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Autoestima, corpo ou mente sã?

(Paulo Jacob)

autoestima

Olá, tudo bem?

Como anda sua autoestima? Bem? Mal? Estável?

Muitos acreditam que falar em autoestima, significa falar em tratar do corpo, ter vaidade física, procurando se tornar uma pessoa linda, com pernos tornadas, barriga sarada, cabelos e tudo mais na mais perfeita sincronia com o que a sociedade considera ser belo.

Tudo bem, concordo que cuidar do corpo faça com que a nossa autoestima melhore, mas e o a sua mente, você cuida dela? O que adiante ter um corpo bonito, e ficar sofrendo com coisas que não controla? Ou ter problemas mais sérios, gerando uma angústia constante na sua vida? Quer ser maravilhosa, e ter algum tipo de neurose que faça com que você não consiga ficar nenhum minuto sem se olhar no espelho, procurando imperfeições? O quanto sadia está a sua maneira de se cuidar?

Lembre-se que mens sana in corpore sano, ou seja, mente sã corpo são!

Até que ponto uma pessoa que se cuida tanto fisicamente, não está tentando resolver um problema na sua mente através do corpo? Se uma pessoa por exemplo tem um complexo de inferioridade grande, fazendo com que ela através do seu corpo “prefeito” equilibre esse sentimento, fazendo com que ela ao invés de cuidar da sua mente, gaste horas se exercitando. E se procura um corpo perfeito, o que está imperfeito na sua mente? Uma sexualidade não resolvida, por exemplo? Ou um conflito com alguém que ama, mas devido ao seu orgulho, não aceita agir humildemente, e assim resolver esse problema?

O quanto alguém que corre todos os dias, em uma ânsia de cada vez mais superar limites, não está inconscientemente fugindo (correndo) de algo que não quer encarar?

É claro que não devemos generalizar, e volto a dizer que se cuidar é muito bom, mas o que assusta é a forma exagerada (formação reativa?) com que as pessoas estão agindo.

Acredite ou não, a sua autoestima está mais ligada a sua mente, do que em relação ao seu corpo. Se você tem sérios problemas pessoais para resolver, e não os resolve, certamente isso irá roubar uma quantidade enorme de energia psíquica, fazendo com que a sua autoestima caia muito. E a cada dia que se passa, você sabe (sua mente sabe) que existem conflitos para serem solucionados. Infelizmente ainda existem pessoas que acreditam que a “perfeição de ser belo”, ou vaidade, vai resolver todos os problemas da sua vida.

A energia que faz com que a sua autoestima fique melhor ou não, está ligada diretamente em como você está lidando com os seus conflitos, seus recalques, e não na sua forma de vestir, ou na sua beleza física. Isso vai ser algo que ajudará você a se sentir melhor, tipo melhorar 5% a sua autoestima, os outros 95% está em como você realmente se vê, pois do que adianta você se achar a pessoas mais linda do mundo, mas ao mesmo tempo não consegue tirar da sua mente que é uma pessoa burra e incapaz?

Cuido do todo, e não de uma parte somente! Os melhores atletas são aqueles que se preparam tanto fisicamente, como psicologicamente. De nada vai adiantar ter uma preparação perfeita para uma prova, se você continuar achando que é um perdedor, certo?

Uma ótima semana!

Abraço!

Rejeitada, abandonada… Será?

(Paulo Jacob)

alone

Olá, como estão?

Alguém se sentindo abandonado, rejeitado…?

Tenho certeza de que muitos “levantaram a mão” antes mesmo de acabar de ler a frase acima. E qual o motivo de estarem sentindo isso? Será que esse motivo é real, ou algo que você criou na sua mente, para conseguir algo em troca?

