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Os efeitos colaterais dos Antidepressivos

(Maria Helena Fantinati)

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Continuando a falar sobre os antidepressivos, esta classe de medicamentos vem sendo usada de forma inadequada nos dias atuais.

Como  foi comentado no texto anterior, estes medicamentos não tratam da causa da depressão e sim dos sintomas. Portanto, é necessário também que a pessoa busque ajuda para solucionar os conflitos que  estão na origem  da depressão para que a cura seja completa.

Apesar do desenvolvimento de muitas substâncias antidepressivas, de existirem vários medicamentos modernos, a eficiência deles é semelhante.

Por isso, é comum o médico escolher um antidepressivo levando em consideração  os efeitos colaterais que ele pode provocar no paciente, já que que a eficácia é parecida.

Um efeito colateral importante a ser considerado durante o tratamento é a diminuição da libido, ou seja, do desejo sexual, provocada pelo uso de alguns destas substâncias , como a fluoxetina, a sertralina, a clomipramina, a imipramina, a venlafaxina, a amitriptilina, enfim, quase todos os anti depressivos, com exceção da bupropiona.

Este é um fator complicador do tratamento, porque  há uma melhora no humor do paciente, mas há também uma diminuição significativa da libido, complicando seus relacionamentos afetivos.

Por este  motivo,  muitas pessoas abandonem o tratamento.

Os antidepressivos podem ser usados com outras finalidades. Por exemplo:  há alguns anos atrás, era comum incluir em fórmulas para emagrecimento a fluoxetina entre os componentes, devido a fato dos anti depressivos agirem aumentando a saciedade para carboidratos, o que leva a pessoa a sentir  menos vontade de comer doces.

Felizmente, esta prática vem diminuindo bastante, pois o uso de antidepressivos altera a bioquímica dos neurotransmissores, podendo  ocasionar efeitos colaterais  sérios, como o aumento da pressão arterial, além de outros efeitos  mais leves como  boca seca, enjoos, dor de cabeça,  etc.

Um uso interessante dos antidepressivos é no tratamento de  dores intensas  presente nas  lombalgias e  na fibromialgia. Nestes casos, é comum o médico prescrever a amitriptilina para  diminuir a dor,  tendo um efeito muito bom para esta finalidade.

Freqüentemente o antidepressivo é usado quando o paciente apresenta muita ansiedade.

Dependendo do estilo de vida da pessoa, a ansiedade  é bastante comum.

O stress, provocado pelo excesso de preocupação, o  medo, a percepção de vida voltada somente pelo materialismo, as grandes frustrações, a incapacidade de lidar com perdas, juntamente com mágoas e culpas acumuladas durante a vida são fatores que levam à  depressão.

Não é à toa  que esta classe de medicamentos seja um das mais vendidas na atualidade.

Quando vamos despertar para um estilo de vida mais saudável?

Quando vamos mudar nossos parâmetros de felicidade?

Quando começarmos a usar o “medicamento” natural que todo ser humano possui dentro de si, que é  viver em função de  ser e não em função de ter, na prática do amor e dos bons sentimentos, começaremos a vencer a depressão e outras doenças relacionadas ao nosso modo de viver.

Não podemos esquecer que o uso de anti depressivos é importante e necessário nas depressões severas e em casos de risco de suicídio e foi um avanço no tratamento destes estados.

Os antidepressivos são ferramentas que nos ajudam nos momentos críticos,  mas não são “mágicos”, cabendo a cada um a responsabilidade por resolver os  conflitos e assim mudar a sua maneira de perceber os desafios da vida.

Até a próxima!

O que devemos saber sobre os medicamentos?

(Maria Helena Fantinati)

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Olá Pessoal!

Esta semana vou escrever sobre interações medicamentosas, um assunto bastante importante, uma vez que  o uso indevido de medicamentos é uma das principais causas de intoxicações graves.

As interações medicamentosas são  interferências que ocorrem quando dois ou mais medicamentos são administrados ao mesmo tempo, podendo causar a diminuição ou o aumento do efeito esperado, ou ainda o surgimento de efeitos indesejáveis.

Exemplos destas interações:

•  O efeito do anticoncepcional é reduzido quando consumido com um antibiótico.

