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Os efeitos colaterais dos Antidepressivos

(Maria Helena Fantinati)

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Continuando a falar sobre os antidepressivos, esta classe de medicamentos vem sendo usada de forma inadequada nos dias atuais.

Como  foi comentado no texto anterior, estes medicamentos não tratam da causa da depressão e sim dos sintomas. Portanto, é necessário também que a pessoa busque ajuda para solucionar os conflitos que  estão na origem  da depressão para que a cura seja completa.

Apesar do desenvolvimento de muitas substâncias antidepressivas, de existirem vários medicamentos modernos, a eficiência deles é semelhante.

Por isso, é comum o médico escolher um antidepressivo levando em consideração  os efeitos colaterais que ele pode provocar no paciente, já que que a eficácia é parecida.

Um efeito colateral importante a ser considerado durante o tratamento é a diminuição da libido, ou seja, do desejo sexual, provocada pelo uso de alguns destas substâncias , como a fluoxetina, a sertralina, a clomipramina, a imipramina, a venlafaxina, a amitriptilina, enfim, quase todos os anti depressivos, com exceção da bupropiona.

Este é um fator complicador do tratamento, porque  há uma melhora no humor do paciente, mas há também uma diminuição significativa da libido, complicando seus relacionamentos afetivos.

Por este  motivo,  muitas pessoas abandonem o tratamento.

Os antidepressivos podem ser usados com outras finalidades. Por exemplo:  há alguns anos atrás, era comum incluir em fórmulas para emagrecimento a fluoxetina entre os componentes, devido a fato dos anti depressivos agirem aumentando a saciedade para carboidratos, o que leva a pessoa a sentir  menos vontade de comer doces.

Felizmente, esta prática vem diminuindo bastante, pois o uso de antidepressivos altera a bioquímica dos neurotransmissores, podendo  ocasionar efeitos colaterais  sérios, como o aumento da pressão arterial, além de outros efeitos  mais leves como  boca seca, enjoos, dor de cabeça,  etc.

Um uso interessante dos antidepressivos é no tratamento de  dores intensas  presente nas  lombalgias e  na fibromialgia. Nestes casos, é comum o médico prescrever a amitriptilina para  diminuir a dor,  tendo um efeito muito bom para esta finalidade.

Freqüentemente o antidepressivo é usado quando o paciente apresenta muita ansiedade.

Dependendo do estilo de vida da pessoa, a ansiedade  é bastante comum.

O stress, provocado pelo excesso de preocupação, o  medo, a percepção de vida voltada somente pelo materialismo, as grandes frustrações, a incapacidade de lidar com perdas, juntamente com mágoas e culpas acumuladas durante a vida são fatores que levam à  depressão.

Não é à toa  que esta classe de medicamentos seja um das mais vendidas na atualidade.

Quando vamos despertar para um estilo de vida mais saudável?

Quando vamos mudar nossos parâmetros de felicidade?

Quando começarmos a usar o “medicamento” natural que todo ser humano possui dentro de si, que é  viver em função de  ser e não em função de ter, na prática do amor e dos bons sentimentos, começaremos a vencer a depressão e outras doenças relacionadas ao nosso modo de viver.

Não podemos esquecer que o uso de anti depressivos é importante e necessário nas depressões severas e em casos de risco de suicídio e foi um avanço no tratamento destes estados.

Os antidepressivos são ferramentas que nos ajudam nos momentos críticos,  mas não são “mágicos”, cabendo a cada um a responsabilidade por resolver os  conflitos e assim mudar a sua maneira de perceber os desafios da vida.

Até a próxima!

OS ANTI-DEPRESSIVOS

(Maria Helena Fantinati)

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Olá pessoal!

O assunto desta semana é o uso de  anti-depressivos, um tipo de medicamento muito utilizado,  pois a depressão é um mal que afeta milhões de pessoas no mundo todo.

Em meados do século passado, pesquisas mostraram que pessoas depressivas tinham baixo nível de uma substância chamada serotonina, uma molécula presente no cérebro, que é responsável pelo  controle do humor, além de outras funções.

