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Memória e Felicidade – Como assumir o controle das suas lembranças e ser mais feliz

(por: Alexandre de Santi)

Você é feliz? Você está feliz agora? A resposta é mais complicada do que parece. Perceba a diferença nas duas perguntas. Na primeira, eu perguntei se você é feliz, ou seja, se está satisfeito com o andamento da sua vida. Na segunda, perguntei se você está feliz neste momento, lendo esta revista. E, somando essas duas coisas, qual é o saldo final? Feliz ou infeliz? Provavelmente, você hesitou antes de responder. Isso é normal. E acontece porque a felicidade é uma combinação meio complicada, uma mistura do presente com o passado. Você pode estar adorando este texto, mas triste porque foi mal numa prova ontem. Ou pode estar apaixonado por alguém, feliz da vida, mas achando esta conversa meio chata. A felicidade é uma combinação do presente com o passado. Só que o presente dura muito pouco. Para ser mais exato, 3 segundos.

A cada 3 segundos, ele se torna passado. Essa ideia surgiu em estudos do psicólogo francês Paul Fraisse e hoje é aceita por diversos pesquisadores, como o também psicólogo Daniel Kahneman, ganhador do Prêmio Nobel. Após 3 segundos, todas as informações que passam pela sua cabeça saem da consciência e são arquivadas nos sistemas de memória do cérebro. Isso significa que você enxerga a própria vida, fundamentalmente, através da memória. E isso tem uma consequência enorme: na prática, ela é o fator que mais pesa na felicidade. Mas está longe de ser confiável. Quase sempre nossas lembranças omitem ou distorcem detalhes do que aconteceu.

Pense num álbum de fotos. Você vai encontrar imagens do seu aniversário, do nascimento de um sobrinho, das últimas férias. Uma foto pode registrar um momento sorridente seu e de seus amigos numa festa. Na imagem, todos parecem felizes, e você relembra o momento com carinho. Mas o sorriso da foto não registra, obrigatoriamente, a forma como você se sentia naquele dia. Todo mundo já posou sorridente para um retrato mesmo se a festa estava chata. Ao abrir o álbum, no entanto, você nem sempre vai lembrar que a cerveja estava morna, que a carne do churrasco passou do ponto e do amigo que contava piadas ruins. A sua memória funciona como esse álbum.

A ciência está começando a entender como esse processo acontece. A memória é influenciada por dois mecanismos. O primeiro é a negligência sobre a duração das nossas experiências, ou seja, um instante de alegria intensa vale mais do que uma semana de felicidade moderada. E o segundo é a tendência a atribuir muita importância aos momentos que vêm por último, ou seja: se você for assaltado no último dia das suas férias, certamente se lembrará delas de forma ruim, mesmo que antes tenha passado 15 dias maravilhosos na praia. É como em um filme. As reviravoltas e o final são mais marcantes do que o restante da história. E isso pode nos levar a julgamentos equivocados.

“A memória negligencia a duração [dos eventos], e isso não colabora com nossa preferência por prazeres prolongados e dores curtas”, diz Daniel Kahneman em seu novo livro, Thinking, Fast and Slow (“Pensando, Rápido e Devagar”, ainda sem tradução para o português). Numa experiência coordenada por Kahneman, voluntários colocaram uma das mãos em um recipiente com água bem gelada. Com a outra mão, os participantes utilizavam um teclado para digitar a intensidade da dor. Cada voluntário mergulhou a mão duas vezes. Na primeira, ficaram 1 minuto com a mão submersa na água a 14 ºC. Na segunda, a temperatura era a mesma – mas era preciso suportar 30 segundos a mais. Só que nessa segunda vez Kahneman aplicou um truque. Nos últimos 30 segundos de sofrimento, ele injetou um pouquinho de água morna na vasilha. Era muito pouco, o suficiente para elevar a temperatura em apenas 1 grau. Uma mudança praticamente imperceptível, que não aliviava nada o sofrimento dos voluntários. Era um truque para mostrar como a memória engana as pessoas e pode fazê-las tomar decisões irracionais. Deu certo: 80% dos voluntários disseram que, se fossem obrigados a repetir a experiência, prefeririam o mergulho longo, que os faria sofrer por mais tempo. Por que escolher o mergulho que dura mais? Se fôssemos totalmente racionais, escolheríamos o sofrimento mais curto. As pessoas foram iludidas pela água morna – que dominou as memórias delas, simplesmente porque veio por último. “O estudo das mãos geladas mostra que não podemos confiar totalmente nas nossas escolhas. Preferências e decisões são moldadas pelas memórias, e as memórias podem estar erradas”, acredita Kahneman.

