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MEDICAMENTOS

(Maria Helena Fantinati)

Entenda-os-riscos-da-automedicacao

Falar sobre medicamentos em um blog sobre psicanálise é uma tarefa que me agrada muito, porque tenho a oportunidade de reunir as duas profissões que exerço em minha vida: ser farmacêutica e psicanalista . Na verdade, são duas profissões e duas paixões porque ambas lidam com o ser humano e suas dificuldades, tanto no aspecto físico, quanto psíquico.

Atualmente, o enfoque sobre os medicamentos tem mudado muito.

Nos últimos anos, a idéia de que somente os medicamentos alopáticos ( químicos ) são eficientes está caindo em desuso. Um novo conceito, mais abrangente, está surgindo e ganhando terreno em várias áreas da saúde. Este conceito inclui a homeopatia, a fitoterapia, os florais, além de outras formas de tratamento como o reiki, a meditação, a acupuntura, a psicoterapia entre outras que, juntamente com os tratamentos tradicionais, podem curar, aliviar e abreviar o sofrimento das pessoas doentes.

Longe de competirem umas com as outras, as várias formas de tratamento constituem-se de ferramentas que muitas vezes podem ser usadas conjuntamente e que estão à disposição da medicina, da odontologia e da veterinária para proporcionarem uma maior eficiência no tratamento de enfermidades.

Os medicamentos alopáticos, tradicionais, tem um papel incontestável no tratamento das doenças, especialmente àquelas em que a urgência e a gravidade da enfermidade se fazem presentes.

Os medicamentos homeopáticos também tem sua eficiência comprovada no combate às doenças, porém mudando o enfoque do sintoma para o doente. Assim, duas pessoas com a mesma doença podem tomar medicamentos homeopáticos diferentes, ou seja, o que é adequado para uma pessoa, pode não ser para a outra.

Os florais e os fitoterápicos também estão sendo cada vez mais usados obtendo-se bons resultados como adjuvantes no tratamento das doenças, lembrando sempre que os medicamentos naturais, como os fitoterápicos também podem apresentar efeitos colaterais.

Todo medicamento deve ser tomado seguindo as orientações médicas. Isto inclui obedecer as doses, os horários e o tempo de tratamento corretos, além de outras orientações dadas pelo farmacêutico no ato da entrega do medicamento.

Isto é importante para que ocorra o efeito terapêutico desejado e também para evitar consequências como efeitos colaterais indesejáveis e muitas vezes perigosos, provenientes do mau uso de medicamentos. Na dúvida, antes de usar, procure sempre a orientação do farmacêutico ou do médico que o prescreveu.

No Brasil, infelizmente, ainda é comum e relativamente fácil tomar medicamentos por conta própria.

A auto medicação, juntamente com a cultura de tomar um medicamento usado por outra pessoa supostamente com a mesma enfermidade, fazem com que seja muito alto o número de pessoas que apresentam problemas sérios de saúde devido ao uso indevido de medicamentos.

É importante para o psicanalista ter esta visão mais ampla sobre este assunto, afinal é grande o número de pacientes que faz uso de medicamentos.

Ter uma noção geral sobre os mesmos é mais uma ferramenta que podemos usar para ajudar a informar as pessoas sobre a importância de se fazer bom uso deles.

No próximo artigo, vou falar sobre uma classe muito usada de medicamentos: os tranqüilizantes. Vamos conhecer um pouco mais sobre eles?

Até semana que vem!