Desde então, vem sendo desenvolvidos medicamentos para combater a depressão  e então  surgiu a primeira classe de anti-depressivos chamada de anti-depressivos tricíclicos, cujos principais representantes são a amitriptilina, a clomipramina, a imipramina, dentre outros e que são ainda muito utilizados nos dias atuais.

Outros medicamentos mais modernos foram sendo desenvolvidos ao longo dos anos, como a fluoxetina, a sertralina, a paroxetina, a bupropiona,a  venlafaxina, etc e são muito eficazes também, sendo amplamente receitados pelos médicos.

Apesar dos anti-depressivos  melhorarem  o humor do paciente, temos que entender que eles vão agir no sintoma e não na causa do processo depressivo.

A depressão, para a psicanálise, não tem causas puramente bioquímicas, ou seja, não é ocasionada somente pelos baixos níveis de serotonina.

Na verdade, sempre existe um conflito psíquico que dá origem a este processo.

São vários os exemplos de conflitos: perda de emprego, fim de relacionamento, morte de um ente querido, perda de bens materiais, acontecimentos  que fazem parte da vida, mas se não forem bem  resolvidos  podem iniciar um processo onde há intensa perda de auto-estima, levando a pessoa a desenvolver um stress crônico, cuja consequência pode ser o desenvolvimento da depressão.

Atualmente, sabe-se que a depressão está intimamente relacionada ao stress.

O stress crônico leva a uma inflamação de uma região do cérebro, chamada hipocampo, que está relacionada à produção de serotonina, mantendo sua concentração em níveis adequados.

É importante saber que os anti-depressivos  são necessários, principalmente se a pessoa está em um processo depressivo grave, em que a capacidade de raciocinar e de tomar decisões adequadas estiverem comprometidas.

Este medicamento vai ajudar o organismo a ajustar os níveis de serotonina e de outras substâncias semelhantes a ela  presentes no cérebro, fazendo com que o funcionamento cerebral volte a  funcionar normalmente.

O antidepressivo demora, em média, de 20 a 60 dias para começar a fazer efeito.

Depois disto, é necessário que a  pessoa procure terapia para cuidar das causas que originaram os conflitos, para que  consiga uma cura verdadeira.

Um dos principais problemas é que quando o sintoma é tratado, algumas pessoas acham que estão curadas e que não há necessidade de resolverem os seus conflitos.

Isto é um erro, pois o anti-depressivo não trata da causa da depressão.

Por isso, freqüentemente  há recaídas e a depressão volta, mais intensa e mais difícil de tratar, sendo necessário, muitas vezes, a mudança do anti-depressivo ou o aumento da dose  para que a pessoa consiga sair deste processo.

Este assunto é muito complexo. Vamos falar mais sobre ele semana que vem! Até lá!

 

 

 

 

 

O USO DE MEDICAMENTOS E DROGAS NA GRAVIDEZ

(Maria Helena Fantinati)

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Alguns cuidados são importantes  ao tomar medicamentos durante o período da gravidez, pois algumas substâncias tem a capacidade de atravessar a placenta e causar efeitos sobre o feto. Tais efeitos incluem malformações, alterações bioquímicas e de comportamento.

Estas informações também são válidas para a ingestão de drogas.

Durante os três primeiros meses de gravidez este cuidado é fundamental pois o feto está no início de seu desenvolvimento, as  células estão  se multiplicando e começando a formar  os órgãos.  O embrião não tem ainda a capacidade plena de metabolizar e excretar as substâncias presentes nos medicamentos e nas drogas o que pode afetar  seriamente o   seu desenvolvimento.

Este  cuidado se estende por  todo o período  da  gravidez, pois  alguns medicamentos podem prejudicar a saúde do bebê mesmo se  usados após os três primeiros meses  deste período.

Poucas doenças maternas justificam o uso de medicamentos. Entre elas estão incluídas a diabetes, a hipertensão e os ataques epiléptico (convulsões) e os medicamentos para combate-las  devem ser consumidos sempre com  a orientação médica. O médico vai avaliar o risco/ beneficio do uso destes medicamentos para que haja  o  desenvolvimento adequado da criança em formação.