•  A vitamina K inibe a resposta dos anticoagulantes orais.

•  O antiácido diminui a absorção dos medicamentos anti-inflamatórios.

• Os antibióticos, como a tetraciclina, têm seu efeito terapêutico diminuído  quando ingeridos  com antiácido.

  • Anticoagulantes podem causar hemorragia se utilizados com alguns antiinflamatórios, como o ácido acetilsalicílico.

Além da interação entre medicamentos, pode haver ainda outras interações, como:

  • Interação entre medicamentos  e o álcool
  • Interação entre  entre medicamentos e alimentos.

QUAIS SERAM OS RISCOS NO USO DE MEDICAMENTOS COM O ÁLCOOL?

As associações entre medicamentos com bebidas alcoólicas podem levar a efeitos indesejáveis  graves, inclusive com risco de morte porque o álcool tanto pode potencializar os efeitos de um medicamento quanto neutralizá-lo.

TENHA ESPECIAL ATENÇÃO NO USO DE ÁLCOOL  COM OS SEGUINTES MEDICAMENTOS:

  • Analgésicos, antipiréticos e antiinflamatórios: pode causar perturbações gastrointestinais, úlceras e hemorragias,
  • Antidepressivos: diminui os efeitos, pode aumentar a pressão sanguínea.
  • Antibióticos: pode causar náuseas, vômitos, dores de cabeça e até convulsões.
  • Antidiabéticos: pode causar severa hipoglicemia (baixa taxa de  glicose).
  •  Anti-histamínicos, tranqüilizantes, sedativos: pode intensificar o efeito de sonolência e causar vertigens.
  •  Antiepilépticos: a proteção contra ataques epilépticos é significativamente reduzida.
  • Medicamentos cardiovasculares: pode provocar vertigens ou desfalecimento, bem como redução do efeito terapêutico.

COMO OS MEDICAMENTOS PODEM INTERAGIR COM OS ALIMENTOS?

Em algumas situações, os medicamentos também interagem com alimentos.

Essas interações podem comprometer seriamente o tratamento, potencializando reações adversas ou diminuindo os efeitos terapêuticos dos medicamentos, ocasionando diversos prejuízos à saúde do usuário.

Alguns exemplos:

• O efeito da tetraciclinas pode ser anulado pela ingestão com leite.

• Os antiinflamatórios causam irritação no estômago, por isso devem ser administrados junto com as refeições.

• Alimentos gordurosos favorecem a dissolução da griseofulvina (antifúngico), aumentando sua absorção.

• A ingestão excessiva de açúcares em pacientes que fazem uso de antidiabéticos pode dificultar ou impedir a ação dos medicamentos.

  • Pacientes hipertensos (pressão alta) devem diminuir o uso de sal nos alimentos.

OS MEDICAMENTOS PODEM SER UTILIZADOS  JUNTO  COM PLANTAS MEDICINAIS?

Não. Nunca tome medicamentos com chás ou outros produtos à base de plantas medicinais, porque podem causar problemas sérios para o seu organismo.

Além disso, os chás em geral diminuem os movimentos do estômago, o que pode interferir no processo de absorção do remédio.

EXEMPLOS:

• O uso de medicamentos a base de Hipérico (Hypericum perforatum) junto a anticoncepcionais  pode diminuir sua atividade favorecendo a ocorrência de gravidez indesejada.

• O uso de Ginkgo (Ginkgo biloba) junto a varfarina ou ácido acetilsalisílico pode aumentar o efeito anticoagulante destes medicamentos, favorecendo a ocorrência de hemorragias.

  • O uso de chá ou infusão de feijão tremoço junto com medicamento antidiabéticos pode potencializar  o efeito e causar queda brusca da glicemia (hipoglicemia), podendo levar a coma ou óbito.

Portanto, muito cuidado ao usar um medicamento!

Devemos sempre tomar os cuidados necessários para não termos efeitos indesejáveis sobre  nossa saúde.

FONTE: ANVISA: O Que Devemos Sobre Medicamentos?

As controvérsias no uso de medicamentos no TDAH

(Maria Helena Fantinati)

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Indicado como primeira escolha no tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), o metilfenidato é o princípio ativo da Ritalina e do Concerta, nomes comerciais destes medicamentos.