Agora transponha essa ideia para a sua vida. Imagine que, no final das suas férias, todas as fotos e os vídeos que você gravou serão apagados e você vai tomar uma poção mágica que vai apagar todas as memórias da viagem. Seria horrível. As memórias das férias são tão importantes quanto as férias em si. A foto e a possibilidade de compartilhar a viagem com familiares e amigos são partes fundamentais da própria viagem. E isso leva ao primeiro segredo para influenciar a memória: buscar experiências que rendam muitas lembranças – mesmo que elas não sejam necessariamente o que você mais deseja fazer.

A emoção da memória
Pegue as fotos do seu aniversário. Você provavelmente se lembra de quem esteve nele, o que foi servido, as conversas com os amigos. Também se lembra de onde estava, e o que estava fazendo, quando os aviões atingiram o World Trade Center em 11 de setembro de 2001. Mas você se recorda do dia 10 de setembro de 2001? Aposto que não. E isso acontece porque a sua memória não foi desenvolvida para guardar tudo. “Temos a tendência de nos lembrarmos melhor de coisas que têm colorido emocional”, explica a pesquisadora Lilian Stein, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), especialista em memória emocional. A memória privilegia os momentos em que vivemos as emoções mais fortes. É um recurso evolutivo. Na natureza selvagem, fazia sentido preservar em detalhes os episódios em que fomos ameaçados por predadores. Isso nos ajudava a aprender com a experiência. Um experimento realizado pelos pesquisadores Daniel Reisberg, Friderike Heuer, John McLean e Mark O¿Shaughnessy provou que as situações de medo são as mais gravadas na memória – numa escala de 0 a 1, obtiveram pontuação de 0,9, praticamente empatadas com as situações tristes (0,89) e com vantagem sobre os momentos alegres (0,71). Em outro estudo feito por 3 universidades americanas, cientistas exibiram um vídeo com cenas de violência a dois grupos de estudantes. Os pesquisadores fizeram duas edições diferentes do filme, ambas com 1min33s de duração. A única diferença era o meio da história. Uma das edições continha uma cena de assassinato e a outra não. O grupo que assistiu à versão violenta se lembrou de muito mais detalhes do vídeo. Conclusão dos cientistas: os episódios dramáticos da vida geram memórias fortes.

É por isso que ficamos entediados com as obrigações do dia a dia: a rotina não produz sentimentos intensos. A memória é refém dos picos de emoção, como frustrações ocorridas no trabalho e finais de semana alegres. Por isso, para ser feliz, evite a todo custo situações que possam gerar memórias negativas (como um emprego ruim), mesmo que elas também prometam alguma recompensa (salário alto). O contracheque gordo tende a virar rotina depois de um certo tempo, mas as frustrações ficam marcadas na memória.

Nas férias também é assim. É muito melhor fazer duas viagens de 15 dias do que apenas uma de 30 dias. Isso porque as 2 viagens irão gerar mais lembranças diferentes (o que alimenta positivamente a memória). E você estará evitando a rotina – uma sensação inevitável de passar 30 dias no mesmo lugar.

Não confie demais nas próprias memórias. O simples ato de se lembrar de uma coisa é o suficiente para distorcê-la. Outro estudo, feito pelos pesquisadores Ulric Neisser e Nicole Harsch, entrevistou pessoas dias após o acidente com o ônibus espacial Challenger, que explodiu durante seu lançamento em 1986. A pergunta era: onde você estava quando soube da explosão do Challenger? Quase 3 anos depois, os cientistas voltaram a falar com os voluntários e descobriram que as informações haviam sido radicalmente alteradas na memória deles (em alguns casos, com lembranças totalmente opostas). Apesar disso, os entrevistados mantinham total convicção e relatavam minuciosamente os detalhes, como se o acidente tivesse ocorrido no dia anterior – mesmo que tudo aquilo não passasse de memórias falsas.

Isso tem uma explicação neurológica. As memórias são armazenadas na forma de conexões semipermanentes entre neurônios. Quando você se lembra de alguma coisa, essas conexões se tornam instáveis e quimicamente sujeitas a modificações e distorções. A cada vez que você acessa uma memória, ela pode ser alterada. É possível reprogramar lembranças ruins. “Quando utilizamos as nossas memórias, a informação fica suscetível a mudanças, durante um tempo que pode durar horas”, diz o cientista Martín Cammarota, da PUC-RS. E essa maleabilidade é importantíssima. Imagine um homem pré-histórico que precisa atravessar um rio para buscar comida. Na primeira vez em que tentou cruzar as águas, viu que o rio era muito fundo, desistiu e registrou em sua memória que o rio não podia ser atravessado. Meses depois, viu outra pessoa tentando – e conseguindo – atravessar o rio em outro ponto. Se as memórias fossem imutáveis, essa informação não entraria na cabeça do primeiro homem – que continuaria achando o rio algo intransponível. As memórias ficam instáveis quando as acessamos justamente para permitir que novas informações sejam agregadas a elas. Se a memória humana fosse 100% imutável, ninguém conseguiria aprender nada.