É… A necessidade de ser aceito pelo ser humano é constante. Ser valorizado, reconhecido é uma busca constante na vida de todos nós, em alguns de uma maneira, digamos assim, “normal” (se existe normalidade nisso), para outros a busca é quase que doentia. Entendam que ser aceito, reconhecido e valorizado por todos é impossível! Se Jesus Cristo, que foi uma das pessoas mais iluminadas desse planeta (entre outros seres), não agradou a todos, porque você quer que todos te aceitem ou bajulem constantemente? Eu sei que é gostoso ser reconhecido pela pessoa que você é, e pelos feitos que fez na sua vida, mas acreditem (caso não tenham se atentado para isso), cada um pensa de uma maneira! Não existe uma pessoa em todo esse planeta que pensa igual a você em tudo, então como é que você quer que todos te aplaudam o tempo inteiro pelo que você faz? Somente você se aplaude o tempo inteiro, narcísico como todos somos.

Vamos voltar ao parágrafo em que eu pergunto se o motivo que o faz se sentir rejeitado ou abandonado, e preste atenção na pergunta que vou fazer. Será que você realmente foi abandonado, rejeitado, ou a pessoa que te causou esse sentimento apenas não te deu aquilo que você idealizava? Então, se por acaso você esperava que esta pessoa te beijasse 10 vezes pelo menos por dia, e por exemplo ela “somente” te beijou 5 vezes, isso foi o motivo que fez você se sentir rejeitado? Ou então, se por exemplo você esperava que seu namorado te encontrasse todos os finais de semana, mas por um algum motivo ele não pode ter ver no último sábado (mas te viu no domingo), isso te fez você se sentir abandonada? Percebe as diferenças entre a realidade verdadeira (em psicanálise realidade-realidade), e a realidade que você criou na sua cabeça (realidade psíquica) que está fazendo você sofrer assim?

Em várias situações em consultório eu escuto situações como essa, e falo para a pessoa pensar usando a razão, ou seja, parando para pensar se realmente aconteceu aquilo que está sentindo, sem colocar emoção em seu processo de elaboração, de entendimento daquilo que está fazendo ela sofrer. Na grande maioria das vezes, percebo que após orientar para que a pessoa analise a situação de uma maneira mais “justa”, a reação dela é de perceber que ela estava digamos assim, distorcendo o contexto desse história toda, causando na maioria das vezes uma certa vergonha.

Ok, você pode me falar que mesmo após repensar as situações que te fizeram se sentir mal, que você ainda tem razão para de sentir assim. Lembre-se de que as pessoas estão ao seu lado porque querem estar, e que ninguém ter por obrigação fazer as coisas para você, elas fazem porque querem, seja por algum ganho que terão, ou porque te querem ver feliz. E às vezes acontece daquela pessoa que você espera demais dela (você criou uma expectativa gigante em relação à ela), de repente, por algum motivo deixa de atender uma das suas necessidades, e aí você tem dois caminhos para escolher: ou você compreende que nem sempre as pessoas vão fazer aquilo que você quer, porque todos somos livres para fazer o que bem entendermos como correto (pelos valores de cada um), ou então você fica sofrendo, se queixando da vida, e assim tentando conseguir alguma atenção de alguém, para ficar passando a mão na sua cabeça, porque você é um “coitadinho” ou uma “coitadinha”. Você acha isso algo digno de você fazer? Vitimização e auto-piedade só porque não atenderam as suas necessidades?

Existem os casos mais complexos, em que a pessoa passou por experiência de vida de real abandono e rejeição, e esses devem ser tratados em consultório.

Sejam maduros nos seus pensamentos, realistas. Se por acaso está insatisfeito com algo relacionado a alguém, converse com essa pessoa, e fale o que você espera dela, assim você poderá saber se ela está disposta ou não em atender o que você quer, e posteriormente você decidirá o que fazer sobre cada situação. E não ficar se queixando o tempo inteiro, que é um(a) coitado(a), abandonado(o)… Valorize-se!

Só sexo, ok?

(Paulo Jacob)

sexo so

Olá! Como vão?

Hoje vou abordar um assunto que conversei com uma paciente durante uma sessão de terapia.

Já fazia um tempo que ela não tinha relações sexuais, pois tinha se separado do marido há pouco tempo. Mas a vontade era grande de encontrar uma outra pessoa para transar, gerando até uma certa ansiedade nela.

