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Porque julgamos as pessoas?

(Padre Jeferson Luis Leme)

Texto bíblico: Evangelho: Mt 7, 1 – 5

NÃO CABE A VOCÊ JULGAR O SEU PRÓXIMO

Diariamente nós condenamos e julgamos as pessoas, principalmente aquelas que estão próximas de nós. Quando percebemos, já é tarde. O que fazer? Como sair dessa situação embaraçosa? No Evangelho Jesus nos ensina a nós não julgarmos e condenar. Três razões para não condenar e julgar.

1º O julgamento pertence a Deus e não a nós. Porque Deus conhece o nosso coração e conhece a fundo. Deus ama e aceita todos como somos, e olha-nos com amor de Pai que dissimula as faltas dos seus filhos, a quem vê através do seu próprio Filho, o Cristo.

2º À medida que usarmos com os outros será usado para conosco. Isso não quer dizer que Deus nos julgará com a nossa medida injusta e impiedosa. Esse não é o seu modo de proceder. Mas certamente quem age assim com os outros se expõe a um julgamento mais severo para si mesmo. O que condena o irmão auto exclui-se do perdão de Deus e cai sob a jurisdição da lei, que não deixará de acusá-lo e condenar como imperfeito que é.

3º Nós somos imperfeitos, tanto e mais que os outros, ainda que, julgando-os com superioridade, os desprezemos. Essa atitude, desprovida de amor, provém da nossa própria cegueira que nos impede de ver os nossos defeitos.

É costume velho de criticar os outros; assim pensamos justificar-nos a nós como melhores. No entanto, a experiência demonstra que os mais críticos, os que julgam ser perfeito, saber tudo e ter a melhor solução para qualquer problema, costumam ser os que menos fazem e levam aos outros.

Precisamos compreender outro lado, isto é, a pessoas é o meu espelho. Na psicanálise chamamos de projeção. Pois bem, o que é projeção? Projeção é um mecanismo de defesa que é atribuído às pessoas desejos, sentimentos, tendências recalcadas e pensamentos que são nossos, mas que não aceitamos em nós mesmos, quer sejam eles negativos ou positivos.

Não julgueis e sereis julgados. É a dinâmica do Evangelho. Um olhar ao espelho, uma vista de olhos à nossa pequenez e insignificância, à nossa “trave” no olho, minimizará sem dúvidas as falhas dos outros e nos tornaremos tolerantes e acolhedores, pensando que os outros também têm que suportar-nos a nós mesmo (amar mesmo não gostando).

Conhecer as nossas próprias limitações admiti-las e aceitá-las, aprenderemos, a conviver com as pessoas. Assim, viveremos na verdade e simplicidade, com ânimo de companheirismo, tolerância e compreensão para com as pessoas sem as condenar. Se Deus é otimista a respeito do homem e o ama apesar de tudo, os seguidores de Cristo haverá de ser o mesmo em relação aos seus irmãos. Este é o caminho seguro para a realização e a felicidade pessoal do que o engano da presunção. Até a próxima!!!