É importante lembrar que a ingestão de fumo, álcool, cafeína e drogas são bastante prejudiciais ao bebê e devem ser evitadas neste período.

Algumas informações sobre seus  efeitos  dão descritos abaixo:

CIGARRO:

Prejudica o crescimento do bebê dentro do útero. O uso de 20 cigarros ou mais ao dia pode provocar parto prematuro e o nascimento de crianças com baixo peso.

ÁLCOOL

Os problemas produzidos pelo álcool ocorrem desde o início até o final da gravidez e podem variar em gravidade, dependendo da quantidade de bebidas alcoólicas ingeridas pela mãe.

Pode ocorrer retardo do crescimento, com crianças de baixo peso ao nascer ou com malformações mais ou menos graves, conhecidas como Síndrome Alcoólico-Fetal. As malformações podem ocorrer no crânio e/ou na face e são acompanhadas de retardo de desenvolvimento psicomotor (a idade mental da criança é menor do que a idade real).

TRANQÜILIZANTES

Dependendo do período da gravidez, do tempo de uso e da dose, os calmantes podem produzir efeitos diferentes. Quando a mãe usa estes medicamentos  nos primeiros meses da gravidez, malformações podem ocorrer na boca, tais como lábio leporino.

Quando a mãe usa calmantes por muito tempo (até o fim da gestação) a criança pode apresentar, depois que nasce, uma síndrome de abstinência, caracterizada por tremores, irritabilidade (muito chorosa), inquietação, respiração acelerada e vômitos. O uso de benzodiazepínicos (  tranqüilizantes ) nos dias que antecedem o parto faz com que o recém-nascido fique com atividade diminuída, demorando para respirar e chorar, com hipotonia (corpo mole) e com pouca força para mamar.

SOLVENTES OU INALANTES:

Presente em alguns produtos gráficos e também na cola de sapateiro, causa má  formação fetal ou seja é teratogênico.

COCAÍNA

Os recém-nascidos destas mães podem apresentar baixo peso, malformações físicas ou problemas neurológicos. As malformações podem ser microcefalia (cabeça muito pequena, por pouco crescimento do cérebro) e anormalidades da retina. As crianças podem sofrer morte súbita enquanto pequenas ou podem ter dificuldade de aprendizado por toda vida.

MACONHA

O uso de maconha durante a gravidez pode causar efeitos extremamente variáveis sobre o feto, dependendo da quantidade e freqüência do uso da droga, como menor duração da gestação e crianças com baixo peso ao nascer. Em animais foram vistas complicações teratogênicas.

A HISTÓRIA DA TALIDOMIDA: um marco no uso de fármacos durante a gestação.

No anos 60 a tragédia da talidomida marcou uma época. Tratava-se de um sedativo popular na Europa e Japão, onde era prescrito para mulheres grávidas, como antiemético no alívio de enjôos matinais. Sintetizada na Alemanha Ocidental em 1953, foi usado para o tratamento de alergias,  posteriormente  lançada no mercado em 1956 como anti- gripal e em outubro de 1957 como sedativo.

Utilizada por milhões de pessoas em 46 países, foi um  dos fármacos mais populares da década de 50. No início dos anos 60, os pesquisadores provaram que era  responsável direta pelo nascimento de bebês com malformações congênitas. Estima-se que, cerca de 10 mil bebês, a maioria deles, alemães, apresentou malformações ou inexistência de braços e pernas, em conseqüência da ingestão da Talidomida, por suas mães, nos três primeiros meses de gestação. O fármaco interrompia o crescimento das extremidades nos embriões humanos e aumentava a ocorrência de natimortos. A Síndrome da Talidomida provoca  malformações dos membros e  também  de órgãos internos, entre estes , má formação cardíaca.

A partir de 1962, a licença dos produtos contendo Talidomida foi cassada e o  fármaco foi retirado do mercado. Os efeitos desastrosos da Talidomida despertaram a sociedade para os riscos dos medicamentos e a partir daí, métodos de pesquisa e políticas de aprovação de novos fármacos foram revistos com mais cuidado e critério.  Este foi um exemplo perfeito de um fármaco pouco testado antes de sua aprovação.