Falei para ela ter paciência, pois ainda estava digerindo a separação, e que certamente ela iria encontrar alguém para matar aquela vontade, que sem dúvida um dia ela iria ter essa oportunidade.

Bom, o tempo passou e ela encontrou uma pessoa, na verdade ela foi pega de surpresa, pois já fazia um tempo que não via essa pessoa, pois eles já se conheciam, mas há algum tempo não se viam. Papo vai, papo vem, e eles acabaram saindo um dia, até que aconteceu aquilo que ela tanto queria.

Mesmo ela deixando claro para ele, que o interesse dela nisso tudo era apenas sexo, ele cobrou dela um algo a mais, ou seja, que durante aquela transa, ela agisse de uma maneira mais carinhosa, atendendo as necessidades dele tanto fisiológica (sexo), como psicológica (carência afetiva), o que fez com ela na mesma hora perdesse a vontade de continuar com ele.

Não vou aqui julgar se ela ou ele que estão certos, até porque esse pensamento de certo e errado é muito relativo, sempre depende do ponto de vista que observamos uma situação. Mas o que considero válido, é que tanto ela como ele estavam nessa relação apenas para saciar necessidades físicas e psicológicas (apenas dela falar que no caso dela era apenas sexo, e nada mais, ou seja, fisiológica). E também aqui quero deixar claro que não há nada de errado nisso, apenas acho que é bom senso que ambos deixem bem claro um para o outro, qual a real intenção de cada um nessa relação.

Alguns poderão pensar que ele por querer algo a mais, como por exemplo ouvir palavras amorosas, se sentir amado e querido por ela, que ele nesse cenário é uma pessoa melhor que ela, mais empática. Mas que tal pararmos para pensar, e diferenciar uma pessoa “sensível, carinhosa” por interesses egocêntricos, ou seja, visando apenas saciar suas necessidades próprias (carência afetiva), e de outro lado uma pessoa com as mesmas qualidades, mas que age assim porque gosta de ver o outro feliz, quando faz com que o outro se sinta amado, querido, e sem ter necessidade alguma de receber os mesmos elogios em troca? Percebem a diferença? O que eu gostaria que pensassem, é que tanto ela como ele estavam totalmente egocêntricos nesse caso, e que o fato dele agir de uma maneira mais carinhosa com ela, na verdade é porque ele queria ter o retorno disso, ou seja, fez para receber. Não tem nada de empático nisso.

E geralmente quando agimos egocentricamente, a probabilidade de nos frustrarmos é praticamente certa, o que foi que aconteceu com ele, pois criou uma expectativa que ela em momento algum alimentou.

E nesse caso eu me pergunto, até que ponto esse cara não estava mais precisando mesmo era de um colo de mãe, e não de uma mulher para transar? Mas aí já é um outro assunto…

Se a sua relação com outra pessoa é apenas por sexo, ou não, faça o que tiver que fazer porque quer, e não porque quer ter retorno, entende? Quer elogiar, abraçar, beijar, faça, mas não espere nade de volta, ninguém é obrigado a te fazer algo, cada um faz porque quer! E fazer por obrigação é fazer algo contra sua vontade, e isso reflete na sua relação, porque o inconsciente da outra percebe que aquilo não é autêntico, e sim falso.

Seja verdadeiro, e não falso!

Abraços e até a próxima!

Carnaval, todos sem máscara

(Paulo Jacob)

Vigia 2

Oi, como vai? Aproveitou bastante o carnaval? Seja se divertindo, ou descansando… O carnaval é um feriado especial para muitas pessoas, principalmente para aquelas que gostam dessa época.

Historicamente o carnaval sempre teve o intuito de podermos extravasar tudo aquilo que não podemos fazer durante os demais meses, ou seja, tudo é permitido. Uma vez ouvi do meu colega que escreve aqui no blog, o Padre Jeferson, a explicação histórica sobre essa permissão, em que se comia e bebia muito, e se festejava durante dias, o que ainda acontece até os dias de hoje.