Vamos aplicar esse conceito na sua vida. Talvez você já tenha passado por um emprego difícil. Logo depois de pedir demissão, fica com uma memória ruim do tempo que passou nesse trabalho. Chefe carrasco, colegas cruéis, salário baixo, tudo isso vem à mente quando você recorda esse período ruim. Mas aí você consegue um emprego melhor e, tempos depois, o antigo trabalho ganha nova interpretação. Você passa a achar que o período foi importante para amadurecer, que aprendeu muita coisa no emprego antigo. E vive mais feliz. Esse tipo de alteração acontece naturalmente, mas também pode ser induzida ou controlada. Pesquisadores da Universidade de Montreal e da Universidade Johns Hopkins estão desenvolvendo drogas que poderão ser capazes de apagar memórias negativas da cabeça de uma pessoa. O objetivo é tratar ex-combatentes de guerra. Mas é possível que, em algum ponto do futuro, essas substâncias estejam disponíveis para qualquer pessoa.

Enquanto os remédios desenhados para atuar na memória não chegam às farmácias, você pode utilizar outras técnicas para lidar melhor com suas recordações. A readaptação de memórias é um processo natural que acontece a todo momento sem que você perceba. Não temos total controle sobre esse mecanismo nem os cientistas estão convictos do nosso poder sobre ele. Mas existem dois campos da ciência que comprovadamente podem ajudar a controlá-lo: a Psicologia Positiva e as terapias cognitivo-comportamentais. Lembra-se daquele exemplo do emprego ruim? Você só conseguiu ter um novo olhar sobre o passado porque encontrou um trabalho melhor. Dependemos de uma vida feliz no presente para conviver melhor com os acontecimentos do passado e para produzir boas lembranças das coisas que estamos vivendo agora. Mas não serve qualquer tipo de felicidade. É preciso buscar um tipo específico de felicidade, que dribla as limitações da memória humana. O truque é provocar variações no cotidiano, o que fará com que ele se enquadre na categoria de eventos “diferentes” e acabe gravado na memória. “Os hábitos são uma grande oportunidade, porque podemos mudá-los”, diz James Pawelski, da Associação Internacional de Psicologia Positiva.

Faça coisas diferentes. Se você janta fora toda sexta-feira, por exemplo, passe a frequentar restaurantes diferentes. Nada garante que você vá gostar deles, mas o sabor de novidade é ótimo para a formação de memórias. Na pior das hipóteses, a variação fará com que o restaurante de sempre volte a ter graça. “Se você está acostumado a comer caviar, daqui a pouco vai querer um caviar mais sofisticado para sentir prazer. Mas, se ficar um tempão sem comer caviar, qualquer caviar será bom”, explica Ricardo Wainer, professor da PUC-RS e especialista em terapia cognitivo-comportamental. O mesmo vale para viagens, exercícios e praticamente todos os hábitos do dia a dia.

A felicidade diferente
Também é fundamental ter objetivos. Onde você quer estar daqui a 1 ano? Ter metas é importante porque influencia o presente – e, como o presente só dura 3 segundos (lembra?), a memória. Imagine um velho empresário bem-sucedido relembrando os primeiros anos do seu negócio. Ele vai lhe contar das dificuldades e dos sacrifícios com entusiasmo e provavelmente vai encerrar com uma expressão do tipo: “Bons tempos”. Na memória dele, a fase de construção do novo negócio foi arquivada com cores alegres porque ele tinha uma meta, enxergava sentido no sacrifício. Trabalhar 18 horas por dia, se alimentar mal, operar com as contas no vermelho, lidar com problemas o dia inteiro: atividades que queremos evitar ao máximo e que costumam ser arquivadas como eventos ruins. Mas, quando associadas a um objetivo de vida, pulam para o grupo das memórias positivas.

O segundo caminho é encontrar alguma coisa de que você goste muito, mas muito mesmo. Você já deve ter feito alguma atividade na vida em que pensou “Puxa, eu poderia passar a vida inteira fazendo isso”. Essa sensação de parar o tempo tem uma importância maior do que parece. Músicos passam horas em concentração profunda aprendendo um trecho complicado de uma música. Para quem toca um instrumento e não sente a sensação de parar o tempo, destrinchar compassos difíceis pode ser uma tortura e vira motivo para abandonar o violão ou o piano. Afinal, você tem uma memória negativa dessa tarefa.

Mas quem sente uma concentração absoluta, quem não vê o tempo passar diante de uma atividade complicada (e agradável), vai querer repetir a experiência, e as 5 ou 6 horas sentado na mesma posição repetindo uma melodia à exaustão se tornarão uma memória positiva. E a coisa vai além.