A organização que regulamenta a classificação de medicamentos nos Estados Unidos (FDA) classificou os medicamentos que são proibidos na gravidez, de acordo com a gravidade e consequências para a vida e saúde do bebê e da mãe, que o uso de cada remédio pode trazer.

Esta classificação traz risco A,B,C,D e X, seguindo uma ordem crescente de risco de malformações fetais.

. Segue uma lista dos princípios ativos que oferecem maiores riscos:

Risco X – Acenocumarol; Warfarina; Ganciclovir; Podofilina.

Risco D – Amitriptilina; Espironolactona, Pentobarbital, Azatioprina, Estreptomicina, Primidona, Benzodiazepinas, Fenitoína, Procarbazina, Bleomicina, Fenobarbital, Propiltiouracilo, Ciclofosfamida, 5-Fluouracilo,• Propiltiouracilo, Cisplatino, Hidroclorotiazida, Tatraciclinas, Citarabina, Imipramina, Clobazam, Kanamicina,Triamterene, Clorambucil, Mebendazol, Valproato, Clorazepato, Meprobamato,vinblastina, Cortisona, Mercaptopurina, Vincristina, Daunorrubicina, Metadona, Zidovudina, Doxorrubicina, Metotrexato, Enalapril, Penicilamina.

Segundo a classificação dos medicamentos, os que têm risco X não devem ser utilizados durante a gravidez porque estudos revelaram anormalidades no feto ou evidências de risco para o feto. Os riscos durante a gravidez são superiores aos potenciais benefícios e por isso recomenda-se não usar em hipótese alguma durante a gravidez.

Os medicamentos com risco D não devem ser utilizados durante a gravidez pois não há evidências de risco em fetos humanos. Só usar se o benefício justificar o risco potencial como em situação de risco de vida ou em caso de doenças graves para as quais não se possa utilizar drogas mais seguras, ou se estas drogas não forem eficazes.

Portanto, NUNCA UTILIZE UM MEDICAMENTO

NA GRAVIDEZ SEM UMA ORIENTAÇÃO MÉDICA SEGURA!

Entenda os anti-inflamatórios

(Maria Helena Fantinati)

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Os anti- inflamatórios estão entre os medicamentos mais prescritos do mundo devido a sua diversidade de indicações.

Atuam no combate à inflamação, cujas manifestações clínicas são:

  • calor: decorrente do aumento da temperatura corporal local
  • Rubor: decorrente do aumento de fluxo sangüíneo local
  • Edema ( inchaço ) decorrente da saída de líquidos dos vasos sangüíneos.
  • Dor: provocada pela liberação de substâncias químicas.
  • Perda de função: perda ou alteração de função no tecido lesado.

 

Para fins didáticos, esta classe de medicamentos foi dividida em dois grandes  grupos: os anti- inflamatórios não esteróides, os chamados AINES e os corticóides.

Os AINES são um grande grupo de substâncias quimicamente diferentes, mas que possuem as mesmas propriedades terapêuticas. Possuem ação   analgésica, anti-pirética ( combatem à  febre ) e anti- inflamatória.

São exemplos destes anti-inflamatórios: diclofenaco, ibuprofeno, indometacina, naproxeno, piroxicam, tenoxicam, cetoprofeno, entre outros.

Alguns destes medicamentos  são isentos de prescrição médica,  o que levou a população a ter acesso fácil a eles.

Consequentemente, os AINES  ocupam   o terceiro lugar entre os medicamentos mais utilizados na automedicação, sendo também uma das classes de medicamentos que mais intoxica.

De forma simplificada, pode-se dizer que o processo anti-inflamatório ocorre a partir da lesão do tecido por agentes  agressores físicos, químicos ou biológicos.

Eles induzem as células de defesa ou do próprio tecido  a liberarem substâncias que chamamos de mediadores químicos, que iniciam o processo inflamatório.

A inflamação pode ser aguda ou crônica conforme seu tempo de duração seja respectivamente curto ou longo.

Geralmente, a causa da inflamação aguda é um agente externo, enquanto que na crônica muitas vezes é o próprio organismo que a desenvolve, ficando claro que há uma grande  influência do estado emocional do paciente que a desenvolveu.