O metilfenidato é um estimulante do sistema nervoso central, amplamente utilizado como instrumento de melhoria do desempenho cognitivo de crianças e adolescentes, sendo comumente chamado de “droga da obediência”.

No Brasil, o metilfenidato foi aprovado em 1998 para o tratamento do TDAH em crianças a partir de seis anos de idade e também  no tratamento da narcolepsia em adultos.

Dados recentes divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontam para o uso crescente do medicamento em todas as regiões do país. Considerando a faixa etária  entre 6 e 16 anos, o aumento do consumo do fármaco foi de 164% entre 2009 e 2011.

Um dado interessante deste estudo foi a constatação de que  há uma variação do consumo de acordo com o período  do ano. Assim, constatou-se que há uma  redução no uso  deste medicamento nos meses de férias e um aumento no segundo semestre dos anos estudados.

A Agência Européia de Medicamentos (EMA), através do Comittee for Medicinal Products for Human Use reavaliou em 2009 a relação do uso do metilfenidato com o aumento de riscos cardiovasculares  e cerebrovasculares, além de transtornos psiquiátricos e recomendou aos médicos maiores cuidados no diagnóstico dos pacientes e nos tratamentos de longa duração. O relatório final destacou que o tratamento não está indicado para todas as crianças com diagnóstico de TDAH e a decisão para uso do medicamento deve ser baseada em cuidadosa avaliação da gravidade e cronicidade dos sintomas da criança em relação à sua idade.

Aqui no Brasil, o Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo avaliou 553 notificações de suspeitas de reações adversas associadas ao uso do metilfenidato, recebidas no período de dezembro de 2004 a junho de 2013 e a análise das causas  destes relatos indicou:

a)      O uso indevido de metilfenidato em crianças menores de 06 anos: faixa etária para a qual o uso está expressamente contraindicado em bula. As reações adversas relatadas incluíram sonolência, lentidão de movimentos e atraso no desenvolvimento.

b) Em 11% dos relatos analisados observou-se a prescrição para indicações não aprovadas pela Anvisa, como depressão, ansiedade, autismo infantil, ideação suicida entre outras condições.

c) Associação entre o uso do medicamento e o aparecimento de reações adversas graves, com destaque para os eventos cardiovasculares (37,8%) como taquicardia e hipertensão, transtornos psiquiátricos (36%) como depressão, psicose e dependência, além de distúrbios do sistema neurológico como discinesia, espasmos e contrações musculares involuntárias.

d) Na faixa etária de 14 a 64 anos os eventos graves envolveram acidente vascular encefálico, instabilidade emocional, depressão, pânico, hemiplegia, espasmos, psicose e tentativa de suicídio.

e) O uso do metilfenidato pode ter contribuído para o óbito de cinco pacientes em tratamento, considerando-se que o medicamento pode causar ou agravar distúrbios psiquiátricos como depressão e ideação suicida.

f) Uso em idosos maiores de 70 anos: embora a bula dos medicamentos com metilfenidato aprovada no Brasil não faça referência ao uso nessa faixa etária, as agências reguladoras internacionais não recomendam sua prescrição em maiores de 65 anos.

Alem dos efeitos citados acima, é comum a perda do apetite, a insônia, aumento da agitação, dores abdominais, perda de peso e diminuição da estatura em crianças que fazem uso deste medicamento.

Vários estudos têm alertado para o uso indiscriminado deste medicamento.

O risco/beneficio deve ser muito bem avaliado, uma vez que os efeitos colaterais do metilfenidato podem ser muito graves.

Segundo entrevista concedida ao Portal Unicamp pela especialista no assunto, Dra Maria Aparecida A Moysés, pediatra e professora titular do departamento de pediatria da Unicamp, o uso de metilfenidato pode causar dependência química, e é classificado como um narcótico pela Drug Enforcement Administration. Segundo ela, os riscos descritos acima seriam suficientes para não indicar esta substância no tratamento da TDAH.

