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Você tem alguém na sua vida?

(Paulo Jacob)

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Namorado, namorada, marido, esposa, amante, ficante… Bom, você acha que tem, mas não tem!
Sim, você não tem! Essa pessoa é de sua propriedade? Tem uma plaquinha com seu nome grudado no corpo dela? Ela está 24 horas acorrentada junto à você? Você controla a vida dela em tudo? Sabe aonde ela está agora por exemplo? Bom, você acha que sabe…quem garante?

Falamos que temos algo, porque ainda enxergamos as pessoas que convivemos como um objeto de posse. Um objeto de algum valor (muito ou pouco) que eu não quero perder e tento, dentro do que eu posso, controlar as ações dessa pessoa, afim de me deixar tranquilo que nunca irei ficar sem ela, pelo menos durante o período que eu quiser.

Por que continuamos nos iludindo diariamente sobre isso? É confortável para você acreditar que uma pessoa é sua e que você a controla? Sim, pode ser! Mas conforme vamos vivendo, percebemos que não temos nada, muito menos que controlamos algo. As pessoas estão do nosso lado porque querem, e aqui nem vou entrar no mérito do motivo delas estarem com a gente (interesses, amor, amizade…), mas se elas estão é porque querem e não porque você quer.

Essa sensação de que “tenho alguém”, nada mais é do que um apego afetivo e material pelas pessoas. O apego material seria a sensação de reter um objeto, controlar algo para saciar as suas necessidades e isso pode ter uma ligação com algum problema na infância, durante a fase anal. O apego afetivo é idealizar no outro tudo aquilo que eu quero que ele seja para mim, sem necessariamente eu ter que me entregar para isso.

Eu exijo amor, mas não dou amor; eu exijo carinho, mas não dou o mesmo carinho; ou seja, eu demonstro todos os sentimentos que tenho com aquela pessoa e espero o retorno disso o quanto antes for possível e, se der, para o resto da vida!
Mas quem disse que ela tem obrigação de lhe retornar tudo o que você faz? Você fez esperando um retorno? Se você fez algo, fez porque queria, não adianta ficar cobrando depois…

Existe também a necessidade de se apegar à alguém com o intuito de dar um motivo para a vida, ou seja, eu só sou feliz porque essa pessoa está comigo, ela me ama, me quer … Ok!
E se de repente, por algum motivo essa pessoa “sai” da sua vida?
Você morre? Se deprime?
Então a sua felicidade está no apego, na ilusão que você nutre diariamente de que tem alguém e de que essa pessoa te fará feliz para o resto da sua vida?

Mas se você entendeu o que escrevi acima, de que ninguém é seu, então como pode jogar a sua felicidade, a sua vida, em algo que não possui? Parece meio ilógico isso, não? Mas fazemos isso todos os dias, tanto nas nossas relações amorosas, como nas amizades, com a família…. Conseguem entender o motivo por que existem tantas pessoas se deprimindo diariamente? Vivenciar esse tipo de frustração por várias vezes, deprime as pessoas.
Então o que você faz? Não se relaciona com mais ninguém?

Tenha quantos relacionamentos quiser, mas consciente de que estar com uma pessoa (e não ter uma pessoa) é ter a oportunidade de conviver com ela naquele momento, dia após dia, trocando experiências, visando o crescimento de ambos e não usá-la como um objeto você suga o que pode e depois descarta. Saiba que as pessoas ficarão ao seu lado pela sua demonstração do amor que tem por elas, ou seja, através do respeito, amizade, sexo, compreensão, companheirismo, confiança, entre outras boas ações e não porque ela é sua!

Não somos objetos, não gostamos de ser tratados como tal e por isso mesmo devemos agir da melhor maneira possível com todos.

Uma boa semana!