Segundo Martin Seligman, psicólogo da Universidade da Pensilvânia, pessoas felizes costumam relatar a necessidade de repetir com frequência a experiência de “parar o tempo”, um conceito conhecido como “fluxo”. “Você se sente totalmente em casa”, explica Seligman em um artigo do livro The Mind (“A Mente”, sem tradução para o português). “O que você tira disso não é a propensão de rir bastante. O que você atinge é um fluxo, e, quanto mais você investe nas suas maiores forças, maior o fluxo que você atinge na sua vida”, completa. É como se os benefícios dessas experiências prazerosas irrigassem satisfação para outras áreas da vida, criando condições para que você estabeleça um fluxo positivo para produzir memórias mais interessantes sobre o presente e para reinterpretar recordações do passado. Um emprego ou uma aula chata podem se tornar suportáveis se você consegue parar o tempo quando chega em casa, fazendo uma coisa de que gosta muito. Alguns sortudos conseguem atingir esse nível de concentração e prazer no próprio trabalho, outros em hobbies como a música, a jardinagem e as tarefas manuais. Seja qual for a sua escolha, boas memórias dependem do contato com essa fluidez. Quando sentimos a felicidade acontecendo no presente, e não somente no passado.

Memórias incríveis
Transformar o ordinário em extraordinário. Essa é a chave para criar mais lembranças boas

Drible o esquecimento
A memória não registra o que acontece na maior parte do tempo. Ela grava os momentos de maior emoção e/ou que acontecem no final de uma experiência (férias, por exemplo). Para o cérebro, um instante de alegria pura vale mais do que uma semana de bem-estar moderado, cujos detalhes fatalmente acabarão descartados pela memória e não ajudarão você a se sentir feliz no futuro. Por isso, é fundamental criar o máximo de momentos bons – e registrá-los da forma mais detalhada possível.

Multiplique por 2
Divida as férias em 2 períodos de 15 dias e visite 2 lugares diferentes, pois assim você produzirá 2 conjuntos de memórias prazerosas.

Cuide dos finais
Nosso cérebro foi programado para perpetuar os desfechos. Lembre-se disso e deixe bons momentos reservados para o final de cada episódio da vida, seja uma viagem de férias, seja uma festa com os amigos. Ir embora antes que a animação da festa caia é uma boa ideia para registrar uma memória feliz daquele momento.

Memórias esquecíveis
Coisas ruins acontecem. Com todo mundo. Mas você pode se livrar delas

Reinterprete o passado
Lembranças ruins são fortes, mas elas podem ganhar um novo significado com o passar do tempo. A ciência já provou que as memórias passam por um período de instabilidade sempre que você se recorda de alguma coisa. Isso significa que elas estão sujeitas a ganhar novas informações – e, sim, serem alteradas. É possível reinterpretar lembranças negativas. Basta que você passe por alguma situação feliz – ela cria um novo contexto, que permite transformar as memórias ruins.

Evite o que é ruim
Não adianta encarar uma rotina infeliz em troca de compensação social ou financeira. A alegria que você sente nos seus momentos de lazer dificilmente irá compensar a infelicidade que reina na maior parte do tempo.

Repense as experiências
Se você passou anos num emprego horrível, mas agora está num lugar melhor, lembre-se de que aquele sofrimento ajudou você a crescer, foi fundamental para forçá-lo a buscar algo novo. Uma memória ruim se transforma em algo bom.


Memória felizes
Mude a sua rotina – e assim construa um novo presente, um novo passado e um novo futuro

Produza lembranças melhores
Um estudo da Universidade de Michigan mostrou que voluntários melhoravam a avaliação de suas vidas quando encontravam uma moeda perdida (que havia sido plantada secretamente pelos pesquisadores). O inesperado é uma arma poderosa para produzir boas lembranças e para quebrar a rotina. A chave é buscar um cotidiano rico em novidades – mesmo que à primeira vista elas não pareçam grande coisa.

Persiga o diferente
Faça coisas novas. Por exemplo: comer coisas de que você não gosta. Isso irá criar memórias fortes – mesmo se você não gostar do sabor do jiló, a experiência (e a lembrança dela) fará o arroz com feijão parecer mais saboroso.

Faça o tempo parar
Encontre alguma coisa de que você gosta muito, mas muito mesmo de fazer, o suficiente para esquecer o tempo que passou fazendo aquilo. Esse tipo de atividade gera um tipo diferente de bem-estar, extremamente positivo – e poderoso -, que vai produzir um contexto de vida mais feliz. Isso permite que você reavalie suas memórias com tonalidades mais alegres.

 

Para saber mais

Thinking, Fast and Slow
Daniel Kahneman, Farrar, Straus and Giroux, 2011

Florescer
Martin Seligman, Editora Objetiva, 2011

The Mind
Vários autores (editado por John Brockman), Harper Perennial, 2011

Memory and Emotion
Vários autores (editado por Daniel Reisberg e Paula Hertel), Oxford University Press, 2003

As 45 fotos mais impactantes de 2013

(fonte: http://www.buzzfeed.com/ellievhall/as-45-fotos-mais-impactantes-de-2013)

1.