Agora, eu obviamente acabo tendo uma outra visão sobre essa época do ano…

Toda a poligamia, homossexualidade, agressividade, e outros instintos e tendências que possuímos, se apresentam descaradamente nesse época. É homem e mulher beijando vários no mesmo dia, e muitos até apostam para ver quem beija mais (ou transa mais?). É homem se vestindo de mulher, e se permitindo agir assim porque no carnaval tudo pode! É claro que isso não significa que o cara é gay, mas se inconscientemente existe um desejo, essa vontade será saciada nessa época do ano, e tem homem que espera ansiosamente por esse momento. Que aproveitem!!! E tem também as mulheres que ficam brincando de beijar as amigas na boca, porque já que não apareceu um cara para ela beijar, porque não brincar com a amiga, dando vários selinhos pela noite?

Realmente, temos mais que aproveitar!! E sem medo, censura, ainda mais nessa época que as bebidas alcoólicas são ingeridas como se fossem água pela grande maioria das pessoas, e o superego que tem como um dos seus papéis censurar certas ações de cada um de nós, acaba ficando bêbado (ou drogado), e “libera geral” todas os desejos que possuímos.

Todos nós precisamos de um momento como esse, em que temos um habeas corpus para sermos quem realmente gostaríamos de ser, ou melhor, agir sem censura! Os que mais aproveitam essa época, certamente são aqueles que mais recalcam durante o ano todo as suas vontades, e deixam para o carnaval para fazer o que quiser, sem medo dos julgamentos, afinal todos estão no mesmo barco. Se eu sei que estou agindo de uma maneira mais livre, porque vou querer julgar o outro por estar agindo assim, e dessa maneira vira um ciclo sem fim, em que ninguém é de ninguém, que todos podem tudo até  (teoricamente) na quarta-feira de cinzas.

Então se o seu carnaval ainda não acabou, continue expondo o que está recalcado dentro de você, se possível respeitando os outros que por algum motivo não querem compartilhar da mesma maneira de viver. Mas se você conseguir agir de uma maneira menos “censurada” durante o ano, usando a sua razão para decidir em quais momentos você poderá agir como faz no carnaval (fora de época), libere um pouco isso tudo que você deixa guardado o ano todo, afinal ninguém é santo.

Abraços e até a próxima!

As sessões, uma lição

(Paulo Jacob)

Olá, como vão?

assessoes

Hoje gostaria de falar sobre o filme “As Sessões”.

Há algum tempo eu estava procurando o filme para assistir, pois não consegui ver no cinema. mas eu eu já sabia da história do filme, pois tinha lido na internet textos sobre o filme, e na grande maioria elogiando o filme.

Para você que ainda não sabe nada sobre o filme, eis aqui uma sinopse que encontrei na internet: ” A história de Mark O’Brien (John Hawkes), um homem que viveu a maior parte de sua vida em um pulmão de ferro e está determinado – aos 38 anos – a perder sua virgindade. Com a ajuda de seu terapeuta e a orientação de seu padre Brendan (William H. Macy), ele se propõe a tornar seu sonho uma realidade.”

A terapeuta realmente faz um trabalho maravilhoso com o paciente, além do trabalho que ela faz com a mente de seu paciente, ela realiza os desejos sexuais dele, mas de uma forma totalmente empática! É incrível o trabalho que é mostrado no filme, e que até onde sei, essa terapeuta existe, realizando trabalhos com seus pacientes com os mais diversos problemas na sua sexualidade.

Bom, sem dúvida muitos a julgarão sobre o trabalho que esse terapeuta faz, pois como assim se envolver sexualmente com um paciente? Mas o intuito dela não é sexo, e sim tratar de um problema que a pessoa tem, e tratar psicologicamente e se posso dizer assim, “sexualmente” também.

É um pré requisito de um bom psicoterapeuta não ter preconceitos, pois como ele irá atender as mais diversas pessoas, tendo algum preconceito? Se o psicoterapeuta tiver preconceito com homossexuais, ele não os atende? Ou então se ele for racista, ele não atenderá raças diferentes das dele? No caso desse filme, a terapeuta não tem preconceito, ela não escolhe os homens lindos, com corpos maravilhosos para realizar desejos sexuais (se por acaso aparecer um, que assim seja!), mas para a terapeuta ela vê um ser humano precisando de ajuda, e não um homem precisando de ajuda, independente de como ele for.

