo, depois de “tentar Jesus de todas as maneirar, foi embora por algum tempo”, esperando outra oportunidade (Lc 4.13).

A tentação provoca um sério atrito entre a boa, agradável e perfeita vontade de Deus e a vontade do pecado (aqui as nossas estruturas egocêntricas e as tendências). Uma oferece resistência a outra. A pessoas cai em pecado quando sacrifica a vontade de Deus para realizar a vontade que naquele momento toma conta de si. Vamos lembrar quando Jesus disse; “Daí a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que de Deus”. Ao ver “uma mulher muito bonita tomando banho”, o rei Davi passou por cima de tudo e fez a vontade da tentação.

Na Carta de Tiago (1.14), nos ensina que “as pessoas são tentadas quando são atraídas e enganadas pelos seus próprios desejos”. Sendo assim, agimos egocentricamente sem pensar no próximo, frisando somente os nossos desejos, buscando a felicidade nas coisas, sistemas e pessoas, caído na tentação.  A tentação pode ser uma mera sugestão interna (que procede da carne), externa (que procede do ambiente) ou etérea (que procede das forças espirituais do mal que vivem nas alturas).

A tentação é exposta, mas nunca imposta. Negar-se a si mesmo dia após dia, principalmente na hora da tentação, é a única maneira de não ceder ao convite pecaminoso. Jesus diz: “Se alguém quiser me seguir, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Lc 9.23). Ora, não há mistério em negar-se a si mesmo. Isto é, é dizer um corajoso e persistente não aos desejos provenientes da tentação, das tendências e das estruturas egocêntricas elaborando e compreendendo a vida.  Por quantas vezes? Todas as vezes que forem necessárias e sem a menor perda de tempo. Quanto mais se demora em dizer não, mais difícil torna-se a vitória sobre a tentação. Lembre-se que a pessoa tentada precisa ser humilde e admitir que não é fácil vencer a tentação. Ela precisa de forças que vem de cima e de domínio próprio.

Para concluir, penso que umas das orações poderosa é a Oração do Pai Nossa. Lá, Jesus nos ensina a pedir: “Não nos deixei cair em tentação, mas livra-nos do mal, Amém! (Lc 6.13).

 

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