ADREES LATIF / Reuters

Um casal faz uma pausa enquanto tenta salvar os restos do lar de um membro da família um dia depois de um tornado ter devastado a cidade de Moore, estado de Oklahoma, EUA.

2.

AP Photos/Discovery Channel, Tiffany Brown

O equilibrista Nik Wallenda caminha ao longo de um cabo de 5 centímetros de diâmetro e 400 metros de comprimento acima do Desfiladeiro do Rio Little Colorado, a nordeste do estado de Arizona, EUA, em junho.

3.

Christophe Simon / AFP / Getty Images

Um manifestante é alvejado com balas de borracha como reação da polícia de choque após confrontos iniciados durante protestos contra a corrupção e os aumentos de preços, no Rio de Janeiro, Brasil.

4.

Jim Lo Scalzo / EPA / Landov

Michael Knaapen e John Becker, que se casaram sete anos atrás em Toronto, Canadá, reagem à notícia de que a Suprema Corte derrubou a Lei de Defesa do Casamento (DOMA, na sigla em inglês).

5.

Nacho Doce / Reuters

Um homem fantasiado de Super-Homem sorri para o paciente João Bertola, de 2 anos, e seu pai no Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, Brasil.

6.

Tim Holmes / AP

Tammy Holmes e seus netos se refugiam embaixo de um cais enquanto um violento incêndio no mato invade a cidade australiana de Dunalley.

7.

AP Photo/Wason Wanichakorn, File

Um protestante antigoverno entrega uma rosa a um soldado tailandês no Ministério da Defesa durante uma passeata em Bangkok.

8.

Manuel Balce Ceneta / AP

Thania Sayne se apoia na lápide que marca o túmulo de seu marido, morto no Afeganistão em 2011, no Cemitério Nacional de Arlington, EUA.

9.

Tó Mané / Barcroft Media / Landov

Garret McNamara tenta bater o Recorde Mundial do Guiness da maior onda já surfada, em Nazaré, Portugal.

10.

Reuters/Romeo Ranoco

Um garoto carrega seu cachorro pela enchente causada pelas chuvas de monção em Manila, Filipinas.

11.

Michael Sohn / AP

Católicos tiram fotos do recém-eleito Papa Francisco com seus celulares e tablets enquanto ele fala da varanda central da Basílica de São Pedro, no Vaticano.

12.

Samantha Sais /The New York Times / Redux Pictures

Renata Teodoro, 25, à direita, de mãos dadas com sua mãe, Gorete Borges Teodoro, que foi deportada dos Estados Unidos seis anos atrás, através das cercas da fronteira em Nogales, Arizona.

13.

Mohammed Abdel Moneim / AFP / Getty Images

Uma mulher tenta impedir uma escavadeira militar de esmagar uma pessoa ferida após confrontos entre forças de segurança e grupos de oposição, que deixaram centenas de feridos no Cairo.

14.

Sanjay Kanojia / AFP / Getty Images

Um jovem indiano se pendura a um cabo de energia antes de cair nas águas de uma inundação do rio Ganges em Allahabad em Agosto.

15.

Mohammad Sajjad / AP

Um paquistanês segurando uma criança nos braços foge correndo do local onde explodiu uma carro bomba em Peshawar, no noroeste de Paquistão.

16.

Foda-se a sua moral

Fred Dufour / AFP / Getty Images

Um homem chuta uma ativista ucraniana do movimento feminista Femen enquanto ela, com os seios à mostra, ergue o punho protestando contra os islâmicos em frente à Grande Mesquita de Paris.

17.

STR / AFP / Getty Images

Um jovem pula da Ponte do Rio Yangtze, em Wuhan, China, logo após outra pessoa ter pulado cometendo suicídio minutos antes.

18.

John Kolesidis / Reuters

Um homem resgata uma mulher de dentro do seu carro numa estrada inundada em Chalandri, subúrbio de Atenas, em fevereiro.

19.

O zoológico está temporariamente fechado. / Todos os museus do Instituto Smithsonian e o Zoológico Nacional estão fechados devido à paralização do governo. Por favor, visite http://www.si.edu para obter atualizações. Nos desculpamos pela inconveniência. Todas as entregas devem entrar pelo portão da Av. Connecticut.

Superbonnie via Reddt / Via reddit.com

Um menino olha para dentro do Zoológico Nacional, em Washington, D.C., EUA, que estava temporariamente fechado devido à paralização do governo americano.

20.

Wong Maye-E, File / AP Photo

Uma mulher aguarda sentada rezando enquanto sua cabeça é raspada em luto ao falecido Rei Norodom Sihanouk, do Camboja, antes do seu funeral em Phnom Penh, capital do país.