E no filme podemos ver que da mesma forma que nós psicoterapeutas devemos trabalhar com empatia (respeito, humildade, compreensão, amor, etc…) com nossos pacientes, ela faz isso também através da sexualidade, agindo com neutralidade até onde for possível agir em uma situação como essa.

O mesmo carinho que podemos ter com nossos pacientes, no sentido de compreender os limites do paciente, ela age no filme da mesma maneira com ele. Se todos nós agíssemos com quem nos relacionamos, da mesma empatia que ela com seu paciente, certamente a sexualidade de todos seria muito melhor!

É uma lição para todos nós!!

Um abraço e até a próxima.

Ser todo ou metade no sexo

(Paulo Jacob)

sexo-insatisfeito

Hoje gostaria de falar sobre o conceito do todo/metade no sexo.

Na verdade esse conceito do todo/metade eu utilizo em minhas consultas para mostrar aos pacientes como nós estamos agindo como metade, e não como um todo em nossas vidas. mas agora eu vou pegar esse conceito e falar sobre a sexualidade.

Pessoas metade procuram no outro a sua outra metade. Sabe aquela idéia de encontrar sua “metade”, ou a “metade da laranja”? Então, essa idéia de ficarmos procurando no outro o que falta em mim, sinceramente eu acho que é um armadilha que armamos para nós mesmos diariamente com os nossos relacionamentos interpessoais, causando frustração constante em nossas vidas.

E no sexo, como seria isso? E idéia central permanece, que seria depender do outro para eu conseguir ter prazer, ou o “outro é que me fará gozar loucamente!!” Se eu não consigo atingir o orgasmo, é porque o meu companheiro é ruim! Ou seja, a responsabilidade da minha felicidade sexual depende do outro, e não de mim. Que ruim isso, não? Então se naquele dia o meu companheiro ou companheira não está tão disposto quanto eu gostaria que estivesse, a nossa relação vai ser ruim? E a sua parte nisso? Não vai fazer nada?

A sua vida sexual depende das iniciativas do outro para que você tenha sexo? E depois fica cobrando e julgando a pessoa que você está se relacionando, sem olhar para o seu “próprio rabo”!

Se você quer sentir prazer, dê prazer! Faça a sua parte buscando a alegria do casal, independente se está sendo estimulado do jeito que gostaria!

Nós seres humanos temos por padrão de julgar aos outros em todos os assuntos, e isso vale também para o nosso sexo do dia-a-dia. Geralmente quando perguntado para as pessoas se a vida sexual delas está bem, a resposta na maioria das vezes é que poderia estar melhorar. Ok, é válida a opinião daquela pessoa, mas assim que perguntamos “o que você está fazendo para que isso melhore?”. Geralmente as pessoas começam a rir e se envergonham por perceberem que não estão fazendo nada, e que estão na verdade apenas esperando.

O que ocorre muito é que se o sexo no relacionamento atual está ruim, ao invés da pessoa procurar resgatar coisas boas que fazia no começo do relacionamento, as pessoas preferem ou cruzar os braços e esperar que o outro resolva o problema, ou então, procuram uma outra pessoa para saciar as suas necessidades. Percebem como somos egocêntricos? Enquanto o sexo com meu parceiro ou parceira está legal, eu fico com ele, e invisto na minha relação, mas a partir do momento que a situação fica morna, eu descarto aquela pessoa para procurar uma outra para preencher o meu “egocentrismo sexual”, e certamente essa outra pessoa age por interesse (de transar com você), e por isso sacia as suas vontades procurando ser o melhor amante do mundo. O sexo casual, sem envolvimento é ilusório, pode ser muito bom, mas não deixa de ser ilusório, pois cada um usa o outro e nada além disso. Temos o direito de escolher viver em relacionamentos casuais, ou então construir algo mais real.