É importante esclarecer a diferença entre infecção e inflamação.

Na infecção há sempre um microrganismo causador da doença que vai desencadear uma série de  reações do sistema imunológico para tentar expulsar o invasor. Tais reações incluem o processo inflamatório, mas não se limitam a ele.

O uso inadequado de anti-inflamatórios pode “mascarar” uma infecção ou até inibir uma resposta do organismo ao agente invasor. Portanto, nunca use este tipo de medicamento sem a orientação médica.

Os AINES atuam inibindo ou retardando o processo inflamatório, aliviando a dor, a febre e reduzindo o edema presente em algumas patologias como as doenças reumáticas e osteoarticulares.

É importante esclarecer que a inflamação surge como uma esposa fisiológica do organismo a uma lesão dos tecidos e seus sinais e sintomas, por mais desagradáveis que sejam, contribuem para a defesa e recomposição destes mesmos tecidos. Por  este motivo, a maioria das utilizações dos AINES são questionáveis, como no caso da hipertermia  ( aumento da temperatura corporal ).

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a hipertermia pode ser a manifestação da defesa orgânica, e não deve ser prontamente atacada na ausência de comprometimento do estado geral do paciente. Esta observação é válida também para os edemas,  exceção feita aos casos de edemas graves como os   cerebrais, pulmonares, cardíacos e viscerais.

Os AINES são medicamentos que  podem provocar efeitos  adversos  graves e estão associados ao aumento do risco de complicações cardiovasculares, de acidente vascular e hipertensão,

Devem ser evitados quando o paciente possui lesões cardíacas, renais, doenças gastrointestinais e distúrbios na coagulação sangüínea.

Apesar de ser uma importante conquista no tratamento da inflamação, os AINES devem  ser usados  de forma racional e com muita cautela para que o objetivo seja alcançado sem trazer outros danos a saúde do paciente.

Fonte: Revista do Conselho Regional de Farmacia de São Paulo, fascículo IX.

 

 

 

 

 

Florais

(Maria Helena Fantinati)

“A doença é única e puramente corretiva; nem vingativa, nem cruel, é o meio adotado pelas nossas próprias almas para mostrar-nos nossos erros, impedir-nos de cometer erros maiores, obstar a que façamos mais mal e trazer-nos de volta  ao caminho da Verdade e da Luz do qual nunca deveríamos ter saído

florais

Inicio o assunto desta semana  com esta frase do Dr Edward Bach, o descobridor  de um novo sistema de cura baseado na essência das flores silvestres.

Ele foi um médico inglês, que no início da século passado abandonou o seu consultório na famosa rua Harley Street em Londres para se dedicar a  este novo sistema de cura.

Desde o início, o Dr Bach fez questão que este método fosse acessível não somente aos médicos, mas também às pessoas leigas.

São 38 flores que foram estudadas  profundamente  e que compõem os Florais de Bach que atualmente são muito conhecidos e utilizados.

O sistema floral difere de todos os outros sistemas em seu mecanismo de ação e está baseado no conceito da perfeita Unidade de todas as coisas.

Cada sintoma físico, mental ou até mesmo espiritual nos transmite  uma mensagem particular, que precisamos perceber, reconhecer e depois corrigir.

Segundo Edward Bach, todo processo verdadeiro de cura é uma afirmação desta totalidade.

O sistema floral atua restaurando a harmonia da nossa  percepção.

Quando as energias vitais estão canalizadas de forma errada ou bloqueadas, os florais restabelecem a harmonia com nossa Totalidade, nossa verdadeira fonte de energia.

A filosofia de cura dos florais aciona o princípio universal de cura existente dentro de nós, ou seja, somos nós mesmos que permitimos e possibilitamos nossa cura.

O alvo da ação dos florais não é diretamente no corpo físico, mas nos sistemas sutis de energia que compõem os seres vivos, assim como acontece na  homeopatia.

Esta semelhança não é acaso, pois o Dr Bach além de bacteriologista, era diplomado  em saúde publica, cirurgião e homeopata de grande sucesso e desenvolveu o sistema floral na busca de um método de cura que ultrapassasse a concepção e as metas da homeopatia.