Falando sobre a virgindade

(Paulo Jacob)

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Pensando em alguns temas para escrever aqui no blog, me veio à cabeça falar sobre a virgindade e os tabus que existem sobre esse assunto. É engraçado, pois falar sobre sexualidade, em um blog que o tema tem a ver com a psicanálise, pode pressupor que todas as pessoas que estão lendo esse texto, já perderam a sua virgindade, e isso pode não ser uma verdade.

O tabu sobre a virgindade sempre foi em relação a mulher. Ela tinha ( ou tem?) que se guardar para o seu “príncipe encantado”, para que no dia do seu casamento, na noite de núpcias, ela perdesse a sua virgindade (e sangrasse, e aí se não sangrasse…), e assim por diante, para poder exercer o seu lado esposa, ou seja, manter relações sexuais com seu marido.

Hoje esse assunto pode variar conforme o público. A virgindade pode ou não ser defendida de acordo com princípios machistas, religiosos, culturais, sociais, etc. Cada um irá tentar mostrar que o que pensa é o correto, sendo que na grande verdade não há certo ou errado, mas sim os valores de cada um, e isso sempre poderá causar debates calorosos.

Eu não sei e você sabia, mas aquela “pele” que bloqueia a entrada da vagina, mais conhecida como hímen, tem uma única e importante função, proteger as meninas durante a infância dos riscos das infecções genitais, e nada mais! Se o homem ao longo da sua história se utilizou dessa “pelinha” para criar um outro tabu, já é uma outra coisa, ok? Não tem nada a ver se a mulher é mais ou menos digna, se ela deve ou não ser mais valorizada por ser virgem. Tanto que o hímen é mais espesso na infância, e vai se tornando mais fino, conforme vai se aproximando a puberdade da menina, ou seja, o corpo já está se preparando para que a menina (que está se transformado em mulher) possa reproduzir, e para isso ela precisa ter relações sexuais, e nada mais natural que o hímen fique mais fácil de se romper, na primeira relação que ela tiver. Existem algum problema nisso?

Então, mulheres que se culpam pela perda do hímen, se libertem dessa culpa! O fato de vocês perderem a sua virgindade quando tiveram a sua primeira relação sexual, é um fato que é claro que deve ter um importância, mas no sentido de que à partir daquele dia, vocês começaram a criar a possibilidade de sentir prazer em mais uma parte do seu corpo, digo isso pois caso vocês não saibam, muitas mulheres antes de se casarem, devido ao tabu da perda da virgindade “vaginal”, praticavam o sexo anal com o intuito de poderem transar com seus parceiros, e ao mesmo tempo se preservarem para os seus futuros “príncipes”. Pode parecer um absurdo isso, mas isso aconteceu muito, principalmente antes de inventarem a pílula anticoncepcional, pelo medo que tinham de engravidar. Quantas meninas ainda hoje não fazem isso?? Sexo anal e oral em seus namorados, mas não o vaginal? E me digam, essas meninas são virgens? Só se forem da vagina mesmo!

Isso não significa que não se deve ter um critério para ter a sua primeira relação, e sair transando por aí. Independente se for a primeira vez ou não, devemos nos valorizar, e se valorizar não tem nada a ver com dinheiro (por favor!), mas sim se sentir amada, querida pelo seu parceiro, para que seja uma primeira vez digna de boas lembranças, com muito romantismo, carícias e paixão. E não como ouço geralmente no consultório, que foi tudo muito rápido, sem lubrificação adequada (principalmente), que mal tiveram prazer, e que quando a “coisa tava ficando boa”, o namorado gozou…

Foi-se o tempo em que a primeira vez era algo desconhecido, hoje o acesso às informações está tremendamente facilitada. Então meninas e meninos, que ainda não tiveram a sua primeira relação sexual, se informem! Exijam dos seus futuros parceiros e parceiras (além de vocês mesmos), que a primeira vez seja da melhor maneira possível, isso sim é valorizar esse momento de suas vidas. Querem ter essa experiência? Então que façam bem feito, e aproveitem!

Abraços e ótima semana!!