21.

Parwiz / Reuters

Garotos afegãos brincam com armas de brinquedo no primeiro dia do Eid al-Adha, em outubro.

22.

Hasan Jamali / AP

Um manifestante do Bahrein protestando contra o governo é engolido pelas chamas depois que um tiro disparado pela polícia de choque acertou a bomba de gasolina que ele segurava nas mãos e que se preparava para arremessar.

23.

John Tlumacki / The Boston Globe / AP

Bill Iffrig, 78, assiste caído no chão enquanto policiais reagem à uma segunda explosão junto à linha de chegada da Maratona de Boston.

24.

Luke Macgregor / Reuters

Corredores respeitam um minuto de silêncio pelas vítimas das bombas da Maratona de Boston antes do início da Maratona de Londres, em Greenwich, sudeste de Londres.

25.

China Stringer Network / Reuters

Visitantes assistem às águas revoltas de uma seção da Represa de Xiaolangdi, no Rio Amarelo, China, durante uma operação de 6 de julho para a remoção de lodo acumulado.

26.

Noah Berger / AP

Sue Rochman, esquerda, e Robin Romdalvik abraçam seu filho Maddox Rochman-Romdalvik, 8, na prefeitura de San Francisco, após uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos ter aberto caminho para casamentos do mesmo sexo na Califórnia.

27.

Jonathan Palmer / Herald-Leader

Figo, um cão da polícia de Kentucky, EUA, dá o seu último adeus a seu parceiro humano, o oficial Jason Ellis, que foi morto numa emboscada cinco dias antes.

28.

Philippe Lopez / AFP / Getty Images

Sobreviventes do Supertufão Haiyan, que deixou 1,9 milhão de pessoas desabrigadas, participam de uma procissão religiosa em Tolosa, na ilha de Leyte, à leste das Filipinas.

29.

Dmitry Lovetsky, File / AP Photo

A polícia de choque protege ativistas do movimento gay que haviam sido atacados por protestantes contrários ao movimento, durante uma passeata autorizada em favor dos direitos dos homossexuais, em São Petersburgo, Rússia.

30.

AP Photo

Uma equipe de salvamento retira uma vítima, Reshma, que sobreviveu por 16 dias após o desabamento de uma fábrica de vestuário em Bangladesh.

31.

Joe Burbank / Orlando Sentinel / AP Photo

George Zimmerman pisca o olho para seu advogado no início de seu julgamento na Corte da Vara de Seminole, EUA.

32.

Jason Lee / Reuters

Um menino se segura à perna da mãe enquanto chora em frente à sua casa danificada depois de um forte terremoto de magnitude 6.6 no vilarejo de Longmen, condado de Lushan, em Ya’an, província de Sichuan.

33.

Marcio Jose Sanchez / AP

O capitão Michael Potoczniak se casa com seu parceiro Todd Saunders, numa cerimônia em San Francisco, EUA, em 29 de junho.

34.

Osman Orsal / Reuters

Um policial turco da tropa de choque usa spray de pimenta contra uma mulher durante protestos contra a destruição de árvores num parque devido a um projeto para pedestres, na praça Taksim, no centro de Istambul.

35.

Brad Penner / USA TODAY Sports

Um sargento da força aérea americana surpreende sua esposa e sua filha durante o segundo quarto de um jogo de futebol americano entre os New York Giants e os Green Bay Packers.

36.

Ueslei Marcelino / Reuters

Uma casal corre perto da tropa de choque reunida em frente ao Estádio Mané Garrincha, em Brasília, Brasil, em 7 de setembro, antes de partida amistosa entre Brasil e Austrália.

37.

Evan Vucci / AP Photo

O presidente americano Obama observa pela “Porta Sem Volta”, na Ilha de Goreé, na costa do Senegal, que foi a última parada para milhões de escravos enviados ao Novo Mundo.

38.

Goran Tomasevic / Reuters

Uma mulher carregando uma criança corre para se proteger enquanto policiais procuram por homens armados que abriram fogo dentro de um shopping em Nairobi, Quênia, matando 67 pessoas.

39.

Reuters

Uma equipe de resgate carrega o corpo de uma criança que foi salva dos escombros de um prédio residencial desabado em Mumbai, Índia, em setembro.

40.

Claudio Peri / EPA / Landov

O Papa Francisco abençoa e reza com um homem gravemente desfigurado.

41.

Roni Bintang / Reuters

Uma criança indonésia observa as cinzas lançadas pelo Monte Sinabung.

42.

Erik De Castro / Reuters

O bebê recém-nascido Bea Joy dorme enquanto sua mãe se recupera numa maternidade improvisada no aeroporto da cidade de Tacloban, devastada pelo tufão. Ortega estava num centro de evacuação quando a tempestade chegou e precisou nadar e se agarrar a um poste para sobreviver.