Assim, aos 43 anos de idade, abandonou sua carreira de sucesso e dedicou os últimos seis anos de sua vida ao desenvolvimento dos florais, que segundo ele, não destrói nem altera coisa alguma.

São três conceitos que caracterizam o sistema de cura dos florais de Bach:

1- Para Edward Bach, o conceito de saúde e doença tem um enfoque espiritual e está baseado em um sistema universal, a Unidade, que interliga todos os seres. Isto o levou a desenvolver  uma nova forma de  diagnóstico, baseada nos estados de desarmonia da alma.

2- Os florais são produzidos através de métodos simples e naturais que liberam as energias curativas das flores, atuando na harmonização dos corpos sutis que compõem os seres vivos.

3- É um método acessível a todas as pessoas, o qual  exige somente perceptividade, capacidade de pensar e apreciar a sensibilidade e sentimentos  para com as outras pessoas.

Deve ser feita   uma ressalva: os florais de Bach não devem ser usados  para substituir o tratamento médico de um pessoa, podendo ser usado simultaneamente com  este como uma alternativa a mais na busca de uma cura mais rápida e profunda das enfermidades.

fonte: Teoria Floral do Dr Bach – Teoria e Prática de Mechthild Scheffer.

 

 

 

MEDICINA INTEGRAL, UMA VISÃO GERAL

(Maria Helena Fantinati)

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Escrever sobre os novos rumos da cura de doenças  no futuro exige que se introduza um novo paradigma na ciência. Segundo o cientista quântico Amit Goswami em seu livro “O Médico Quântico”,  este novo  paradigma  é chamado de Medicina Integral e é fundamentado na física quântica.

Para que se entenda a importância deste assunto é necessário compreender os conceitos descritos abaixo:

Física quântica: é uma ciência baseada no primado da consciência; a consciência é tomada como fundamento do ser(Goswami, 2006).

Consciência: é o fundamento de todo ser. Tudo o mais, inclusive a matéria, é uma possibilidade de consciência. É a consciência que escolhe dentre as possibilidades de realidade (Goswami, 2006).

Medicina Integral: é uma medicina integrativa  que reúne os modelos da medicina tradicional com os modelos da medicina dita alternativa (Goswami, 2006).

Por que se adotar um novo paradigma na ciência?

Apesar de muitos avanços tecnológicos na área da medicina convencional , algumas deficiências vem se revelando ao longo do tempo. Um exemplo claro disto são as doenças crônicas e degenerativas, em que a medicina tradicional não dispõe de um modelo totalmente efetivo, sendo seus procedimentos muitas vezes considerados invasivos e com muitos efeitos colaterais para os pacientes (Goswami, 2006).

Tem-se ainda outro fator agravante que é o fato de ser, muitas vezes, uma medicina dispendiosa. Ainda outro item  importante a ser considerado  é a existência de curas espontâneas de doenças, como o câncer e que não tem explicação pela medicina tradicional (Goswami, 2006).

Segundo o autor citado acima, em contraste com a medicina tradicional, existem vários tipos de medicinas alternativas, que são fundamentadas  em filosofias diversas.

Enquanto a medicina tradicional está baseada em uma filosofia materialista, a medicina alternativa não tem uma filosofia definida e isto, constitui a maior dificuldade para que seja levada a sério pelo meio acadêmico. (Goswami, 2006). É neste contexto que surge uma nova medicina, que reúne todos os modelos de cura sob um  novo paradigma que é  a Medicina Integral e que está fundamentada na física quântica.

Além do físico Amit Goswami, outro autor como Deepak Chopra vem pesquisando os aspectos quânticos de cura dentro do campo na medicina. Em seu livro “a Cura Quântica” ele  destaca alguns casos de cura conseguidos em casos de patologias sérias, nos quais a medicina tradicional esgotou os seus recursos e a cura foi conseguida através da chamada Medicina Integral.

Uma diferença fundamental entre o sistema tradicional e o sistema da nova medicina está no fato de que no primeiro o paciente é tratado mecanicamente, como se fosse uma máquina, ou seja, usando medicamentos alopáticos, de natureza mecânica, com drogas químicas, cirurgias,  transplantes de órgãos e radiação de energia.