Um enfoque interessante dado pela pediatra é que o uso de metilfenidato em crianças hiperativas que são muito questionadoras, estaria levando a um comprometimento da capacidade de desenvolvimento da humanidade, uma vez que são elas,  através de seu modo de ser questionador, com seus sonhos e utopias que vão gerar adultos capazes de impulsionar  a busca por um mundo melhor.

 

Tranquilizantes e Ansiolíticos

(Maria Helena Fantinati)

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Olá pessoal!

Esta semana vou falar de uma classe de medicamentos que é muito usada no Brasil e em todo mundo: os tranqüilizantes ou os chamados benzodiazepínicos.

Este tipo de medicamento começou a ser desenvolvido em meados do século passado com a fabricação de um de seus principais representantes: o Diazepam, uma substância ainda muito utilizada nos dias atuais, mas que vem sendo substituída por outros derivados mais modernos, como o bromazepam, o lorazepam, o clonazeam, entre outros.
São popularmente conhecidos como “calmantes”, sendo uma opção terapêutica muito usado pelos médicos no tratamento de transtornos relacionados a situações estressantes pelas quais uma pessoa passa e que geram muita angústia, como, por exemplo, um trauma.

Também são usados no tratamento de sintomas decorrentes dos conflitos da vida cotidiana, como a agitação, a ansiedade, a dificuldade em aquietar os pensamentos e em dormir quando o indivíduo não consegue superar estes problemas sozinho. Em psicanálise, diz-se que esta pessoa está sem capacidade de perlaboração, ou seja, sem capacidade de resolver o seu conflito.

Os benzodiazepínicos foram desenvolvidos para serem usados nestas situações específicas e por um determinado período. Infelizmente, não é isto o que se observa atualmente, pois os benzodiazepínicos vêm sendo utilizados de forma abusiva.

Segundo uma pesquisa do Projeto Diretrizes realizado pela Associação Médica Brasileira e pelo Conselho Federal de Medicina, estima-se que mais de 50 milhões de pessoas façam uso diário destes medicamentos, sendo na maioria pacientes mulheres, com mais de 50 anos, com problemas médicos ou psiquiátricos crônicos. Atualmente, cerca de 1 entre 10 pacientes adultos fazem uso de benzodiazepínicos sendo, muitas vezes, prescritos por clínicos gerais.
Por que isto acontece?

Quando uma pessoa ingere um tranqüilizante, ele é rapidamente absorvido no organismo. Seu efeito logo se faz sentir, proporcionando, em um curto período de tempo, o alívio dos sintomas.
Isto é percebido por alguns pacientes, como uma maneira quase “mágica” de lidar com situações difíceis e conflitantes, fazendo com que, em pouco tempo, ele volte a ter uma homeostase, um equilíbrio para continuar a sua vida.

Mas, como foi dito acima, os benzodiazepínicos aliviam os sintomas, mas não resolvem as causas do conflito e para que isto aconteça, é necessário que o paciente busque também uma ajuda psicológica.

Freqüentemente isto não acontece, pois a psicoterapia implica para o paciente assumir a responsabilidade pelo seu próprio sofrimento. Esta etapa mais trabalhosa é necessária para completar o processo de cura.

Assim, os tranqüilizantes fazem sua parte proporcionando uma ajuda rápida ao paciente para que ele se reequilibre emocionalmente e a psicoterapia completa este processo ao tratar das origens dos seus conflitos.

Por que os benzodiazepínicos são considerados tranqüilizantes?

Porque eles agem diminuindo a condução da excitação nervosa nos neurônios (células do sistema nervoso), podendo causar sedação ou sonolência. Assim, toda pessoa que estiver fazendo uso deste tipo de medicamento não deve ingerir bebidas alcoólicas ou drogas com efeitos semelhantes, pois o efeito de sedação do medicamento se soma ao efeito do álcool ou droga, podendo causar acidentes graves no transito ou no trabalho.

Todo benzodiazepínico tem cinco propriedades farmacológicas: são sedativos, ansiolíticos, hipnóticos, relaxantes musculares e anticonvulsivantes.

Claro que cada substância tem uma propriedade mais acentuada quando comparada com outra, isto explica porque alguns benzodiazepínicos, como o flunitrazepam seja usado como hipnótico (indutor do sono) e outra como o alprazolam seja usada como ansiolítico.