43.

Jerard Julien / Reuters

O primeiro casal do mesmo sexo a se celebrar matrimônio na França se beija na sacada em frente à multidão após o seu casamento na prefeitura de Montpellier.

44.

Jae C. Hong / AP Photo

Detentos servindo como bombeiros se preparam para combater um grande incêndio perto do Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia, EUA, em agosto.

45.

Make-A-Wish Bay Area / sf.wish.org / Via Twitter: @SFWish

Miles, um menino de 5 anos que luta contra a leucemia, está fantasiado de “Bat-Garoto” como parte de uma dia proporcionado pela Fundação Make-A-Wish [Faça um Pedido] em San Francisco, em 15 de novembro.

As 30 imagens mais impactantes já feitas

Reza a lenda que uma imagem vale por mil palavras, que ela consegue levar um impacto real e consegue ecoar na nossa mente. Pensando nisto, resolvi vir compartilhar com vocês algumas imagens que conseguiram mexer comigo nos extremos, desde a felicidade e até uma certa tristeza e por tabela ter uma reflexão acerca das nossas atitudes, formas de pensar e como o mundo é tão grande e capaz de várias coisas, sejam elas boas ou ruins (infelizmente).

Diferente do que já trouxe para vocês, são algumas imagens bonitas e que passam uma sensação boa, e outras são bem fortes. Mas acredito que, assim como aconteceu comigo, vocês possam refletir e levar uma boa reflexão. São 30 imagens mais impactantes já feitas, confiram:

1 – Garoto faminto e missionário na África

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2 – Dentro de uma câmara de gás de Auschwitz

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3 – Cirurgião cardíaco depois de 23 horas de duração (com sucesso)
transplante de coração. Seu assistente está dormindo no canto.

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4 – Pai e filho (1949 – 2009)

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5 – Diego Frazão Torquato tocando violino no funeral do seu professor.
O professor foi responsável por tirar crianças da violência por meio da
música no Rio de Janeiro.

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6 – Um soldado russo tocando um piano abandonado na Chechênia em 1994

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7 – Rapaz acaba de descobrir que seu irmão está morto.

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8 – Cristãos protegendo muçulmanos durante oração em
meio às revoltas de 2011 no Cairo, Egito.

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9 – Bombeiro dá água a um Koala durante os devastadores
incêndios florestais na Austrália, em 2009.

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10 – A mãe Terri Gurrola se reencontra com sua filha depois de servir no Iraque por 7 meses.

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11 – Moradores de rua esperando para receber comida de graça distribuídos fora de
uma mesquita antes de Eid al-Fitr, em Nova Delhi, na Índia.

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12 – Zanjeer, o cão salvou milhares de vidas durante Mumbai explosões em série em
Março de 1993 por meio da detecção de mais de 3.329 kg do explosivo RDX, 600 detonadores,
249 granadas e 6.406 cartuchos de munição. Ele foi enterrado com todas as honras em 2000.

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13 – Homem salta do World Trade Center para escapar
das chamas durante atentado do 11 de setembro.

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14 – Filho tentando levar pai alcolotra para casa.

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15 – Casal abraçado em escombros de fábrica que desabou.

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16 – Pôr do sol em Marte

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17 – Garoto cigano de cinco anos fumando na festa de véspera de ano novo na comunidade
cigana de St. Jacques, Perpignan, sul da França. É bastante comum em St. Jacques para os meninos a fumar.

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18 – Hhaing O Yu de 29 anos chorando ao ver a destruição causada
pelo ciclone que atingiu Myanmar em 2008.

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19 – Cachorro de nome Leão espera dono após dois dias enchentes no Rio de Janeiro em 2011.

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20 – Filho corre para cumprimentar o pai antes de ir para a Segunda Guerra Mundial.

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21 – Russo encontra tanque no qual pilotou na Segunda Guerra Mundial.

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22 – O poder de uma flor.

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23 – Mulher chora no meio da cidade destruída após terremoto e tsunami que
devastou a cidade de Natori, em março de 2011 no Japão.

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24 – Construção que une casal protestante e católico, Holanda, 1888.

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25 – Dono encontra seu cão depois de tornado que
destruiu o Alabama em março de 2012, no EUA.

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26 – Demonstração do uso do preservativo em um mercado
público em Jayapura, capital da Papua, 2009

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27 – Russos se preparando para a batalha de Kursk, julho de 1943.

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28 – Homem salva filhotes de gato durante uma enchente que assolou a Índia em 2011.

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29 – Afegão oferece chá para soldado americano.

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30 – Alguns pais, provavelmente agora em seus 70 anos,
ainda à procura da sua filha desaparecida.

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Imagens fortes, não é? E vocês, o que sentiram quando viram cada uma delas? Acham que faltam algumas imagens nesta lista?