Já no segundo sistema, o médico  pratica uma medicina consciente, voltada para as pessoas e não para as doenças.

Este novo sistema de medicina é mais abrangente e  não exclui o processo mecânico tradicional, mas vai mais  além por abranger outras esferas como a vitalidade, a significação mental de eventos e o próprio amor (Goswami, 2006). É de suma importância que os praticantes da Medicina Integral, os chamados médicos quânticos, levem a consciência para a sua prática profissional.

Muitos tipos de medicinas alternativas são  milenares e desde há muito tempo adotam práticas que hoje são consideradas efetivas para a chamada cura quântica. .

Alguns exemplos de práticas da medicina alterantiva são o Reiki, a homeopatia, a medicina chinesa, a medicina ayurvédica, a acupuntura, entre outras e vem sendo muito estudadas atualmente.

Existe uma tendência mundial em aceitar que estes novos métodos de cura são eficientes e talvez, em um futuro próximo, haja uma maior abertura para que sejam utilizados, trazendo  maiores benefícios para o paciente.

Até semana que vem!

 

Homeopatia – parte 2

(Maria Helena Fantinati)

homeopatia

Oi pessoal, nosso assunto continua sendo o medicamento homeopático.

Na semana passada comentei que estes medicamentos são manipulados fazendo-se diluições de substâncias, que podem ser de origem  vegetal,  mineral  e também animal.

Mas tem ainda uma outra condição, além das diluições,  para se obter um medicamento  homeopático:  as dinamizações, ou seja, é necessário que as diluições sejam submetidas a agitações apropriadas, chamadas sucussões, para que a informação da substância original passe para a solução de água e álcool que compõem uma matriz de um  medicamento homeopático.

Hahnemann, o fundador da homeopatia, observou que se ele diluísse muito uma substância para que não fizesse mal a quem a tomasse, chegava um ponto em que ele não conseguia mais o  efeito desejado, pois já não havia  mais matéria naquela solução.

Como então, ele teve a intuição de dinamizar estas diluições?

Ninguém sabe ao certo, mas conta-se que algumas diluições eram  transportadas  a cavalo de um lugar para outro. Neste caso, quando estas soluções eram usadas para curar alguma enfermidade o efeito terapêutico desejado era observado, enquanto que  com as que não tinham sido sacolejadas pelos movimentos do cavalo este efeito não acontecia.

A única  diferença entre elas era o fato das primeiras  terem sido  “agitadas”.

Assim, passou a fazer as dinamizações nas diluições e comprovou que este procedimento  era necessário para se obter um medicamento homeopático.

Vale lembrar que em altas diluições, não há mais principio ativo.  Há somente a informação que ficou ” impressa” naquela solução.

Uma curiosidade sobre o medicamento homeopático é que quanto maior sua potência, ou seja, quanto maior o número de diluições e dinamizações,  mais ele consegue atingir sintomas de origem mental, sendo usado freqüentemente  para  tratar sintomas  emocionais.

Uma  diferença importante em relação ao medicamento  alopático é no modo de agir:  enquanto  a ação dos medicamentos alopáticos é física, atuando na matéria, a dos homeopáticos é sobre a energia vital do nosso corpo.

Quando há um desarranjo desta energia, a consequência é o surgimento dos sintomas das patologias.

Assim,  o que o medicamento  homeopático faz é reequilibrar esta energia fazendo com que os sintomas desapareçam.

Já falamos sobre 3 princípios fundamentais da homeopatia: semelhante cura semelhante, experimentação no homem saudável, doses mínimas e dinamizadas e por último, o medicamento único, que é usar um só tipo de medicamento homeopático para um determinado grupo de sintomas. Este último fundamento é seguido pelos homeopatas unicistas, porém, há outra escola de homeopatia que usa mais de um tipo de medicamento para tratar determinados sintomas, constituindo-se nos homeopatas pluralistas.

De qualquer forma, ambas as tendências tem sua razão e eficiência comprovadas no tratamento das doenças.

Até semana que vem.