Podemos continuar sendo metades procurando outras metades, fazer para receber, ou todos, dispostos a proporcionar o melhor, o retorno será a felicidade de ver que você está satisfazendo a pessoa que você está gostando, amando. Certamente ela terá prazer em te proporcionar muitas coisas, pelo fato de você ter feito sem esperar receber, mas puramente pela satisfação própria. Utopia ou algo possível? Poderia eu dizer que para aquelas que enxeram isso como utópico, que essas pessoas são tão egocêntricas, que não conseguem se imaginar agindo assim? Querem continuar sendo metades ou todos?

Abraços e ótima semana!

O sexo anal para homens e mulheres

(Paulo Jacob)

Man Kissing a Woman

Olá, como vai! Desejo que esteja bem!

Há um tempo atrás li um texto do Dr. Flávio Gikovate sobre o prazer anal dos homens, um texto muito bom por sinal, recomendo que procurem na Internet e leiam!

Nesse texto eu vou acabar repetindo certos pensamentos que o Dr. Flávio Gikovate escreveu em seu texto, pelo simples fato de que a região do ânus é uma região erógena, ou seja, há prazer quando tocada, pois da mesma maneira que para homens e mulheres, existe o prazer em ao tocar na vagina ou no pênis, o ânus também é um local que sentimos prazer. Sei que nem todos irão concordar comigo nessa minha afirmação, mas o motivo das pessoas bloquearem a possibilidade de sentirem prazer na região anal é totalmente psicológica e não biológica, pois o preconceito reina sobre esse assunto, para muitas mulheres e para a grande maioria dos homens.

Por muitos anos (e acredito que isso ainda exista), o ânus foi a “opção B” das mulheres que não queriam (ou podiam) perder a virgindade (vaginal), pois acreditavam que casar virgem era algo que deveria ser cumprido à risca, como também o medo de engravidar era algo que todas as mulheres temiam antes da invenção da pílula anticoncepcional. Então o sexo com penetração vaginal era algo que sem dúvida iria exigir de uma coragem muito grande por parte das mulheres há quarenta e poucos anos atrás, devido as consequências que poderiam passar caso desse algo “errado”. Mas isso não significava que elas não poderiam satisfazer uma vontade própria e obviamente do seu namorado, e por isso muitas mulheres tiveram a sua primeira relação sexual com penetração anal, e não vaginal, pois pelo ânus não iriam correr o risco de na primeira noite após casadas, não sangrarem após a primeira penetração vaginal, como também não iriam engravidar antes de se casarem. Mas isso não significa que após casarem, muitas dessas mulheres deixaram o prazer anal de lado, pelo contrário, abriu a possibilidade de sentir prazer tanto pela vagina, como pelo ânus.

E em relação aos homens, como fica isso? Então, o ânus é igual para homens ou mulheres, e porque somente mulher (ou homossexuais) tem prazer anal? Homens heterossexuais não podem sentir prazer ao estimular o ânus? Claro que sim! Vai depender do quanto homem ele é em aceitar isso, e procurar experimentar tal sensação. E isso não precisa ser feito por outro homem. Existem esposas que percebem que seus maridos (ou namorados) sentem prazer ao serem tocados no ânus durante a relação sexual, e isso pode ser normalmente feito, se o homem da relação entenda que isso não fará dele um homossexual, afinal quem o está tocando é uma mulher, e não outro homem. Sei que esse conceito esbarra totalmente no preconceito sobre esse assunto, estou escrevendo isso para vocês afim de estimular as suas mentes, e procurar assim sair do comum, do padrão.

Entendam que além dessa região ser sensível (a entrada do ânus), o que faz com que homens e mulheres ao serem penetrados no ânus sintam prazer é diferente. No caso caso da mulher, ao fazer sexo anal, o pênis estimula o canal da vagina através do contato do pênis com o reto, o canal da vagina é ligado ao útero, que por sua vez é uma região sensível para a mulher, que proporciona prazer. Já no caso do homens, é o contato do pênis com a próstata que proporciona prazer ao homem, pois a próstata ao ser estimulada também dá prazer.

Aproveitem as oportunidades que a vida te dá, e de graça! Aproveitem!!

Uma ótima semana!!

Abraços!!