(fonte: http://www.entendaoshomens.com.br/as-30-imagens-mais-impactantes-ja-feitas/)

 

Hermann Rorschach: psiquiatra dos testes com tinta nasceu há 129 anos

 

Hermann Rorschach, psiquiatra nascido em 8 de novembro de 1884 em Zurique, na Suíça, permanece uma figura importante principalmente devido ao seu famoso teste: uma avaliação psicológica pictórica que utiliza manchas de tinta para compreender o significado psicológico de interpretações individuais. A técnica que ele desenvolveu, hoje denominada teste de Rorschach, tem sido aplicada com frequência por psiquiatras desde 1921 em vários países, porém é polêmico e ainda divide psicólogos.

Hermann Rorschach (1884 - 1922) desenvolveu o famoso - e polêmico - teste psicológico Rorschach, hoje um teste projetivo de personalidade Foto: Wikimedia

Hermann Rorschach era chamado, na infância, de “Klecks”, por conta de sua paixão pela klecksografia – a arte de transformar manchas de tinta em imagens reconhecíveis. Essa hobby da infância acabou moldando sua futura carreira como psiquiatra. Na época de sua formação, o mundo passava por uma fase se destaque para essa ciência, muito devido aos esforços de Sigmund Freud (criador da psicanálise), e tamanha fama levou o psiquiatra a reaplicar sua paixão pelos jogos com tintas da infância.

Exemplo do teste de Rorschach: enquanto alguns enxergam duas pessoas, outros veem um animal quadrúpede - em variações como cachorro, urso e até elefante Foto: Wikimedia
Exemplo do teste de Rorschach: enquanto alguns enxergam duas pessoas, outros veem um animal quadrúpede – em variações como cachorro, urso e até elefante

Foto: Wikimedia

 

Rorschach passou a se perguntar por que algumas pessoas tinham respostas completamente diferentes às mesmas pinturas com tinta, então ele começou a mostrar as manchas para crianças na tentativa de analisar as grandes variações de interpretação. Após anos conduzindo esses testes enquanto trabalhava como diretor-assistente de um hospital psiquiátrico suíço, Rorschach escreveu o livro Psychodiagnostik (Psicodiagnóstico), que descreve como os testes com manchas de tinta simétricas podem ser usados com eficácia na psicanálise.

O psiquiatra morreu menos de um ano após lançar esse trabalho, ainda marcante na ciência moderna, vítima de peritonite aguda causada por uma apendicite. Ele tinha 37 anos.

(fonte: terra.com.br)

QUEM AMA NÃO ADOECE

(Adriana Lobo)

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Muito se tem estudado nos dias de hoje a respeito dos efeitos do  amor na nossa  saúde e nas nossas vidas de uma forma geral.

Podemos afirmar que indivíduos que não foram amados adequadamente, na maioria  das vezes não conseguem amar com desprendimento, tornando-se assim pessoas  infelizes.

O adoecimento do corpo serve para dar vazão a esse sofrimento produzido muitas  vezes pela falta de amor.

A prática do amor gera saúde, quem ama a si mesmo e aos outros, quem deseja o  bem ao seu próximo, quem pratica a caridade aos mais necessitados, vive mais e com  muito mais saúde, disposição e harmonia.

Para não adoecermos é necessário aprendermos a lidar com as nossas emoções e as  nossas imperfeições, afinal de contas somos humanos e estamos em processo  evolutivo.

É necessário estar sempre atento as nossas ações, cultivar bons hábitos, falar dos seus sentimentos, sem medo, sem julgamento, cuidar da saúde física, ler bons livros, perdoar a si mesmo e aos outros através da prática da compreensão.

Dê sentido a sua vida, trace metas possíveis de serem alcançadas, seja bom, seja útil, onde quer que você esteja.

Aceite-se como você é, seja você mesmo, trabalhe suas imperfeições, seus instintos agressivos e o seu lado egocêntrico, pratique o exercício da empatia, agindo assim  poderá compreender melhor o sofrimento alheio.

Liberte-se da opinião dos outros, esteja em paz com sua consciência, faça tudo com muito amor.

Viva com simplicidade, complicamos demais a vida, vivemos num mundo de ilusões materiais, onde o “ter” é mais importante que o “ser”.

Contribua para o bem estar das pessoas, encare as dificuldades com confiança e fé, transforme problemas e oportunidades.

Seja grato por tudo o que Deus tem proporcionado na sua vida, busque Deus em tudo, agindo assim encontrará paz interior e não haverá espaço para as doenças da alma.

É com uma atitude de amor para com o próximo e a si mesmo que teremos a saúde da alma, do corpo e do espírito.

Fiquem bem !

(Adriana Lobo é Psicanalista e Psicopedagoga, seguidora do Blog e atenta ao amor ao próximo)