Por isso, nunca tome este tipo de medicamento sem prescrição médica.

Esta classe de medicamentos é classificada como psicotrópico, sendo vendidos somente com a apresentação de receita e com a notificação de receita azul. Possuem em sua embalagem uma tarja preta alertando sobre o fato de que seu uso pode causar dependência física, ou seja, depois de um certo tempo de uso, o paciente, ao parar seu uso abruptamente, pode desenvolver sintomas tais como, agitação, insônia, irritação devido à falta deste no organismo.

Assim, sempre siga as orientações do médico ao descontinuar o tratamento, que será feito de forma lenta, gradual e adequada para que este tipo de desconforto não aconteça.

Semana que vem, vou falar um pouco sobre medicamento homeopático sua eficiência e importância. Até lá!

MEDICAMENTOS

(Maria Helena Fantinati)

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Falar sobre medicamentos em um blog sobre psicanálise é uma tarefa que me agrada muito, porque tenho a oportunidade de reunir as duas profissões que exerço em minha vida: ser farmacêutica e psicanalista . Na verdade, são duas profissões e duas paixões porque ambas lidam com o ser humano e suas dificuldades, tanto no aspecto físico, quanto psíquico.

Atualmente, o enfoque sobre os medicamentos tem mudado muito.

Nos últimos anos, a idéia de que somente os medicamentos alopáticos ( químicos ) são eficientes está caindo em desuso. Um novo conceito, mais abrangente, está surgindo e ganhando terreno em várias áreas da saúde. Este conceito inclui a homeopatia, a fitoterapia, os florais, além de outras formas de tratamento como o reiki, a meditação, a acupuntura, a psicoterapia entre outras que, juntamente com os tratamentos tradicionais, podem curar, aliviar e abreviar o sofrimento das pessoas doentes.

Longe de competirem umas com as outras, as várias formas de tratamento constituem-se de ferramentas que muitas vezes podem ser usadas conjuntamente e que estão à disposição da medicina, da odontologia e da veterinária para proporcionarem uma maior eficiência no tratamento de enfermidades.

Os medicamentos alopáticos, tradicionais, tem um papel incontestável no tratamento das doenças, especialmente àquelas em que a urgência e a gravidade da enfermidade se fazem presentes.

Os medicamentos homeopáticos também tem sua eficiência comprovada no combate às doenças, porém mudando o enfoque do sintoma para o doente. Assim, duas pessoas com a mesma doença podem tomar medicamentos homeopáticos diferentes, ou seja, o que é adequado para uma pessoa, pode não ser para a outra.

Os florais e os fitoterápicos também estão sendo cada vez mais usados obtendo-se bons resultados como adjuvantes no tratamento das doenças, lembrando sempre que os medicamentos naturais, como os fitoterápicos também podem apresentar efeitos colaterais.

Todo medicamento deve ser tomado seguindo as orientações médicas. Isto inclui obedecer as doses, os horários e o tempo de tratamento corretos, além de outras orientações dadas pelo farmacêutico no ato da entrega do medicamento.

Isto é importante para que ocorra o efeito terapêutico desejado e também para evitar consequências como efeitos colaterais indesejáveis e muitas vezes perigosos, provenientes do mau uso de medicamentos. Na dúvida, antes de usar, procure sempre a orientação do farmacêutico ou do médico que o prescreveu.

No Brasil, infelizmente, ainda é comum e relativamente fácil tomar medicamentos por conta própria.

A auto medicação, juntamente com a cultura de tomar um medicamento usado por outra pessoa supostamente com a mesma enfermidade, fazem com que seja muito alto o número de pessoas que apresentam problemas sérios de saúde devido ao uso indevido de medicamentos.

É importante para o psicanalista ter esta visão mais ampla sobre este assunto, afinal é grande o número de pacientes que faz uso de medicamentos.

Ter uma noção geral sobre os mesmos é mais uma ferramenta que podemos usar para ajudar a informar as pessoas sobre a importância de se fazer bom uso deles.

No próximo artigo, vou falar sobre uma classe muito usada de medicamentos: os tranqüilizantes. Vamos conhecer um pouco mais sobre eles?

Até semana que vem!